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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Poluição mundial deve cair a nível mais baixo desde a Segunda Guerra

Estudo internacional mostra que emissão de CO2 pode cair 7% este ano em função da quarentena mundial do coronavírus

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Este ano, finalmente o mundo deverá começar a respirar um pouco melhor. Um estudo coordenado pela Universidade de Anglia, do Reino Unido, com a participação de cientistas de outros países da Europa, além dos Estados Unidos e da Austrália, mostrou que em 2020 as emissões CO2 devem ser as menores desde a Segunda Guerra Mundial. O grupo analisou a emissão diária de gás carbônico em 69 países desde o início da pandemia do coronavírus, que tem mantido milhões de pessoas em quarentena no mundo todo.
Em abril, a poluição caiu 17% nos países analisados. A expectativa é que até o final do ano as emissões de gás carbônico tenham uma redução de 7% em relação a 2019, o nível mais baixo das últimas sete décadas.
“O confinamento da população levou a mudanças drásticas em relação ao uso de energia e de emissões de CO2”, diz a cientista do clima Corine Le Quéré, da Universidade de Anglia, coordenadora do estudo.
Com boa parte da atividade econômica suspensa em função da crise provocada pela covid-19, houve uma queda significativa da demanda por combustíveis fosseis, como o petróleo, que representam um importante poluente, e de energia elétrica.
A estimativa é que a demanda por combustível caia mais de 9% este ano. O uso de gás natural e carvão, que alimentam unidades de produção de vários setores industriais, também deve diminuir. Há a esperança de que a redução da poluição possa servir de estímulo para os governos ampliarem as políticas de proteção ao meio ambiente. “Temos uma janela de oportunidade”, diz Corine.
Mesmo que o mundo volte à rotina habitual depois de junho, o ganho para o planeta deverá ser considerável, com uma queda na emissão de gases do efeito estufa de pelo menos 4% em relação a 2019.
Segundo um estudo das Nações Unidas lançado no ano passado, as emissões de gases nocivos à atmosfera precisam diminuir cerca de 2.5% por ano para que o aquecimento global não aumente mais do que dois graus Celsius.
Com uma queda de 7,5%, a conquista em relação ao clima pode ser ainda maior. Nesse caso, a temperatura da Terra oscilaria menos de 1,5 graus Celsius, deixando o mundo (e os seres vivos) bem mais seguro.
Fonte: Exame

Dióxido de Carbono na atmosfera em Maio no nível mais alto de sempre

A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiu em maio o nível mais alto de sempre, anunciaram hoje cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA)

Dióxido de Carbono na atmosfera em Maio no nível mais alto de sempre
No observatório Mauna Loa, no Hawaii, o pico atingiu as 417,1 partes por milhão, superior ao registado em maio do ano passado, e apesar do abrandamento das emissões de CO2 devido à pandemia de covid-19.
Segundo os cientistas da NOAA e da Universidade da Califórnia o valor máximo de CO2 na atmosfera foi este ano 2,4 partes por milhão superior ao pico de 414,7 partes registado em maio de 2019.
Segundo informação publicada na página oficial da NOAA, os valores mensais de CO2 em Mauna Loa ultrapassaram pela primeira vez o limiar de 400 partes por milhão em 2014, estando agora em níveis que não eram atingidos na atmosfera há vários milhões de anos.
"Os progressos na redução de emissões não são visíveis nos registos de CO2", diz, citado na informação oficial, Pieter Tans, cientista da NOAA.
"Continuamos a comprometer o nosso planeta", com mais aquecimento global, com mais subida do nível do mar e com mais fenómenos meteorológicos extremos.
Os responsáveis advertem que se os humanos deixassem agora de emitir CO2 seriam precisos milhares de anos para que as emissões fossem absorvidas pelos oceanos e os níveis de dióxido de carbono regressassem a valores pré-industriais.
O aumento de CO2 na atmosfera não parece refletir a redução de emissões poluentes provocada pelo abrandamento de atividade a que a covid-19 obrigou, mas os cientistas explicam que a queda de emissões teria de ser muito maior e acrescentam que é preciso ter em conta variações naturais, desde logo a forma como as plantas respondem às variações sazonais e anuais das temperaturas. Com uma redução de emissões entre 20% a 30% durante seis meses a um ano poderia ser visível um abrandamento, admitem.
Embora as plantas e os oceanos absorvam cerca de metade dos 40 mil milhões de toneladas de poluição por CO2 emitidas pelos humanos em cada ano, a taxa de aumento de CO2 na atmosfera tem vindo a acelerar constantemente, afirmam também.
Fonte: NM