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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Procuramos Distribuidor Exclusivo para a Espanha

Caixa de gordura ecológica WaterClean, procuramos Distribuidor Exclusivo para o mercado Espanhol
Para contatos: 00 351 918680270 - Manuel Dias
watercleanbrasil@gmail.com 
guardianofthewaters@gmail.com 

segunda-feira, 6 de julho de 2020

O barco do Museu Mater organiza uma jornada para aumentar a conscientização sobre o lixo marinho

Os portos onde a campanha terminará serão Hondarribia, Getaria, Ondarroa, Bermeo, Portugalete, Bilbo, Mutriku e Pasaia.
A campanha Zero Zabor Uretan vai desembarcar neste verão em diferentes portos da Costa Basca.
A campanha Zero Zabor Uretan vai parar em diferentes portos da Costa Basca neste verão a bordo do Barco Ecoactive Mater Museum, com o objetivo de espalhar uma mensagem: "O melhor desperdício, aquele que não é gerado". 
Desta forma, pretende-se realizar uma viagem marítima a bordo do MATER através de diferentes municípios pesqueiros da Costa Basca, a fim de aumentar a conscientização sobre o problema do lixo marinho e envolver os cidadãos na sua prevenção.
No contexto da crise da saúde derivada do COVID-19, o problema está sendo acentuado, afetando seriamente os ecossistemas naturais e, consequentemente, a saúde das pessoas.
Os 80% de detritos marinhos provêm da atual gestão de resíduos em terra e da falta de conscientização e comprometimento da sociedade em geral.
Os portos onde a campanha terminará são: Hondarribia de 1 a 3 de julho, Getaria de 4 a 6 de julho, Ondarroa de 7 a 9 de julho, Bermeo de 10 a 12 de julho, Portugalete de 13 a 15 de julho Bilbo del 16-18 de julho, Mutriku 19-20 de julho Pasaia 22-24 de julho.
As atividades previstas nesta campanha desejam oferecer alternativas para conhecer, participar e se envolver nas soluções que todos temos em nossas mãos para evitar o desperdício e impedir que chegue ao mar.
Entre as atividades, destaca-se a visita ecoativa ao navio-museu, onde se pretende dinamicamente tornar visível a importância do mar em nossos dias e como podemos cuidar dele em casa.
As visitas serão gratuitas e exigirão agendamento prévio como medida adotada para evitar multidões sob a ameaça do COVID-19. A exposição no pé do porto no Eko-Stand servirá para coletar informações úteis sobre os problemas do lixo marinho e alternativas ao plástico no nosso dia a dia.
Na campanha, além disso, haverá coleta e limpeza com os 10 principais resíduos de cada porto.
Por fim, a campanha apresentará o concurso #EKINZeroZaborUretan de prevenção de resíduos nas redes sociais em busca de idéias transformadoras para evitar desperdícios em nossas vidas diárias em casa, no trabalho ou na comunidade. O prêmio para a idéia vencedora consistirá em uma viagem ao mar para quatro pessoas a bordo do Barco do Museu Ecoativo Mater.
Todas as informações sobre as atividades em cada porto e o concurso podem ser encontradas na RRSS @rstermuseoa e no site criado para a campanha www.zerozaboruretan.eus
MATER e parceiros de campanha
Esta campanha foi promovida pelo Museu de Barcos Ecoativos MATER de Pasaia. O MATER é o último grande bonitera basco construído em madeira que foi salvo da demolição pela associação Itsas Gela de Pasaia e se transformou em um instrumento único de conscientização.
Atualmente, é liderada por uma equipe de profissionais que buscam espalhar a paixão pela cultura e pelo meio marinho para ajudar na sua conservação. Para cumprir essa missão, possui duas linhas estratégicas de trabalho: MATER Museoa, com um extenso programa de atividades em Pasaia; e, por outro, MATER Ekoaktiboa, com campanhas e projetos de conscientização e educação ambiental nos quais esta campanha Zero Zabor Uretan está enquadrada.
Para o desenvolvimento desta campanha, teve a colaboração de: Governo Basco (Departamento do Meio Ambiente, Planejamento Territorial e Habitação), Conselho Provincial de Gipuzkoa (Departamento de Meio Ambiente e Obras Hidráulicas), Conselho Provincial de Bizkaia (Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade) , Kutxa Fundazioa, Libera (Seo Birdlife e Ecoembes))

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Poluição mundial deve cair a nível mais baixo desde a Segunda Guerra

Estudo internacional mostra que emissão de CO2 pode cair 7% este ano em função da quarentena mundial do coronavírus

Aquecimento global deixa Grande Barreira de Coral em situação "muito ruim"
Este ano, finalmente o mundo deverá começar a respirar um pouco melhor. Um estudo coordenado pela Universidade de Anglia, do Reino Unido, com a participação de cientistas de outros países da Europa, além dos Estados Unidos e da Austrália, mostrou que em 2020 as emissões CO2 devem ser as menores desde a Segunda Guerra Mundial. O grupo analisou a emissão diária de gás carbônico em 69 países desde o início da pandemia do coronavírus, que tem mantido milhões de pessoas em quarentena no mundo todo.
Em abril, a poluição caiu 17% nos países analisados. A expectativa é que até o final do ano as emissões de gás carbônico tenham uma redução de 7% em relação a 2019, o nível mais baixo das últimas sete décadas.
“O confinamento da população levou a mudanças drásticas em relação ao uso de energia e de emissões de CO2”, diz a cientista do clima Corine Le Quéré, da Universidade de Anglia, coordenadora do estudo.
Com boa parte da atividade econômica suspensa em função da crise provocada pela covid-19, houve uma queda significativa da demanda por combustíveis fosseis, como o petróleo, que representam um importante poluente, e de energia elétrica.
A estimativa é que a demanda por combustível caia mais de 9% este ano. O uso de gás natural e carvão, que alimentam unidades de produção de vários setores industriais, também deve diminuir. Há a esperança de que a redução da poluição possa servir de estímulo para os governos ampliarem as políticas de proteção ao meio ambiente. “Temos uma janela de oportunidade”, diz Corine.
Mesmo que o mundo volte à rotina habitual depois de junho, o ganho para o planeta deverá ser considerável, com uma queda na emissão de gases do efeito estufa de pelo menos 4% em relação a 2019.
Segundo um estudo das Nações Unidas lançado no ano passado, as emissões de gases nocivos à atmosfera precisam diminuir cerca de 2.5% por ano para que o aquecimento global não aumente mais do que dois graus Celsius.
Com uma queda de 7,5%, a conquista em relação ao clima pode ser ainda maior. Nesse caso, a temperatura da Terra oscilaria menos de 1,5 graus Celsius, deixando o mundo (e os seres vivos) bem mais seguro.
Fonte: Exame

Dióxido de Carbono na atmosfera em Maio no nível mais alto de sempre

A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera atingiu em maio o nível mais alto de sempre, anunciaram hoje cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA)

Dióxido de Carbono na atmosfera em Maio no nível mais alto de sempre
No observatório Mauna Loa, no Hawaii, o pico atingiu as 417,1 partes por milhão, superior ao registado em maio do ano passado, e apesar do abrandamento das emissões de CO2 devido à pandemia de covid-19.
Segundo os cientistas da NOAA e da Universidade da Califórnia o valor máximo de CO2 na atmosfera foi este ano 2,4 partes por milhão superior ao pico de 414,7 partes registado em maio de 2019.
Segundo informação publicada na página oficial da NOAA, os valores mensais de CO2 em Mauna Loa ultrapassaram pela primeira vez o limiar de 400 partes por milhão em 2014, estando agora em níveis que não eram atingidos na atmosfera há vários milhões de anos.
"Os progressos na redução de emissões não são visíveis nos registos de CO2", diz, citado na informação oficial, Pieter Tans, cientista da NOAA.
"Continuamos a comprometer o nosso planeta", com mais aquecimento global, com mais subida do nível do mar e com mais fenómenos meteorológicos extremos.
Os responsáveis advertem que se os humanos deixassem agora de emitir CO2 seriam precisos milhares de anos para que as emissões fossem absorvidas pelos oceanos e os níveis de dióxido de carbono regressassem a valores pré-industriais.
O aumento de CO2 na atmosfera não parece refletir a redução de emissões poluentes provocada pelo abrandamento de atividade a que a covid-19 obrigou, mas os cientistas explicam que a queda de emissões teria de ser muito maior e acrescentam que é preciso ter em conta variações naturais, desde logo a forma como as plantas respondem às variações sazonais e anuais das temperaturas. Com uma redução de emissões entre 20% a 30% durante seis meses a um ano poderia ser visível um abrandamento, admitem.
Embora as plantas e os oceanos absorvam cerca de metade dos 40 mil milhões de toneladas de poluição por CO2 emitidas pelos humanos em cada ano, a taxa de aumento de CO2 na atmosfera tem vindo a acelerar constantemente, afirmam também.
Fonte: NM

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Caixa de Gordura Ecológica WaterClean®


Legislação

Em alguns Países Europeus existe legislação específica que obriga a utilização de caixas ou sistemas de retenção de gordura e resíduos sólidos, resultantes da lavagem de louça nas cozinhas industriais. Por razões ecológicas e ambientais é aconselhável a mesma preocupação e obrigação de montagem nas cozinhas domésticas
No Brasil onde surge todos os dias bandeiras ECOLÓGICAS para o resto do mundo ver, não existe nenhuma regulação nem lei sobre as águas de lavagem da louça e os respectivos resíduos sólidos, que vão integralmente para a rede de esgotos, para fossas sépticas ou para o meio ambiente.
Esperamos que após conhecimento da Caixa de Gordura Ecológica WaterClean® por todas as entidades a quem iremos enviar documentação, haja em tempo oportuno alguém que se interesse por melhorar o meio ambiente e reconheça nesta Caixa de Gordura Ecológica (produto Brasileiro) fabricada no Estado de Santa Catarina, uma boa opção para reduzir a poluição das águas residuais resultantes da lavagem da louça nas cozinhas industriais e domésticas, e assim criar uma legislação orientadora para a despoluição das gorduras e resíduos sólidos, resultantes das águas residuais das cozinhas.

Caixa de Gordura Ecológica WaterClean®,


Montagem e Utilização

Caixa de Gordura Ecológica WaterClean®, é indicada para ser instalada por debaixo das bancadas com lavadouros nas cozinhas industriais e domésticas. A sua ligação é feita directamente ás cubas de lavagem, sem necessidade de instalação de sifão. A descarga de esgoto é feita por gravidade, pelo que a entrada no colector de esgoto deverá estar mais baixa que a sua saída do esgoto.

Recomendações

  • É aconselhável instalar uma Caixa de Gordura Ecológica WaterClean®, por cada cuba de lavagem de louça nas bancadas de cozinha industrial, podendo ser somente uma caixa para duas cubas das bancadas das cozinhas domésticas.
  • A entrada e saída de água são compatíveis com os tubos de ligação flexíveis com 50 mm de diâmetro.
  • Apertar bem as ligações de entrada e saída de água, para evitar fuga de água e libertação de maus cheiros.
  • Assegurar que a tampa fique acessível ao controle visual e á substituição do filtro descartável.
  • O filtro descartável deve ser substituído quando estiver saturado de gordura e resíduos sólidos, pelo que deve ser vigiado com regularidade. A transparência da tampa de limpeza, permite uma fácil observação.
  • Independentemente da quantidade de gordura e resíduos sólidos acumulados, aconselhamos a substituição do filtro descartável nas situações seguintes:
    • Cozinhas industriais:
      • Até 100 refeições/dia (de 5 em 5 dias)
      • Até 170 refeições/dia (de 3 em 3 dias)
    • Cozinhas domésticas (de 15 em 15 dias)
  • Os filtros substituídos saturados de gordura e resíduos sólidos, podem ser colocados no recipiente do lixo orgânico ou entregues a Empresas especializadas para reciclagem.
É expressamente proibido instalar e ter este equipamento em funcionamento sem o filtro descartável especial montado.
Caixa de Gordura WaterClean Montada

A Caixa de Gordura Ecológica WaterClean®

Perspectiva da Caixa de Gordura Ecológica WaterClean
Caixa de Gordura Ecológica WaterClean® é um equipamento de reduzidas dimensões (365x280x349 mm), destinado a ser instalado por debaixo das cubas de lavagem de louça nas cozinhas industriais e domésticas.
Tem como finalidade a retenção de gordura e residuos sólidos resultantes da lavagem da louça, sendo a água residual a enviar para a rede de esgoto despoluida em elevada percetagem.
Melhorar a qualidade das águas residuais é uma preocupação Mundial, havendo alguns Países que já criaram legislação sobre a poluição da gordura e residuos sólidos nas águas residuais.
Caixa de Gordura Ecológica WaterClean® é um equipamento inovador, simples, fácil de instalar, sem manutenção especializada, que responde ás preocupações ambientais, no que toca á despoluição das águas residuais da lavagem de louça nas cozinhas.
A estrutura em caixa monobloco de PE/AD (polietileno de alta densidade), garante uma longa duração em situação de utilização intensiva.
Os residuos sólidos e a gordura são retidos pelo filtro descartável, fácilmente substituivel, em perfeitas condições de higiene. Os filtros usados podem ser colocados no lixo orgânico ou entregues a Empresas especializadas para reciclagem.
A simplicidade e a higiene na utilização e limpeza (sem produtos quimicos ou orgânicos), tornam esta Caixa de Gordura Ecológica.

Benefícios

WaterClean® é uma caixa de gordura ecológica, simples, fácil de instalar, sem manutenção especializada, com os benefícios seguintes:
  • Anula o entupimento da tubagem de esgoto
  • Evita os maus cheiros das caixas tradicionais
  • Evita a proliferação de bactérias no ambiente
  • Reduz os tratamentos bacteriológicos
  • Reduz os custos das Câmaras Municipais no tratamento das águas residuais
  • Reduz o custo de manutenção das canalizações
  • Melhora a qualidade das águas residuais
  • Fácil substituição do filtro
WaterClean® é um sistema económico sem manutenção, apenas utiliza um filtro descartável, que retém a gordura e os resíduos sólidos. É de fácil substituição, é uma operação que se faz em segundos.
WaterClean® é uma amiga do ambiente e deve ser instalada em todas as cozinhas domésticas e industriais.

Porque é melhor?

Corte da Caixa de Gordura Ecológica WaterClean, mostrando o filtro
Caixa de Gordura Ecológica WaterClean®, é a melhor solução para a retenção de gorduras e resíduos sólidos, resultantes da água de lavagem da louça nas cozinhas industriais e domésticas.
É um equipamento a ser instalado nas bancadas das cozinhas industriais e domésticas por debaixo das cubas de lavagem, podendo ser instalado noutros locais para intercepção e retenção das gorduras e resíduos sólidos transportados pelas águas residuais.
Tem uma estrutura autoportante em PE/AD (Polietileno de alta densidade), o que garante uma longa duração em uso intensivo.
Perante as tradicionais caixas de gordura, este equipamento tem as vantagens seguintes:
  • É fechado hermeticamente o que garante a ausência de cheiros e evita a proliferação de bactérias
  • Está equipado com um filtro descartável especial onde ficam retidas as gorduras e resíduos sólidos, de fácil substituição.
  • Tem uma tampa transparente para vigia e controlo da saturação do filtro.
  • A substituição do filtro é feita com dois dedos em 15 segundos.
  • É muito mais fácil de instalar, devendo a sua instalação ser feita por baixo das cubas de lavagem das bancadas de cozinhas.
  • A facilidade e simplicidade de montagem, entra no conceito de “faça você mesmo”
  • Pelas suas pequenas dimensões cabe em espaços, onde é impossível instalar caixas de gordura tradicionais
  • A sua estanquidade e facilidade de limpeza com elevado nível de higiene, definem-na como um equipamento ecológico e amigo do ambiente.

domingo, 10 de maio de 2020

A covid-19 nos fará fazer as pazes com a natureza?

Enquanto não respeitarmos a autonomia da natureza, ela reagirá, e poderá trazer outras pandemias

Incêndios provocam desmatamentos na Amazônia
Londres – Das poucas coisas que não estão em falta na era da covid-19 são comentários sobre a pandemia. Compreensivelmente, o vírus gerou um fluxo ininterrupto de notícias sobre sua disseminação, instruções sobre como evitá-lo e sobreviver, análise de suas causas e tratamento e conjecturas sobre seu impacto nos hábitos de trabalho, saúde mental, economia, geopolítica e muito mais.
Meu próprio período de confinamento domiciliar produziu as seguintes reflexões, que adiciono com alguma desconfiança ao coro de vozes dos especialistas.
Para começar, li o livro de Klaus Mühlhahn, Making China Modern (Tornando a China Moderna). Na cosmologia chinesa, observa Mühlhahn, os mundos humano e natural estavam indissociavelmente ligados. “Sempre que a ordem correta foi respeitada, o mundo físico foi muito bem e o mundo humano prosperou”, escreve ele. Mas, “sempre que essa ordem não era respeitada, ocorriam eventos anômalos ou destrutivos, como terremotos, inundações, eclipses ou até epidemias”.
Em que sentido o COVID-19 pode ser o resultado de não respeitar a “ordem correta” das coisas? No pensamento chinês, a ordem correta diz respeito às regras apropriadas e isso inclui manter o relacionamento certo entre os mundos humano e natural. Uma pandemia indica que nosso modo de vida violou esse relacionamento.
A especialista em saúde Alanna Shaikh acha que certamente haverá muito mais epidemias como “resultado da maneira como nós, enquanto seres humanos, estamos interagindo com o nosso planeta”. Isso inclui não apenas o aquecimento global induzido pelo homem, que está criando um ambiente mais hospitaleiro para os patógenos, mas também nossa desenfreada busca pelos últimos lugares selvagens do mundo.
“Ao queimarmos e devastarmos a floresta amazônica […], quando o último espaço verde da África é convertido em fazendas, quando os animais selvagens da China estão sendo caçados até a extinção, os seres humanos entram em contato com populações de animais selvagens com as quais nunca entraram em contato antes”, diz Shaikh.
Isso inclui contatos mais próximos do que nunca com morcegos e pangolins, ambos identificados como fontes potenciais de COVID-19. Enquanto não respeitarmos a autonomia da natureza, ela reagirá.
Dessa linha de pensamento, podem-se tirar grandes ou pequenas conclusões A conclusão de Shaikh é pequena, talvez porque uma inferência mais ampla seja muito desagradável para a maioria das pessoas. Precisamos, diz ela, construir um sistema global de saúde bom o suficiente para permitir que os países respondam rapidamente às epidemias, impedindo que se tornem pandemias. Cada país deve ser capaz de identificar, colocar em quarentena e tratar seus cidadãos infectados imediatamente.
Acho que uma maneira de ajudar a conseguir isso seria que os países membros do G7 emitissem uma obrigação global COVID-19, destinando os recursos a uma reformulada Organização Mundial da Saúde com cobertura específica para aumentar as capacidades médicas em nível mundial para todos os países em desenvolvimento. (É certo que até mesmo a OMS se mostrou insuficiente no caso do COVID-19.) Esse recurso da OMS deveria vir como acréscimo às despesas de desenvolvimento do Banco Mundial.
Shaikh levanta outro ponto muito sensato. “Os sistemas de pedidos just-in-time são ótimos quando as coisas estão indo bem”, diz ela. “Mas em tempos de crise, isso significa que não temos estoques de reposição.” Portanto, se um hospital ou um país ficar sem equipamento de proteção individual, ele precisará fazer pedidos adicionais a algum fornecedor (geralmente na China) e esperar a produção e o envio das mercadorias.
Essa crítica se estende a muito mais que compras médicas. Ela desafia a ortodoxia predominante dos negócios just-in-time. Estoques, segue o argumento, custam dinheiro. Mercados eficientes não exigem que as empresas tenham estoques, mas apenas “estoque” suficiente para satisfazer os consumidores no ponto de demanda.
Manter reservas financeiras para emergências também é um desperdício nessa visão, porque em mercados eficientes não existem emergências. Portanto, as empresas devem ser alavancadas ao máximo.
Tudo bem, desde que não haja eventos inesperados. Mas quando o mundo passa por um “choque” como a crise financeira de 2008, o modelo de mercado eficiente entra em colapso e, junto dele, a economia. Algo parecido está acontecendo com nossos serviços médicos agora.
Segue-se que o “just in time” precisa ser substituído por “just in case” (no caso de). Preferencialmente, alguma autoridade global deveria manter um estoque estratégico de suprimentos médicos necessários para manter a vida por um período limitado (digamos, três meses) diante de um conjunto especificado de ameaças à saúde pública. Essa reserva deve ser financiada por impostos cobrados dos governos locais na proporção da renda nacional de seus países. Mas esse estoque regulador também pode ser feito em nível nacional ou regional: a União Europeia seria o local ideal para começar a fazer isso.
Nada disso, no entanto, aborda a questão muito maior do relacionamento adequado entre seres humanos e natureza. Em uma palestra de 2014, autor científico, Stephen Petranek, listou oito eventos que podem acabar com o mundo como o conhecemos: pandemias, erupções solares, terremotos gigantes, erupções vulcânicas, acidentes biológicos, efeito estufa, guerra nuclear e uma colisão com meteoros. Quatro deles seriam “desastres naturais” – isto é, eventos cataclísmicos que não resultam da maneira como ordenamos a vida. Mas os outros quatro – pandemias, contratempos biológicos, guerra nuclear e aquecimento global – resultariam diretamente da maneira como os humanos interagem com a natureza.
O vírus COVID-19, por mais assustador que pareça agora, pode acabar se tornando algo simples e controlável que não nos tiraria de nossos hábitos. De fato, o psicólogo e economista Daniel Kahneman,  ganhador do Prêmio Nobel, pensa que “nenhum volume de consciência psicológica superará a relutância das pessoas em baixar seu padrão de vida”.
Mas seria imprudente continuar contando com arranjos técnicos para nos tirar de qualquer buraco para o qual nosso extravagante estilo de vida nos conduza, porque mais cedo ou mais tarde ficaremos sem soluções médicas para o problema da “ordem correta”. Devemos usar nosso tempo de inatividade forçada para pensar a respeito de quais soluções funcionariam.
Robert Skidelsky, Membro da Casa Britânica dos Lordes, é Professor Emérito de Economia Política da Warwick University.

Covid-19: poluição cai a pique, mas pode ser apenas "fogo-de-vista"

O consumo de combustíveis fósseis está a decrescer e as emissões poluentes seguem o mesmo caminho com a pandemia de covid-19. Mas ambientalistas e ativistas climáticos não estão otimistas. O que até está a ter um efeito positivo a curto prazo nas alterações climáticas pode não passar de uma situação transitória, tal como aconteceu aquando da crise financeira de 2008-09. Para já os canais de Veneza parecem estar mais limpos.
Covid-19: poluição cai a pique, mas pode ser apenas "fogo-de-vista"
Com as atenções desviadas das alterações climáticas para o coronavírus, a jovem ativista sueca Greta Thunberg apelou aos jovens de todo o mundo para continuarem a manifestar-se online. Através da sua conta na rede social Twitter, Greta instou os seus seguidores a não abrandarem a luta contra as alterações climáticas, ainda que devam evitar a todo o custo grandes concentrações de pessoas e marchas de protestos, por causa da pandemia.
apelo da jovem ativista significa que, face ao covid-19, milhares de jovens terão de mudar a forma como se manifestam, transferindo as ações de luta para o mundo virtual, usando e abusando de tags como #DigitalStrike e #ClimateStrikeOnline.
"A luta pela pandemia não pode fazer esquecer a luta pelo ambiente", avisou Greta
"Mantenham o entusiasmo e vamos enfrentar uma semana de cada vez. Juntem-se ao movimento #DigitalStrike e publiquem fotos dos vossos protestos e dos vossos cartazes usando as hashtags #ClimateStrikeOnline, #fridaysforfuture, #climatestrike, #schoolstrike4climate", rematou a jovem.
Entretanto, estimativas indicam que as emissões mundiais de CO2 podem diminuir neste ano em cerca de 7%, valor próximo ao que o planeta devia atingir com as metas traçadas no Acordo de Paris sobre alterações climáticas.
Dados conhecidos nesta semana com base em relatórios internacionais revelam que o mundo está a emitir menos um milhão de toneladas de dióxido de carbono por dia com a quebra no consumo de petróleo devido à pandemia de covid-19. A quebra deve-se, essencialmente, à contração da China. Um balanço publicado no Carbon Brief, atualizado a 4 de março, indica que a paralisação de grandes regiões da China reduziu em 25% as emissões de CO2 do país.
Devido ao covid-19, que surgiu em dezembro de 2019 na China, no primeiro trimestre de 2020 o consumo de carvão nas fábricas caiu 36% e a produção de carvão 29%, tendo a capacidade de refinar petróleo sido reduzida em 34%. Ao todo, segundo o Carbon Brief, as medidas da China para conter o coronavírus levaram a uma redução de entre 15% e 40% da produção nos principais setores industriais.


"É provável que isso tenha impedido um quarto ou mais das emissões de CO2 do país nas últimas quatro semanas", refere-se no portal, acrescentando que em 2019 a China emitiu cerca de 800 milhões de toneladas de CO2, pelo que o vírus poderá ter impedido a libertação de 200 milhões de toneladas até ao momento.
Extrapolando para o ano inteiro, com a redução na produção de carvão da China mais a redução na venda de barris de petróleo, a quebra das emissões de CO2 no país será acima de 6%.
A China é um dos países mais poluentes do mundo, com as cidades de Hotan e Kashgar no top 20, de acordo com um relatório da IQAir. A NASA publicou no sábado imagens de satélite que mostram os níveis de dióxido de azoto na China antes e depois de o país ter começado a impor bloqueios, a 23 de janeiro. Também mostrou quedas drásticas nas emissões de gases ao redor de Wuhan, a primeira cidade a ser colocada em quarentena.
Fonte: DN

ARUT Projecto de Reutilização das Águas Residuais Urbanas

Projecto de Reutilização das Águas Residuais Urbanas Tratadas para ...
ARUT Projecto de Reutilização das Águas Residuais Urbanas Tratadas para usos compatíveis A escassez de água com qualidade para consumo humano é um problema que se tem vindo a agravar em todo o Mundo. O uso exaustivo dos recursos hídricos e as recorrentes secas verificadas nos últimos anos estão na origem da escassez hídrica. Esta situação resulta em graves consequências não só ambientais como também sociais e económicas. Têm por isso vindo a ser estudadas, um pouco por todo o Mundo, origens de água alternativas, tais como a reutilização de águas residuais que contribuirão para uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos.
A reutilização de águas residuais urbanas tratadas (ARUT) poderá trazer vários benefícios pois diariamente são produzidas águas residuais, que após um tratamento adequado, poderão ser uma importante fonte de água e nutrientes para a agricultura, uma origem de água para usos urbanos não potáveis e para usos industriais. Deste modo a água potável ficará disponível essencialmente para consumo humano. Neste sentido e ciente de uma forte responsabilidade ambiental, os SMAS de Almada desenvolveram um projecto-piloto faseado, com o objectivo final de disponibilizar à Comunidade um fonte alternativa e segura de água não potável a usar em fins compatíveis, por entidades devidamente autorizadas e sujeita a uma rigorosa monitorização dos parâmetros-chave de protecção do ambiente e da saúde pública.
BENEFÍCIOS AMBIENTAIS E SOCIAIS 
A reutilização da água residual tratada para usos compatíveis permite contribuir para: a Conservação dos recursos hídricos; a Redução do uso das reservas de água potáveis cada vez mais escassas; a Usar uma fonte alternativa de água para usos não potáveis, nomeadamente em caso de seca; a Aproveitamento para rega dos nutrientes presentes nas ARUT reduzindo a utilização de fertilizantes; a Redução do potencial risco de intrusão salina nos aquíferos subterrâneos. FASES DO PROJECTO Considerando que a utilização de água residual tratada, sob condições devidamente controladas, é uma prática que deve ser objecto de projecto/instalações piloto, de fácil monitorização, os SMAS de Almada disponibilizam numa 1ª fase água residual tratada para usos urbanos não potáveis de carácter restrito, ou rega de espaços verdes de acesso controlado, nomeadamente:
a Lavagem automática da frota de veículos dos TST (Transportes Sul do Tejo) a Práticas de reutilização no recinto das ETAR - Água de serviço usada em arrefecimento de motores - Água de serviço para lavagem de caleiras, pavimentos e órgãos de tratamento - Rega de espaços ajardinados de uso restrito Numa 2ª fase prevê-se a disponibilização de água residual tratada a outros utilizadores autorizados para usos não potáveis como por exemplo: combate a incêndios, lavagem de ruas e pavimentos, rega de árvores, varrimento e desentupimento de colectores, a partir do ponto de entrega já instalado na ETAR da Mutela. Numa 3ª fase será iniciado o Plano Director Municipal de Reutilização de ARUT para identificar e caracterizar quais os tipos de utilizações em que será desejável optar por ARUT e avaliar a procura potencial desta origem alternativa de água, para assegurar a sustentabilidade do projecto.
MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE 
A monitorização da qualidade adequada das águas residuais tratadas é assegurada pelo cumprimento de um rigoroso plano de monitorização e controlo analítico efectuado pelo Laboratório de Águas Residuais dos SMAS, onde diversos parâmetros físico-químicos e bacteriológicos são sistematicamente analisados.
É pesquisada a presença de microorganismos indicadores de contaminação da qual dependerá a possibilidade do uso da água tratada (coliformes fecais e ovos de helminta).
REGRAS GERAIS DE SEGURANÇA 
Para serem utilizadas com sucesso, as águas residuais tratadas devem ser usadas com rigorosos cuidados de higiene e segurança: a Não beber nem dar de beber a animais; a Evitar o contacto directo; a Se houver contacto, lavar as mãos e boca com água potável; a A rega por aspersão deve ser feita durante a noite para evitar contacto; a Usar apenas para usos compatíveis não potáveis; a No caso das cisternas dos Bombeiros, desinfectar antes de voltar a enchê-las de água potável; a No manuseamento usar EPI adequados (luvas, botas, etc.); a Não usar em rega de vegetais de consumo a cru; a Salvaguardar eventuais possibilidades de contaminação da rede de água potável