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sábado, 13 de julho de 2019

Oportunidade de Negócio Ecológico

Vende-se em Blumenau (SC) - Brasil
Empresa, e, Moldes para produção de Inovadora Caixa de Gordura Ecológica
(Marca:WaterClean)


Valor inovador ecológico e patrimonial da Empresa R$ 600.000, vende-se por R$ 190.000, praticamente o custo dos moldes para fabrico, na condição contratual de Guardião das Águas, Lda. ficar como Distribuidor Exclusivo para a Europa
Para conhecimento do produto, visitar:
Fone: 00 351 918680270 (Portugal)
manueldias65@gmail.com

Cenote Angelita, um rio salgado correndo no fundo de um poço de água doce


Localizado na Península do Yucatán, no México, há um rio submerso secreto, chamado Cenote Angelita, que pode ser encontrado depois de 10 a 15 minutos dirigindo ao sul de Tulum.
É provavelmente a formação mais inusitada de seu tipo. A água salgada possui uma quantidade elevada de sulfeto de hidrogênio e uma turvação mais evidente, destacando-a da água doce acima, permitindo que mergulhadores nadem ao longo desta criação submersa, que tem a mesma aparência de um rio da superfície. Existem até mesmo árvores caídas e folhas nos dois lados das “margens”, tornando esta paisagem ainda mais surreal.
Os cenotes são poços profundos naturais característicos do México, e resultam do colapso de camadas de calcáreo, expondo os lençóis de água abaixo das mesmas. São cheios de água e estão ligados a uma caverna marinha.
“Da superfície, você olha e vê apenas água azul. (…) A cerca de 18 metros, você começa a ver o que parece um estanho fundo delgado abaixo de alguns troncos desfolhados e fantasmagóricos, com galhos saindo dele. Conforme vai ficando claro, você começa a sentir o efeito da narcose ao mesmo tempo que percebe um tênue nevoeiro abaixo. Você para sobre a nuvem e olha ao redor, tudo parece surreal, e um sentimento fantasmagórico toma conta, amplificado pelos efeitos do nitrogênio no cérebro”, descreve Maya Diving, que oferece viagens para o Angelita.
Fonte: hypescience

Uma gigantesca reserva de água doce está enterrada sob o Oceano Atlântico


Cientistas da Universidade de Columbia descobriram um enorme aquífero enterrado abaixo do Oceano Atlântico, e ele parece se estender quase 350 quilômetros, de Massachusetts até o sul de Nova Jersey na costa dos EUA.

De onde vem essa água doce?

Os pesquisadores acreditam que o aquífero se formou na última Era do Gelo, cerca de 20.000 a 15.000 anos atrás.
Boa parte da água do mundo era congelada em geleiras nessa época, de forma que o nível do mar era menor. Conforme o clima esquentou e o gelo cobrindo o nordeste dos EUA derreteu, a água pode ter formado deltas e arrastado enormes quantidades de sedimentos.
Tudo isso, por sua vez, levou a grandes bolsas de água fresca derretidas presas em sedimentos que mais tarde ficaram aprisionados no fundo do oceano quando o nível do mar subiu.
Hoje, o aquífero parece ser abastecido por água que escoa de armazenamentos subterrâneos terrestres. Além disso, sua água é provavelmente bombeada para o mar pela pressão das marés, de forma que fica ligeiramente salgada quanto mais longe da costa alcança.

O estudo

Os cientistas desconfiaram da existência de um aquífero pela primeira vez na década de 1970, quando companhias que extraem petróleo encontraram água doce debaixo do oceano ao invés disso, em algumas ocasiões.
Para confirmar do que se tratava, Kerry Key, geofísico do Lamont-Doherty Earth Observatory na Universidade de Columbia, que anteriormente havia ajudado empresas petrolíferas a descobrirem pontos de petróleo, ajustou seu instrumento para detectar desta vez aquíferos.
Ele e sua equipe começaram a fazer medidas em dois pontos que água doce já havia sido observada: sul de Nova Jersey e Martha’s Vineyard, em Massachusetts. O instrumento foi lançado ao fundo do oceano, para medir campos eletromagnéticos.
Enquanto isso, outro instrumento em um barco passou a emitir pulsos eletromagnéticos artificiais, para que a diferença entre as duas medidas levasse a uma conclusão: água salgada conduz ondas eletromagnéticas melhor do que a água doce, então a doce se destacaria por sua baixa condutividade.

Descobertas

Os pesquisadores concluíram que não se tratavam de poças de água fresca isoladas, mas sim de um aquífero contínuo, estendendo-se em alguns pontos até 120 quilômetros da costa. Ele começa a profundidades de 182 metros e chega até 365 metros abaixo do chão do oceano.
Os cientistas confirmaram que o aquífero é mais fresco perto da costa e mais salgado longe dela, quando começa a se misturar com a água do mar.
A água doce próxima à costa tem de cerca de 1 parte por mil de sal, bem como outras águas doces terrestres. Já nas bordas externas do aquífero, a água tem cerca de 15 partes por mil de sal, o que ainda é menor do que o nível típico de água salgada, de 35 partes por mil.
Ou seja, essa água ainda teria que ser dessalinizada antes que pudéssemos utilizá-la, mas este seria um processo mais barato e rápido do que com água salgada comum.
“Provavelmente não precisamos fazer isso nessa região, mas se pudermos mostrar que há grandes aquíferos em outras regiões, estes podem representar um recurso em lugares secos como o sul da Califórnia, a Austrália, o Oriente Médio ou a África do Saara”, disse Key em um comunicado.
Fonte: hypescince

terça-feira, 2 de julho de 2019

Ótima Oportunidade de Negócio Ecológico


Vende-se em Blumenau (SC) - Brasil
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Desmatamento na Amazônia em junho é o pior desde 2016

Sistema do governo que faz alertas de desmatamento registra derrubada de 769 km² de florestas. Especialista lembra que desmatamento aumenta no período de seca a partir de maio e junho.


Resultado de imagem para Desmatamento na Amazônia aumenta 60%, em junho deste ano em relação a 2018
Um sistema mantido pelo governo federal para fiscalizar alertas de focos de desmatamento no Brasil mostra que o índice de desmatamento relativo ao mês de junho é o segundo maior já registrado pelo programa e só perde para o índice verificado no mesmo período em 2016.
O território da Amazônia Legal desmatado chegou a 769 km² entre 1º e 28 de junho, segundo dados atualizados do sistema Terra Brasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números disponíveis no começo da tarde desta terça-feira (2) ainda não consideravam os dados de sábado (29) e domingo (30). No mês anterior, o desmatamento foi de 735 km². Em junho de 2016, o desmatamento foi de 951 km².
Os dados acima excluem a perda de vegetação causada por fatores como incêndios florestais e exploração comercial de florestas plantadas. Se consideradas todas as categorias, o desmatamento em junho de 2019 chegaria a 1,7 mil km², sendo que em 2016 ele havia sido de 6,8 mil km².
Desmatamento na Amazônia — Foto: Paulo Whitaker/ReutersDesmatamento na Amazônia — Foto: Paulo Whitaker/ReutersDesmatamento na Amazônia — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Período de desmatamento

Segundo Carlos Rittl, diretor-executivo do Observatório do Clima, todos os anos o desmatamento se intensifica a partir de maio, quando o nível de chuva diminui na maior parte do país. Os dados indicam, segundo ele, que a abertura da “temporada de seca” de 2019 foi pior do que o ano anterior.
O Terra Brasilis foi criado em 2015 pelo Inpe. Ele é alimentado com dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), um "sistema de alerta para dar suporte à fiscalização e controle de desmatamento e da degradação florestal" ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).
E nesta terça, o ministro francês do Meio Ambiente, François de Rugy, afirmou que o tratado União Europeia-Mercosul "só será ratificado se o Brasil respeitar os seus compromissos", especialmente em relação à luta contra o desmatamento da Amazônia.
Fonte: Por Ana Carolina Moreno e Filipe Domingues, G1
 
Porém o dado não é a única fonte para medir o território desmatado: precisa ser analisado junto a outras fontes de informação sobre o desmatamento.
De acordo com Cláudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Inpe, mais de 10 mil alertas são enviados por ano aos órgãos de fiscalização federais e estaduais. "Não faltam alertas. Os órgãos de fiscalização têm alertas suficientes para fazer seu trabalho", disse ao Jornal Hoje.

Metodologias

Os dados compilados no sistema Terra Brasilis não têm o objetivo de consolidar o desmatamento no bioma da mesma forma que é feito, por exemplo, pelo sistema do MapBiomas – mantido por entidades – ou do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).
O MapBiomas reúne informações coletadas ao longo de todo o ano e faz a limpeza e verificação dos dados, eliminando por exemplo nuvens e outras possíveis interferências para apresentar o dado consolidado do ano anterior. Tomando como base o Deter, que também é usado pelo Terra Brasilis, o MapBiomas também lançou recentemente um sistema de alertas de desmatamento que promete ajudar na aplicação de multas.

Pressão internacional

Os dados do desmatamento ganham destaque após o compromisso do Brasil com a preservação ambiental ser questionado por líderes europeus. Primeiro, dias antes da reunião do G20, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que queria "discussão clara" com Bolsonaro sobre desmatamento.

Ministro francês do Meio Ambiente diz que acordo UE-Mercosul 'só será ratificado se Brasil respeitar seus compromissos' sobre desmatamento

Mais cedo, a porta-voz do governo francês indicou que 'a França não está pronta para ratificar' o compromisso

François de Rugy — Foto: Divulgação
Quatro dias depois da assinatura do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, o ministro francês do Meio Ambiente, François de Rugy, afirmou nesta terça-feira (2) que o tratado "só será ratificado se o Brasil respeitar os seus compromissos", especialmente em relação à luta contra o desmatamento da Amazônia. Mais cedo, a porta-voz do governo francês havia indicado que "a França não está pronta para ratificar" o compromisso.
"A nova Comissão Europeia e sobretudo o Parlamento Europeu irão analisar minuciosamente esse acordo antes de ratificá-lo", afirmou François de Rugy em entrevista à rádio Europe 1.
"É preciso lembrar a todos os países, entre eles o Brasil, de suas obrigações. Quando assinamos o Acordo de Paris colocamos em prática uma política que permite atingir objetivos de redução de emissão de gases de efeito estufa e de proteção da Floresta Amazônica".
Já a porta-voz do governo francês, Sibeth Ndiaye, declarou que o texto será "analisado detalhadamente" antes de ser ratificado. Segundo ela, a exemplo do acordo de livre comércio assinado entre a UE e o Canadá, a França exigirá "garantias" aos países do Mercosul. A declaração foi feita em entrevista à BFMTV e à rádio RMC.
O acordo irritou em especial os produtores de carne da França, que temem os efeitos da entrada de produtos latino-americanos mais baratos no mercado europeu. Além deles, os ecologistas também estão inconformados, por criticarem a política ambiental do Brasil sobre o uso de agrotóxicos e o desmatamento.
No sábado (29), o presidente francês, Emmanuel Macron, comemorou ) a conclusão do tratado, declarando-se "vigilante" sobre sua aplicação.

20 anos de negociações

A votação final do texto negociado durante cerca de 20 anos entre os dois blocos não deve ocorrer antes de um ano. O texto primeiro deve ser reescrito em moldes jurídicos, traduzido para todas as línguas da União Europeia e submetido ao Conselho Europeu.
Só depois, passará pela avaliação dos parlamentares, numa legislatura que é marcada por posições mais nacionalistas e deu força para os deputados ecologistas.
Fonte: G1

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Esta gigantesca máquina que remove CO2 do ar poderá transformar a luta contra a mudança climática


Atualmente, o maior inimigo do meio ambiente são os combustíveis fósseis que usamos para abastecer nossos carros, trens, aviões e fábricas. Eles inundam nossa atmosfera com dióxido de carbono, que tem atingido níveis historicamente altos.
E se pudéssemos capturar diretamente o CO2 da atmosfera e transformá-lo em combustível? Essa não seria uma imensa vitória no combate à mudança climática?
Pois é exatamente o que está propondo a empresa canadense Carbon Engineering. Em um novo estudo publicado na revista científica Joule, os desenvolvedores da companhia argumentam que descobriram uma maneira de tornar esse processo eficaz e barato.

Acessibilidade

Pesquisas anteriores sugeriram que a ideia de sugar carbono do ar, um processo chamado de “captura direta”, era muito cara para ser prática. A remoção de CO2 saía a US$ 600 por tonelada.
No entanto, os pesquisadores da Carbon Engineering demonstraram que podiam sugar CO2 do ar por um custo de US$ 94 a US$ 232 por tonelada.
A companhia canadense tem trabalhado para tornar esse processo acessível desde 2015. Sua usina utiliza energia hidrelétrica para extrair o CO2 do ar e convertê-lo em combustível sintético, um que é capaz de competir com combustíveis fósseis tradicionais.
Esse é um grande avanço: mostrar que a tecnologia pode ser economicamente viável e fornecer um meio alternativo de gerar combustíveis com baixo teor de carbono que podem “penetrar” na infraestrutura existente, abastecendo nossos carros e aviões.

Mercado para combustíveis alternativos

O progresso é especialmente importante porque, enquanto as energias solar e eólica continuam a ficar mais baratas, podendo futuramente fornecer eletricidade para cidades inteiras, não podem ser usadas para fazer veículos se locomoverem.
Combinando fontes de energia renováveis existentes com o sistema de captura de CO2 do ar, a Carbon Engineering pode gerar um combustível essencialmente neutro em carbono.
Conforme explica David Keith, fundador da Carbon Engineering à CNET, isso significa que podemos fazer gasolina ou diesel via captura direta, mas a quantidade de carbono que esses combustíveis emitem quando queimam é a quantidade que usamos para fabricá-los, daí sua qualidade de “carbono neutro”.
Uma vez que a empresa já possui a prova de conceito e a possibilidade de escalar tal sistema, Keith se disse positivo sobre o futuro da tecnologia. “Estou razoavelmente otimista. Os mercados para esses combustíveis parecem existir. A Califórnia, especialmente, [já] tem um padrão de combustível de baixo carbono, o Canadá está desenvolvendo um padrão [também]”, argumentou
Fonte: hypescience

Se não fizermos nada para conter a mudança climática, a civilização humana pode colapsar até 2050


Uma nova análise da mudança climática feita por um grupo australiano nos trouxe uma péssima notícia: a civilização humana pode entrar em colapso até 2050 se ações sérias de mitigação não forem tomadas na próxima década.
O relatório, publicado pela organização Breakthrough National Centre for Climate Restoration, é de autoria do próprio diretor da organização, o pesquisador do clima David Spratt, e de Ian Dunlop, ex-executivo da indústria do combustível fóssil.
O documento conclui que a mudança climática é “um risco de segurança” que “ameaça a extinção prematura da vida inteligente” ou a “permanente e drástica destruição de seu potencial para o desenvolvimento de um futuro desejável”.

É mais complexo do que pensávamos

A tese central do relatório é que os cientistas estão muito restritos em suas previsões de como a mudança climática afetará o planeta no futuro próximo. A atual crise climática seria maior e mais complexa do que qualquer outra coisa com a qual a humanidade já tenha lidado antes.
Modelos gerais – como o que o Painel das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) usou em 2018 para prever que um aumento de temperatura global de 2 graus Celsius poderia colocar centenas de milhões de pessoas em risco – falham em explicar a enorme complexidade dos muitos processos geológicos interligados da Terra, de forma que não conseguem prever adequadamente a escala das consequências potenciais.
E como seria uma imagem precisa do pior cenário possível do futuro do planeta? Bom, se os governos mundiais “ignorarem educadamente” o conselho dos cientistas e a vontade do público de descarbonizar a economia (encontrando fontes de energia alternativas), isso pode resultar em um aumento de temperatura global de 3 graus Celsius até o ano de 2050.
Neste ponto, as camadas de gelo do mundo desaparecem, secas brutais matam muitas das árvores na floresta amazônica (removendo uma das maiores compensações de carbono do mundo), e o planeta mergulha em um ciclo vicioso de condições cada vez mais quentes e cada vez mais mortíferas.

Catastrófico

Ou seja, em 2050, os sistemas humanos poderiam chegar a um “ponto sem retorno” no qual “a perspectiva de uma Terra praticamente inabitável levaria ao colapso das nações e da ordem internacional”.
No caso, 35% da área terrestre global e 55% da população global estariam sujeitos a mais de 20 dias por ano de condições letais de calor, além do limiar da sobrevivência humana.
Enquanto isso, secas, enchentes e incêndios florestais regularmente assolariam o planeta. Quase um terço da superfície terrestre do mundo se transformaria em deserto. Ecossistemas inteiros entrariam em colapso, começando pelos recifes de coral, as florestas tropicais e os lençóis de gelo do Ártico.
Os trópicos seriam os mais atingidos por esses novos extremos climáticos, destruindo a agricultura da região e transformando mais de 1 bilhão de pessoas em refugiados.
Esse movimento em massa de refugiados – juntamente com o encolhimento das costas e as severas quedas na disponibilidade de comida e água – poderiam levar a conflitos armados sobre recursos, talvez culminando em guerra nuclear.
O resultado, de acordo com a análise, é “caos total” e talvez “o fim da civilização humana como a conhecemos”.

Como essa visão catastrófica do futuro pode ser evitada?

De acordo com os autores do relatório, a raça humana tem cerca de uma década para agir e limitar o aquecimento global a apenas 1,5 graus Celsius, ao invés de 3 graus Celsius.
Para isso, será necessário um movimento global de transição da economia mundial para um sistema de emissão zero de carbono. Alcançar emissões zero requer ou não emitir mais carbono ou equilibrar as emissões com a remoção de carbono.
O esforço para isso “seria semelhante em escala à mobilização de emergência da Segunda Guerra Mundial”, de acordo com os pesquisadores.
Fonte: hypescience

Apenas 10% das pradarias do mundo estão intacta


No que se trata de conservação ambiental, é importante proteger os oceanos e as florestas tropicais, mas não podemos nos esquecer das pradarias.
Apenas 5% dos prados remanescentes da Terra são preservados, tornando-os o bioma menos protegido.
A má notícia é que os seres humanos já destruíram mais de 90% da grama do planeta, principalmente para produzir comida. O pouco que resta fica frágil porque a sazonalidade das pastagens a torna vulnerável ​​às mudanças climáticas.
E o que resta?

1. Serengeti – Tanzânia

Esta savana é um dos ecossistemas mais antigos da Terra. Os ecologistas acreditam que o clima, a flora e a fauna da região praticamente não mudaram nos últimos milhões de anos.
Embora a planície seja bem protegida pelo Parque Nacional Serengeti e pela Área de Conservação de Ngorongoro, a população humana já está beliscando suas margens. Gado pastando vagueia pelas áreas protegidas, e invasores ilegais matam grandes mamíferos cujos excrementos ajudam a alimentar as plantas.

2. Pradarias de Banni – Índia

As vastas planícies de Gujarati permaneceram praticamente intactas até a década de 1960, quando duas grandes mudanças começaram a afetar o ecossistema.
Primeiro, o governo plantou Prosopis juliflora para proteger a região contra os pântanos salgados do norte, mas o arbusto invasivo acabou sufocando as plantas nativas.
Na mesma década, os humanos represaram os rios para redirecionar a hidratação para as plantações. Sem esses fluxos para diluir a água do mar, cerca de metade do solo no Banni é agora salgado e infértil.

3. Estepe mongol – China, Mongólia, Rússia

Mais de 886 mil quilômetros quadrados de pradarias temperadas se estendem do nordeste da China à Sibéria. A seca e a mineração já estão encolhendo o estepe, e um impulso em direção à privatização tem exacerbado a perda.
Além disso, ao invés de um gado nômade tradicional, que não agride a flora, agricultores têm cultivado rebanhos maiores em terras menores. A crescente demanda por caxemira também impulsionou um aumento de caprinos domesticados, que comem raízes, tornando mais difícil a regeneração das plantas.

4. Grandes Planícies – América do Norte

Apenas metade dos 720 milhões de acres originais da planície do Meio-Oeste americano ainda é selvagem. O fim da pradaria começou quando os colonos do século XIX mataram entre 30 e 50 milhões de bisões, um mamífero que roça e que fertilizava a flora nativa.
Ao mesmo tempo, os agricultores rapidamente converteram o mar de grama em plantações de trigo e milho. Os EUA ainda perdem mais de 1,5 milhão de acres para a agricultura a cada ano.

5. Pampas – Argentina

Graças ao solo fértil no leste da Argentina, a agricultura de trigo, milho e soja se intensificou no final dos anos 1980 e início dos anos 1990.
Hoje, impulsionada pela demanda global crescente, a soja se tornou a cultura dominante, em detrimento da terra. As plantações sugam nitrogênio, fósforo e potássio do solo mais rapidamente do que os agricultores podem substituí-los.
As pessoas também estão ocupando espaço: mais da metade dos argentinos reside em grandes cidades como Buenos Aires, que costumavam ser prados selvagens.
Fonte: hypescience