Número total de visualizações de página

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Despoluição de rios


O planeta Terra é coberto por cerca de 70% de água, sendo que apenas 2,5% é potável. Dessa quantidade potável de água, 69% está retida nas geleiras em estado sólido, sobrando uma pequena quantidade para o uso humano e animal.
A principal medida para se despoluir um rio é parar de lançar esgotos, lixos domésticos e industriais nele, ou seja, parar de poluir, implementar o saneamento básico e redes de tratamento, coletar e separar os poluentes. Com isto, o próprio rio já se despolui sozinho, mas esse processo é lento demais, podendo levar milhares de anos até que se concretize.
Segundo a OMS, mais da metade dos 500 maiores rios do planeta estão passando por problemas com a poluição. A poluição dos rios destrói o habitat natural de muitas espécies aquáticas sendo possível vida somente dos seres anaeróbicos nos mais poluídos. O contato com a poluição desses afluentes acarreta vários problemas de saúde na população, tais como: intoxicação, gastroenterites, hepatite, febre tifóide, rota-vírus e alergias. Em casos de poluição extrema, pode-se ocasionar até câncer pelos metais pesados e pesticidas lançados pelas indústrias; além de atrair animais transmissores de doenças como ratos e moscas.
Rio Sena, em Paris, é um dos rios despoluídos mais famosos. Foto: Liudmila Ermolenko / Shutterstock.com
Rio Sena, em Paris, é um dos rios despoluídos mais famosos. Foto: Liudmila Ermolenko / Shutterstock.com
Medidas feitas na Europa, inclusive na Inglaterra, como implementação de redes de tratamentos de água e esgoto resultaram em êxito, despoluindo o rio Tâmisa e o rio Reno; um processo que durou em torno de 20 anos. No Brasil, tem-se como referência de poluição o rio Tietê, sendo um dos rios mais poluídos do mundo. São jogadas diariamente 400 toneladas de poluentes somente na aérea urbana. Em 1992, o Governo do Estado de São Paulo, a pedido de 1,2 milhões de assinaturas em um abaixo assinado, lançou o projeto de despoluição Tietê Vivo, no qual está tendo bons resultados chegando a ter mais de 8 milhões de pessoas com a rede de esgoto tratada. Nas duas primeiras fases foram gastos 1 bilhão e 600 milhões de dólares.
Recentemente nas Filipinas, foi criado um método de aceleração da despoluição do canal Paco com baixo custo e alta eficácia. Tal sistema implementa ilhas artificiais com espécies de plantas aquáticas que filtram a água. Utilizam, também um reator que aumenta o nível de oxigênio na água, introduzindo e tornando o ambiente mais adequado a um tipo de bactéria que tem como a alimentação os poluentes do meio.
Com o intuito de diminuir a agressão das indústrias no meio ambiente, normas são impostas para as empresas que buscam certificação por organizações internacionais nos casos de poluição; essas normas são as ISOs 14000 e 14001. Estando presente em 170 países, as ISOs buscam uma gestão ecológica correta para os diversos tipos de poluentes emitidos pelas indústrias. Apesar de todos estes esforços, o principal fator de poluição em geral se dá pela falta de conscientização da população e a falta de recursos pelo o governo.
Fontes:
http://www.ambientelegal.com.br/despoluicao-ecologica-de-rios-e-possivel/
http://www.docol.com.br/planetaagua/viva-sustentabilidade/a-despoluicao-dos-rios-ao-redor-do-mundo/
http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/234/por-que-nao-conseguimos-despoluir-nossos-rios-296119-1.aspx
http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2013/05/projeto-tiete-vive-sua-terceira-fase.html

Arquivado em: Ecologia

Principal causa de poluição da água, falta de coleta de esgoto atinge 83% dos alagoanos e ameaça saúde e turismo

No Brasil, são quase 100 milhões de pessoas sem coleta e tratamento de esgoto, que compromete saúde da população e, no caso de Alagoas, é ameaça também ao turismo, segunda atividade econômica mais importante do estado. Companhia de saneamento diz que vai dobrar cobertura em dois anos.

O Brasil lançou diariamente no solo, córregos, rios e mar 5.622 piscinas olímpicas de esgoto não tratado, segundo dados referentes a 2017 e divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Trata Brasil. O lançamento de esgoto sem tratamento é apontado pela Agência Nacional de Águas (ANA) como a principal forma de poluição de água no país.
É por isso que a situação em Alagoas é tão grave: 83,1% da população do estado não tem coleta de esgoto e só 20% do que é coletado é tratado, de acordo com o relatório de 2019 do Sistema Nacional de Informação Sanitária (SNIS).
Na capital Maceió, a poluição é um problema antigo do Riacho Salgadinho (assista no vídeo acima). O rio percorre a cidade de norte a sul recebendo esgoto e lixo das populações ribeirinhas e, quando chega à Praia da Avenida, na região Centro-Sul, seu nível de coliformes fecais está milhões de vezes acima do adequado.
Isso acontece com outros rios na cidade, como o Riacho Doce, na Zona Norte. Ele percorre o bairro recebendo esgoto e deságua no mar, na praia de Riacho Doce. Somada ao plástico e à sujeira deixados pelos banhistas nas praias, essa contaminação compromete também a biodiversidade marinha.
Local onde Riacho Salgadinho deságua no mar, na Praia da Avenida — Foto: Marcelo Brandt/G1
Desafio Natureza do G1 esteve em Alagoas para verificar o impacto da poluição da água. Em um estado conhecido como o "Caribe brasileiro" por causa de águas transparentes, recifes de corais e piscinas naturais, a contaminação das praias é uma ameaça ao turismo, segunda atividade econômica mais importante do estado, atrás apenas da sucroalcooleira, de acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas (Sedetur).
O estudo Observando os Rios (2019) da SOS Mata Atlântica apontou a piora no índice de Qualidade da Água (IQA) em Alagoas: 14,3% está com qualidade ruim. Não há nenhum corpo d'água considerado bom no estado. Todos os demais foram considerados com qualidade regular.
O estudo Observando os Rios (2019) da SOS Mata Atlântica — Foto: Rodrigo Cunha/G1
E não é somente o turismo e a economia que ficam ameaçados com as águas poluídas de Alagoas, mas também a saúde da população local. No estado, a esquistossomose é uma doença endêmica, ou seja, ocorre habitualmente e com incidência significativa na população da região. Em 2018 foram 5.971 casos em Alagoas, de acordo com o Ministério da Saúde.
Trata-se de uma verminose transmitida pela liberação de ovos do parasita através de fezes do homem infectado. É uma das Doenças Relacionadas ao Saneamento Inadequado (DRSAI), ao lado de cólera, amebíase, diarreia e gastroenterite, entre outras, de acordo com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
Segundo a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), quanto maior o acesso ao saneamento, menor a incidência de internações por DRSAI.
Nas cidades de pequeno e médio porte que ainda estão dando os primeiros passos para a universalização do saneamento, a taxa média de internações por essas doenças é três vezes maior do que nas cidades que já estão rumo à universalização.
Média de internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DSRAI) — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Quase metade dos brasileiros sem coleta de esgoto

A falta de saneamento básico é um problema em todo o Brasil. São quase 99.710.520 brasileiros sem acesso à coleta de esgoto, o que representa 47,6% da população, de acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da indústria (CNI), com dados do SNIS 2019.
A Abes publicou um ranking da situação das capitais brasileiras em relação ao saneamento básico:
Desempenho das capitais brasileiras em saneamento básico — Foto: Rodrigo Cunha/G1
Maceió é a décima oitava capital no ranking nacional. Curitiba está em primeiro lugar e é a única capital em todo o país que está rumo à universalização, faltando apenas 0,01% de coleta de esgoto para o atendimento total da população.
A pior capital é Porto Velho, onde só 4,58% da população tem coleta de esgoto. São Paulo ocupa o quarto lugar do ranking, atrás de Curitiba, Belo Horizonte e Goiânia.
Os números apontam para a falta de investimento no setor. No caso de Alagoas, o investimento em saneamento básico foi de apenas 1/4 da média do Brasil em 2017, de acordo com a CNI. O investimento por habitante em 2017 foi de R$ 12,70. A média nacional é de R$ 52,53.
De acordo com Clécio Falcão, presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), o déficit do estado é de “uma defasagem muito grande, como todo mundo sabe”, mas é fruto de falta de investimento por parte do governo do estado em um período em que as companhias estavam sucateadas.
"Saneamento não foi prioridade no Brasil nos últimos quarenta anos. As companhias estaduais foram sucateadas porque muitos governos estaduais não autorizavam os aumentos tarifários necessários para agradar a população de forma demagógica. Ficamos com uma tarifa que não permitia nem fazer manutenção com qualidade", diz Clécio.
Dados mais recentes do SNIS 2019 apontam que atualmente apenas 28,4% da população de Maceió e sua região metropolitana tem coleta e tratamento de esgoto. A Casal diz que aumentou essa cobertura para 35,4%, com a inauguração, em junho, de uma obra que atende bairros da Zona Norte.
Mas os dois terços da população restante correspondem a 824.243 mil pessoas.
Clécio Falcão, presidente da Companhia de Saneamento Básico de Alagoas (Casal) — Foto: Marcelo Brandt/G1
Clécio Falcão, presidente da Companhia de Saneamento Básico de Alagoas (Casal) — Foto: Marcelo Brandt/G1
De acordo com o presidente da companhia, a cobertura de coleta e tratamento de esgoto de Maceió deve dobrar em dois anos devido a obras em andamento feitas com Parcerias Público-Privadas (PPP).
“Até o final de 2020 estaremos dobrando o atendimento à população de Maceió em toda a parte médio-alta e a parte alta da cidade que hoje não tem esgotamento e estarão sendo contempladas. Aí a cobertura estará passando para 70%”, declarou Falcão.
Esses números consideram a coleta de esgoto feita por órgãos públicos. Não estão inclusas aí soluções individuais para o esgotamento sanitário, como, por exemplo, o uso de fossas sépticas, que não são a solução ideal para áreas urbanas, segundo especialistas. Elas podem contaminar lençóis freáticos ou ainda chegar de formas clandestinas a canais pluviais, formando um ciclo de contaminação dos rios e do mar (entenda abaixo).
O ciclo da contaminação de rios e mar pelo esgoto — Foto: Wagner Magalhães/G1

Fossa séptica também pode contaminar

E quem usa fossa séptica e destina o esgoto para as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) também pode estar ajudando a contaminar a água sem se dar conta. De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente de Maceió (Sedet), das 118 ETEs da cidade, apenas 20 atendem os parâmetros ambientais desejados.
Já o esgoto coletado pela Casal em Maceió recebe um tratamento primário em uma ETE e é lançado ao oceano através de um emissário submarino. Trata-se de um tubo de 3 mil metros submerso no mar, que libera o dejeto tratado e diluído através de difusores instalados a partir dos 400 metros finais da sua extensão, ou seja, a 2,6 km da costa.
As correntes marítimas nos locais onde acontece o lançamento desses efluentes são paralelas e por isso não convergem para a costa, perto da praia, mas se espalham na direção do oceano. De acordo com o Instituto do Meio Ambiente (IMA), um monitoramento feito a 200 metros dos locais de depósito de dejetos mostram que o índice de contaminação bacteriológica desaparece. Os microrganismos não suportam a salinidade do mar e morrem.
“É um tipo de tratamento que é aceitável e, pelo acompanhamento que temos feito, não tem afetado nem a biodiversidade marinha e nem as nossas praias”, diz Ricardo Oliveira, coordenador do Programa Estadual de Gerenciamento Costeiro (Gerco) do IMA.
Riacho Salgadinho na altura do bairro do Poço, região central de Maceió — Foto: Marcelo Brandt/G1
Riacho Salgadinho na altura do bairro do Poço, região central de Maceió — Foto: Marcelo Brandt/G1

O Riacho Salgadinho

Na capital alagoana, o famoso Riacho Salgadinho é alvo de campanhas de despoluição há pelo menos 30 anos. Em 2000, a então prefeita Kátia Born (PSB) mergulhou na Praia da Avenida, que já era fechada para banho havia 30 anos, depois de obras de despoluição – que não duraram muito.
Em março deste ano, no Dia Mundial da Água, uma escultura provocava os transeuntes ao questionar em uma placa quem teria coragem de mergulhar ali.
O nível de coliformes fecais onde o Riacho Salgadinho deságua no mar, na Praia da Avenida, chega a milhões por 100 ml de água. Para se ter uma ideia, a quantidade aceitável de coliformes fecais para essa quantidade de água é de até mil. Ali onde o rio deságua não é feita mais a pesquisa de balneabilidade de praia porque era um “desperdício de pessoal e de recursos”, de acordo com Ricardo Oliveira, do IMA.
A situação piora quando chove, e o esgoto ganha "força" para chegar às praias.
Jair Alves, de 38 anos, vende garrafas d'água às margens do Riacho Salgadinho na altura do bairro do Poço, região central de Maceió. "Entra ano, sai ano, esse Riacho Salgadinho, um dos mais lindos que já existiram no passado, infelizmente continua dessa maneira. Maceió tem muitas praias bonitas, mas ainda continua em uma decadência dessas", diz ele sobre a poluição.
O vendedor ambulante Jair Alves vende água às margens do Riacho Salgadinho, em Maceió — Foto: Marcelo Brandt/G1
O vendedor ambulante Jair Alves vende água às margens do Riacho Salgadinho, em Maceió — Foto: Marcelo Brandt/G1
Uma força-tarefa criada pelo Ministério Público Estadual pretende revitalizar o Riacho Salgadinho, retirando a população que mora em seu entorno e impedindo a ocupação por novos moradores ao não fazer ligações de energia elétrica.
De acordo com Leonardo Vieira, assessor executivo de gestão interna do IMA, as águas nas praias sofrem com a sujeira dos turistas, mas o maior problema é o esgoto.
"A principal forma de contaminação das águas no estado é lançamento de esgoto sem tratamento nos corpos hídricos. Poluição deixada nas praias pelos banhistas é um problema menor, mas tem de ser combatido, claro", diz o ambientalista.
Leonardo Vieira, assessor executivo de gestão interna do Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Alagoas — Foto: Marcelo Brandt/G1
Leonardo Vieira, assessor executivo de gestão interna do Instituto do Meio Ambiente (IMA) de Alagoas — Foto: Marcelo Brandt/G1
Sem praias balneáveis (próprias para banho), não há turistas. Para Rafael Brito, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas (Sedetur), o principal desafio para o crescimento econômico do estado é justamente a falta de saneamento básico.
“O turismo tem que ser a nossa vocação de geração de emprego e desenvolvimento, e sem dúvida a falta de saneamento básico ainda é um dos grandes problemas", afirma.

 População do bairro Riacho Doce, na Zona Norte de Maceió: ninguém tem coleta de esgoto no bairro — Foto: Marcelo Brandt/G1
População do bairro Riacho Doce, na Zona Norte de Maceió: ninguém tem coleta de esgoto no bairro — Foto: Marcelo Brandt/G1
Riacho Doce, que dá nome ao bairro em Maceió: qualidade de água regular em medição de estudo da SOS Mata Atlântica — Foto: Marcelo Brandt/G1
Riacho Doce, que dá nome ao bairro em Maceió: qualidade de água regular em medição de estudo da SOS Mata Atlântica — Foto: Marcelo Brandt/G1
Fonte: G1

Oportunidade de Negócio Ecológico

Vende-se em Blumenau (SC) - Brasil
Empresa, e, Moldes para produção de Inovadora Caixa de Gordura Ecológica
(Marca:WaterClean)


Valor inovador ecológico e patrimonial da Empresa R$ 600.000, vende-se por R$ 190.000, praticamente o custo dos moldes para fabrico, na condição contratual de Guardião das Águas, Lda. ficar como Distribuidor Exclusivo para a Europa
Para conhecimento do produto, visitar:
Fone: 00 351 918680270 (Portugal)
manueldias65@gmail.com

sábado, 13 de julho de 2019

Oportunidade de Negócio Ecológico

Vende-se em Blumenau (SC) - Brasil
Empresa, e, Moldes para produção de Inovadora Caixa de Gordura Ecológica
(Marca:WaterClean)


Valor inovador ecológico e patrimonial da Empresa R$ 600.000, vende-se por R$ 190.000, praticamente o custo dos moldes para fabrico, na condição contratual de Guardião das Águas, Lda. ficar como Distribuidor Exclusivo para a Europa
Para conhecimento do produto, visitar:
Fone: 00 351 918680270 (Portugal)
manueldias65@gmail.com

Cenote Angelita, um rio salgado correndo no fundo de um poço de água doce


Localizado na Península do Yucatán, no México, há um rio submerso secreto, chamado Cenote Angelita, que pode ser encontrado depois de 10 a 15 minutos dirigindo ao sul de Tulum.
É provavelmente a formação mais inusitada de seu tipo. A água salgada possui uma quantidade elevada de sulfeto de hidrogênio e uma turvação mais evidente, destacando-a da água doce acima, permitindo que mergulhadores nadem ao longo desta criação submersa, que tem a mesma aparência de um rio da superfície. Existem até mesmo árvores caídas e folhas nos dois lados das “margens”, tornando esta paisagem ainda mais surreal.
Os cenotes são poços profundos naturais característicos do México, e resultam do colapso de camadas de calcáreo, expondo os lençóis de água abaixo das mesmas. São cheios de água e estão ligados a uma caverna marinha.
“Da superfície, você olha e vê apenas água azul. (…) A cerca de 18 metros, você começa a ver o que parece um estanho fundo delgado abaixo de alguns troncos desfolhados e fantasmagóricos, com galhos saindo dele. Conforme vai ficando claro, você começa a sentir o efeito da narcose ao mesmo tempo que percebe um tênue nevoeiro abaixo. Você para sobre a nuvem e olha ao redor, tudo parece surreal, e um sentimento fantasmagórico toma conta, amplificado pelos efeitos do nitrogênio no cérebro”, descreve Maya Diving, que oferece viagens para o Angelita.
Fonte: hypescience

Uma gigantesca reserva de água doce está enterrada sob o Oceano Atlântico


Cientistas da Universidade de Columbia descobriram um enorme aquífero enterrado abaixo do Oceano Atlântico, e ele parece se estender quase 350 quilômetros, de Massachusetts até o sul de Nova Jersey na costa dos EUA.

De onde vem essa água doce?

Os pesquisadores acreditam que o aquífero se formou na última Era do Gelo, cerca de 20.000 a 15.000 anos atrás.
Boa parte da água do mundo era congelada em geleiras nessa época, de forma que o nível do mar era menor. Conforme o clima esquentou e o gelo cobrindo o nordeste dos EUA derreteu, a água pode ter formado deltas e arrastado enormes quantidades de sedimentos.
Tudo isso, por sua vez, levou a grandes bolsas de água fresca derretidas presas em sedimentos que mais tarde ficaram aprisionados no fundo do oceano quando o nível do mar subiu.
Hoje, o aquífero parece ser abastecido por água que escoa de armazenamentos subterrâneos terrestres. Além disso, sua água é provavelmente bombeada para o mar pela pressão das marés, de forma que fica ligeiramente salgada quanto mais longe da costa alcança.

O estudo

Os cientistas desconfiaram da existência de um aquífero pela primeira vez na década de 1970, quando companhias que extraem petróleo encontraram água doce debaixo do oceano ao invés disso, em algumas ocasiões.
Para confirmar do que se tratava, Kerry Key, geofísico do Lamont-Doherty Earth Observatory na Universidade de Columbia, que anteriormente havia ajudado empresas petrolíferas a descobrirem pontos de petróleo, ajustou seu instrumento para detectar desta vez aquíferos.
Ele e sua equipe começaram a fazer medidas em dois pontos que água doce já havia sido observada: sul de Nova Jersey e Martha’s Vineyard, em Massachusetts. O instrumento foi lançado ao fundo do oceano, para medir campos eletromagnéticos.
Enquanto isso, outro instrumento em um barco passou a emitir pulsos eletromagnéticos artificiais, para que a diferença entre as duas medidas levasse a uma conclusão: água salgada conduz ondas eletromagnéticas melhor do que a água doce, então a doce se destacaria por sua baixa condutividade.

Descobertas

Os pesquisadores concluíram que não se tratavam de poças de água fresca isoladas, mas sim de um aquífero contínuo, estendendo-se em alguns pontos até 120 quilômetros da costa. Ele começa a profundidades de 182 metros e chega até 365 metros abaixo do chão do oceano.
Os cientistas confirmaram que o aquífero é mais fresco perto da costa e mais salgado longe dela, quando começa a se misturar com a água do mar.
A água doce próxima à costa tem de cerca de 1 parte por mil de sal, bem como outras águas doces terrestres. Já nas bordas externas do aquífero, a água tem cerca de 15 partes por mil de sal, o que ainda é menor do que o nível típico de água salgada, de 35 partes por mil.
Ou seja, essa água ainda teria que ser dessalinizada antes que pudéssemos utilizá-la, mas este seria um processo mais barato e rápido do que com água salgada comum.
“Provavelmente não precisamos fazer isso nessa região, mas se pudermos mostrar que há grandes aquíferos em outras regiões, estes podem representar um recurso em lugares secos como o sul da Califórnia, a Austrália, o Oriente Médio ou a África do Saara”, disse Key em um comunicado.
Fonte: hypescince

terça-feira, 2 de julho de 2019

Ótima Oportunidade de Negócio Ecológico


Vende-se em Blumenau (SC) - Brasil
Empresa, e, Moldes para produção de Inovadora Caixa de Gordura Ecológica
(Marca:WaterClean)


Valor inovador ecológico e patrimonial da Empresa R$ 600.000, vende-se por R$ 190.000, praticamente o custo dos moldes para fabrico, na condição contratual de Guardião das Águas, Lda. ficar como Distribuidor Exclusivo para a Europa
Para conhecimento do produto, visitar:
Fone: 00 351 918680270 (Portugal)


Desmatamento na Amazônia em junho é o pior desde 2016

Sistema do governo que faz alertas de desmatamento registra derrubada de 769 km² de florestas. Especialista lembra que desmatamento aumenta no período de seca a partir de maio e junho.


Resultado de imagem para Desmatamento na Amazônia aumenta 60%, em junho deste ano em relação a 2018
Um sistema mantido pelo governo federal para fiscalizar alertas de focos de desmatamento no Brasil mostra que o índice de desmatamento relativo ao mês de junho é o segundo maior já registrado pelo programa e só perde para o índice verificado no mesmo período em 2016.
O território da Amazônia Legal desmatado chegou a 769 km² entre 1º e 28 de junho, segundo dados atualizados do sistema Terra Brasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números disponíveis no começo da tarde desta terça-feira (2) ainda não consideravam os dados de sábado (29) e domingo (30). No mês anterior, o desmatamento foi de 735 km². Em junho de 2016, o desmatamento foi de 951 km².
Os dados acima excluem a perda de vegetação causada por fatores como incêndios florestais e exploração comercial de florestas plantadas. Se consideradas todas as categorias, o desmatamento em junho de 2019 chegaria a 1,7 mil km², sendo que em 2016 ele havia sido de 6,8 mil km².
Desmatamento na Amazônia — Foto: Paulo Whitaker/ReutersDesmatamento na Amazônia — Foto: Paulo Whitaker/ReutersDesmatamento na Amazônia — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Período de desmatamento

Segundo Carlos Rittl, diretor-executivo do Observatório do Clima, todos os anos o desmatamento se intensifica a partir de maio, quando o nível de chuva diminui na maior parte do país. Os dados indicam, segundo ele, que a abertura da “temporada de seca” de 2019 foi pior do que o ano anterior.
O Terra Brasilis foi criado em 2015 pelo Inpe. Ele é alimentado com dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), um "sistema de alerta para dar suporte à fiscalização e controle de desmatamento e da degradação florestal" ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).
E nesta terça, o ministro francês do Meio Ambiente, François de Rugy, afirmou que o tratado União Europeia-Mercosul "só será ratificado se o Brasil respeitar os seus compromissos", especialmente em relação à luta contra o desmatamento da Amazônia.
Fonte: Por Ana Carolina Moreno e Filipe Domingues, G1
 
Porém o dado não é a única fonte para medir o território desmatado: precisa ser analisado junto a outras fontes de informação sobre o desmatamento.
De acordo com Cláudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Inpe, mais de 10 mil alertas são enviados por ano aos órgãos de fiscalização federais e estaduais. "Não faltam alertas. Os órgãos de fiscalização têm alertas suficientes para fazer seu trabalho", disse ao Jornal Hoje.

Metodologias

Os dados compilados no sistema Terra Brasilis não têm o objetivo de consolidar o desmatamento no bioma da mesma forma que é feito, por exemplo, pelo sistema do MapBiomas – mantido por entidades – ou do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).
O MapBiomas reúne informações coletadas ao longo de todo o ano e faz a limpeza e verificação dos dados, eliminando por exemplo nuvens e outras possíveis interferências para apresentar o dado consolidado do ano anterior. Tomando como base o Deter, que também é usado pelo Terra Brasilis, o MapBiomas também lançou recentemente um sistema de alertas de desmatamento que promete ajudar na aplicação de multas.

Pressão internacional

Os dados do desmatamento ganham destaque após o compromisso do Brasil com a preservação ambiental ser questionado por líderes europeus. Primeiro, dias antes da reunião do G20, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que queria "discussão clara" com Bolsonaro sobre desmatamento.