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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Crise hídrica pode afetar 60 mil indústrias em São Paulo, diz Fiesp

A indústria paulista já esperava uma crise de água para o ano de 2015, mas não com a intensidade que está ocorrendo, de acordo com o diretor titular do Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis. Segundo ele, 60 mil estabelecimentos do setor, da Grande São Paulo e da região de Campinas, devem ser afetados pela falta de água. Eles representam quase 60% do PIB industrial do estado. “Não é difícil imaginar o que a escassez de água pode representar para a atividade econômica da indústria na região” disse.
Além disso, as duas regiões representam metade do emprego industrial de São Paulo. São cerca de 1,5 milhão de empregos. Para Reis, demissões não estão nos planos a curto prazo. “A última coisa que a indústria quer fazer é reduzir os postos de trabalho. A gente espera que isso [crise da água] seja temporário, então não existe essa intenção”, acrescenta.
“[Mas] se a crise se aprofundar e a empresa for obrigada a reduzir sua atividade, por exemplo, ficar um dia sem água, aí começará a impactar e as empresas terão que fazer contas”, pondera Reis. O diretor explica que, com a crise hídrica, as indústrias precisarão alterar hábitos e procedimentos e que isso afetará competitividade, produtividade e lucro.
A indústria intensificou o reúso da água no processo de produção, além de economizar e reduzir o volume anteriormente utilizado. Além disso, a Fiesp está estudando o potencial das águas subterrâneas para o setor. Nas áreas de maior concentração de empresas, a ideia é que haja investimentos para se obter um volume adicional de água, fazendo perfuração de poços artesianos. “Para curto prazo, essas alternativas são as mais viáveis de se fazer”, destaca Reis.
Fonte: http://aquiacontece.com.br/noticia/2015/01/27/crise-hidrica-pode-afetar-60-mil-industrias-em-sao-paulo-diz-fiesp

Conselho do Meio Ambiente de SP discute crise hídrica: agora só mesmo apelando a Deus

BENEDITO BRAGA SECRETRIO DE RECURSOS HDRICOS
O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) se reuniu hoje pela primeira vez tendo a nova Secretária do Meio Ambiente, Patricia Iglecias, como presidente. O novo Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, fez apresentação sobre a crise da água. Patrícia prometeu reverter, com medidas concretas, o descrédito no qual este Conselho vem caindo e a revolta com a ação do governo Alckmin na área ambiental. Apesar de suas boas qualificações profissionais, não vai ser nada fácil.
Em outubro assumi mandato de dois anos no Consema, representando as ONGs ambientais paulistas. A frustração desde então tem sido enorme. Tentativas de discutir um plano de resiliência ao desabastecimento de água, ou de manifestar desacordo com a lei paulista que regulamenta o Código Florestal (15.684/2014), recentemente aprovada por Geraldo Alckmin, foram barradas no Consema pelo secretário anterior, Rubens Rizek.
A recente aprovação por Alckmin dessa lei, que reduz a proteção das matas paulistas à beira dos rios, exatamente quando entramos nessa grave crise hídrica, é um verdadeiro acinte. Só confirma as duras palavras do editorial da Folha de S.Paulo de domingo que, sob o título de "omissão criminosa", acusa a gestão ambiental de Alckmin de "decrépita, ineficaz, imprevidente e autoritária".
A apresentação do novo Secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga, pouco acrescentou ao que o governo já havia divulgado para enfrentar a crise hídrica. A novidade foi colocar muita ênfase no reuso de água. "Singapura bebe água de esgoto há muito tempo, e a Namíbia usa água de esgoto há mais de 40 anos. O reuso é alternativa tecnicamente viável", disse Braga.
Todas as medidas apresentadas pelo governo, entretanto, dependem de obras que vão demorar pelo menos dois anos. Para o curto prazo não há medidas para enfrentar o caos. E para o longo prazo, como Benedito Braga repetiu algumas vezes, "estamos desenvolvendo estudos". O governo Alckmin não tem um plano. Como sintetizou o conselheiro Jansle Rocha, da Unicamp, "parece que estamos nas mãos de Deus".
A nova Secretária do Meio Ambiente, Patricia Iglecias, afirmou que a criação de um plano de resiliência ao desabastecimento de água é uma de suas grandes preocupações no momento. "O plano de resiliencia deve ser adotado sim e será discutido aqui no Consema", disse ela, ressaltando que terá de evitar "inversão de papéis" com a Secretaria de Recursos Hídricos.
Patrícia Iglecias é professora da Faculdade de Direito da USP. Coordena a Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil e é membro da European Environmental Law Association. Desejo realmente que ela consiga reverter as coisas por aqui. Vamos esperar para ver as medidas concretas... e rezar.
Fonte: http://www.brasilpost.com.br/ricardo-anderaos/conselho-do-meio-ambiente_b_6555960.html?utm_hp_ref=pais

Sistema de tratamento ecológico recupera rios poluídos e cria jardins flutuantes

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E se fosse possível recuperar rios poluídos gastando pouco dinheiro? Essa é a ambição do sistema de tratamento de água ecológico que pode ser instalado em rios, canais e lagos contaminados. Criado pela empresa escocesa Biomatrix Water, a tecnologia já despoluiu o canal Paco, da cidade de Manila, nas Filipinas.
Além de melhorar a qualidade da água e aumentar a biodiversidade aquática, o sistema revitalizou a paisagem do canal filipino, que antes era destino final de lixo e esgoto. Isso porque usa “jardins flutuantes”, que são ilhas artificiais, de aproximadamente 110 m², cobertas por plantas aquáticas capazes de filtrar poluentes.
O sistema ainda tem outra vantagem: o custo da despoluição é menor do que a metade do que gastam estações de tratamento de águas residuais convencionais, segundo a empresa. Isso é possível graças à integração e ativação do ambiente fluvial circundante.
O processo de descontaminação também dependeu de outros dois fatores: de obras de infraestrutura para evitar o despejo de resíduos no local e da instalação de um reator capaz de adicionar ar à água e introduzir no ecossistema uma bactéria que se alimenta de poluentes.
Abaixo, veja imagens de como era o canal antes da revitalização e de como ele ficou depois que a comunidade local se engajou na sua recuperação por meio do sistema de tratamento:
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Fonte: http://milenar.org/2015/01/28/sistema-de-tratamento-ecologico-recupera-rios-poluidos-e-cria-jardins-flutuantes/

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O épico aquecimento global: da temperatura mais fria a mais quente em um século

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De acordo com o climatologista Shaun Marcott, o aquecimento global impulsionou o clima da Terra de uma das suas décadas mais frias desde a última Idade do Gelo para uma de suas décadas mais quentes em apenas um século.
Um pico de calor como esse nunca aconteceu antes, pelo menos não nos últimos 11.300 anos dos quais temos registro.
A nova descoberta é um bom indicador de quão rápido a mudança climática causada pelo homem progrediu – um século é um período muito curto de tempo para tal aumento.

Os registros e a análise

A Terra estava muito fria na virada do século 20. A década de 1900-1909 foi mais fria do que 95% dos últimos 11.300 anos. Já na virada do século 21, ocorreu o oposto. Entre 2000 e 2009, o planeta esteve mais quente do que cerca de 75% dos últimos 11.300 anos.
A gama de temperaturas (de frias a quentes) produzida desde a revolução industrial é quase a mesmo que a dos 11.000 anos antes da revolução começar – ou seja, a mudança aconteceu muito mais rapidamente.
Os cientistas da Universidade Estadual do Oregon e da Universidade de Harvard (ambas nos EUA) acreditam que, se não fosse por influências artificiais, a Terra estaria em uma fase muito fria agora, e ficaria ainda mais fria.
Variações na forma como a Terra está inclinada e sua órbita ao redor do sol formam um padrão de fases de aquecimento planetário, seguido de fases de resfriamento através dos milênios.
“Se tivéssemos que prever a temperatura com base em onde estamos em relação à posição do sol e como estamos inclinados, poderíamos prever que estaríamos esfriando mais, mas não estamos”, disse Marcott.
Em vez disso, o planeta está aquecendo. Em 2100, a Terra estará mais quente do que nunca. Se as emissões continuarem a aumentar como estão previstas, as temperaturas globais vão subir “bem acima de qualquer coisa que já vimos nos últimos 11.000 anos”, explicou Marcott.

A pesquisa

Para obter uma visão sobre as temperaturas globais de muito tempo atrás, os pesquisadores estudaram 73 amostras de sedimento e gelo polares, tomadas de todo o globo. Produtos químicos encontrados em fósseis nessas amostras abrangem várias épocas e são bons indicadores de temperaturas históricas na Terra.
Os cientistas queriam colocar as tendências da temperatura global em uma perspectiva de longo alcance. Isso porque os críticos das pesquisas sobre mudanças climáticas se queixam de que elas geralmente cobrem os últimos 1.500 a 2.000 anos, e portanto são muito limitadas.
Eles argumentam que estudos mais curtos não levam em conta que o aquecimento que a Terra está vendo hoje poderia ter acontecido naturalmente milhares de anos atrás.
Apesar destes estudos mais curtos se basearem em métodos que são muito diferentes da nova pesquisa, nos dois mil anos em que se sobrepõem, os resultados têm sido basicamente os mesmos.
“Nossos dados mostram que estes estudos [mais curtos] não perderam nada”, disse Marcott. E os resultados paralelos corroboram a precisão da nova pesquisa também.
Para chegar a tal conclusão, os cientistas escolheram o período de tempo conhecido como Holoceno para abranger sua pesquisa, porque é a mais recente fase natural quente da história da Terra. Começou no final da última Idade do Gelo, cerca de 11.500 anos atrás, e ainda estamos nele.
Holoceno foi também a época da realização humana, o início da civilização moderna. Padrões climáticos estáveis ajudaram as pessoas a fazer tudo o que queriam, em parte porque elas não tinham mais que combater o frio de uma Idade do Gelo.
Nesse período, iniciamos a agricultura, que estendeu nossa expectativa de vida e aumentou a população da Terra. Em seguida, construímos cidades e estradas, desenvolvemos a arte, línguas e leis. Formamos impérios e nações. Eventualmente, inventamos máquinas, caindo na era industrializada, impulsionada por motores e turbinas, que são alimentados por combustível. Assim começou os efeitos dos gases (efeito estufa) nasmudanças climáticas causadas pelo homem.
Segundo Marcott, o principal gás culpado é o dióxido de carbono, e seus níveis saltaram nos últimos 100 anos. Nos 11.000 anos anteriores, tais níveis mudaram apenas “muito lentamente”.
Marcott está preocupado com a capacidade das pessoas de se adaptar a um clima talvez drasticamente alterado. A última vez que a Terra esteve tão quente quanto é projetada para estar em 2100 foi antes da última Idade do Gelo começar, mais de 130.000 anos atrás. Esse período está muito longe no tempo para que seja possível recolher dados confiáveis sobre ele.
Por conta disso, Marcott não quis especular sobre como o mundo vai se parecer em 2100 caso o aquecimento global continue. “Mas certamente espero que possamos evitar isso”, concluiu
Fonte: hypescience

8 mudanças no mundo provocadas pelo aquecimento global

Nos últimos 100 anos, as temperaturas globais tem aumentado de 0,74°C em média. Esta mudança parece mínima, mas está acontecendo muito rapidamente – mais da metade desde 1979, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudança Climática.
Apesar de ainda ser difícil determinar o papel das mudanças climáticas sobre qualquer evento meteorológico, as mudanças estão, sem dúvida, acontecendo. Veja aqui como o planeta, as pessoas e outros seres vivos estão respondendo ao aquecimento global:
8 – Movendo os exércitos para o norte
Conforme o gelo ártico se abre, o mundo se volta para os recursos da região. De acordo com o U.S. Geological Survey, 30% do gás natural ainda não descoberto e 13% das reservas de óleo não descoberto mundiais estão no Ártico.
O resultado direto é que as ações militares na região estão esquentando, com os Estados Unidos, Rússia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Canadá mantendo conferências sobre a segurança regional e problemas de fronteira.
Várias nações, incluindo o EUA, estão também fazendo exercícios militares no extremo norte, preparando-se para um aumento nas atividades de controle de fronteira e resposta a desastre, em um Ártico mais agitado.
7 – Alteração nas estações de acasalamento
Conforme as temperaturas se alteram, os pinguins estão mudando suas estações de acasalamento também. Um estudo em março de 2012 descobriu que os pinguins-gentoo estão se adaptando mais rapidamente a um clima mais aquecido, por que eles não são tão dependentes do gelo marinho para acasalamento como outras espécies.
E não são só os pinguins que parecem estar respondendo às mudanças climáticas. Abrigos de animais nos EUA notaram um aumento no número de gatos de rua e filhotes, devidos a estações de acasalamento mais longas para os felinos.
6 – Mudanças em regiões altas
Uma diminuição na queda de neve no topo das montanhas está permitindo aos alces se alimentarem em locais mais elevados no inverno todo, contribuindo para um declínio nas plantas sazonais.
Os alces têm destruído árvores como os carvalhos silvestres e faias, o que leva a um declínio nas aves canoras, que dependem destas árvores para habitat.
5 – Alterações nos lugares prediletos de Thoreau
O escritor Henry David Thoreau documentou de forma lírica a natureza em Concord, Massashussets e arredores. Lendo os diários, os pesquisadores constataram o quanto a primavera foi alterada no último século.
Se comparado com o final dos anos 1800, as datas das primeiras floradas para 43 das espécies mais comuns de plantas na área tem se adiantado uma média de 10 dias. Outras plantas simplesmente desapareceram, incluindo 15 espécies de orquídeas.
4 – Mudanças na alta-estação de parques naturais
Qual é a época do ano mais movimentada para ver o Grand Canyon? A resposta tem mudado com o passar das décadas, conforme a primavera tem começado cada vez mais cedo.
auge das visitas nos parques nacionais dos EUA tem se adiantado mais de quatro dias, em média, desde 1979. Atualmente, o maior número de visitantes ao Grand Canyon acontece no dia 24 de junho, comparado com o dia 4 de julho em 1979.
3 – Mudanças genéticas
Até mesmo as moscas das frutas estão sentindo o calor. De acordo com um estudo de 2006, os padrões genéticos das moscas das frutas normalmente encontradas em latitudes mais quentes estão começando a aparecer com maior frequência em latitudes maiores.
De acordo com a pesquisa, os padrões genéticos da Drosophila subobscura, uma mosca das frutas comum, estão mudando de forma que as populações estão parecendo um grau mais próximas do equador do que realmente estão.
Em outras palavras, os genótipos estão se deslocando de forma que uma mosca no hemisfério norte tem um genoma que se parece mais com uma mosca de 120 a 161 quilômetros mais ao sul.
2 – Afetando ursos polares
Filhotes de ursos polares estão sofrendo para nadar distâncias cada vez maiores em busca de icebergs estáveis, de acordo com um estudo de 2011.
A rápida perda de gelo ártico está forçando os ursos a nadarem às vezes até mais de 12 dias de cada vez. Os filhotes de ursos adultos que tem que nadar mais de 48 quilômetros têm uma taxa de mortalidade de 45%, comparados com 18% dos filhotes que têm que nadar distâncias menores.
1 – Mais espécies móveis
Espécies estão se dispersando de seus habitats nativos a uma taxa sem precedentes: 17,6 km por década, em direção aos polos.
Áreas onde a temperatura está aumentando mais têm as maiores dispersões de espécies nativas. O rouxinol de Cetti, por exemplo, tem se mudado para o norte nas últimas duas décadas mais de 150 km.
Fonte: hypescience

Aquecimento global: há 95% de chance que sejamos responsáveis

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O último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climática (IPCC), que estuda a ciência por trás do aquecimento global, dita que os seres humanos são os principais causadores das mudanças no clima. O texto menciona ser “muito provável” que as atividades humanas tenham causado a maior parte do aquecimento da superfície do planeta desde 1950.
A avaliação, divulgada nesta sexta-feira (27), é o primeiro grande relatório do IPCC desde 2007, e apresenta o caso mais forte até agora de que os seres humanos são os provocadores do aquecimento global.
No novo relatório, os cientistas do clima concordam, com pelo menos 95% de certeza, que os seres humanos são os responsáveis pela maioria dos efeitos observados no planeta devido às mudanças climáticas desde os anos 1950, incluindo o aquecimento dos oceanos, o rápido derretimento das calotas polares e o elevado aumento do nível do mar.
Em 2007, o relatório do IPCC já havia ligado as atividades humanas às mudanças climáticas com 90% de certeza – o que tinha sido um salto considerável, já que esse número era de 66% no relatório da organização apenas 6 anos antes, em 2001.
A nova avaliação também contém projeções atualizadas para vários cenários climáticos, incluindo a elevação do nível do mar, o derretimento de geleiras e o aumento das temperaturas médias globais.
O relatório faz parte do último resumo do IPCC sobre mudança climática, o chamado Quinto Relatório de Avaliação de AR5. Os relatórios do IPCC são compostos por quatro seções: uma sobre a ciência da mudança climática; outra sobre as vulnerabilidades e os impactos socioeconômicos; uma sobre as maneiras possíveis de aliviar os efeitos das mudanças climáticas; e a última para analisar os resultados de diferentes estudos e integrar as informações relevantes para os formuladores de políticas de ação. Mais seções do Quinto Relatório de Avaliação do IPCC serão lançadas em 2014.
O IPCC foi estabelecido pelas Nações Unidas em 1988 para analisar as pesquisas mais recentes publicadas e revisadas sobre o aquecimento global, além de montar relatórios detalhados sobre os riscos e os impactos das mudanças no clima para o nosso planeta.
As avaliações passam por um extenso processo de revisão que envolve milhares de cientistas e funcionários de governos. Os produtos finais representam o consenso dentro da comunidade científica. Como resultado, os relatórios do IPCC são considerados a autoridade máxima sobre os riscos e os impactos do aquecimento global. 
Fonte: hyypescience

ONU faz aviso alarmante sobre o agravamento do aquecimento global

ONU relatório agravamento do aquecimento global
O agravamento do aquecimento global é um assunto sério que todo mundo já está careca de tanto ouvir falar. Mas nem por isso encontramos soluções ou mudamos atitudes que possam pelo menos desacelerar esse quadro.
Os riscos de passarmos por mudanças climáticas são tão profundos que poderiam parar ou até mesmo reverter todo o progresso que a humanidade fez até agora contra a pobreza e a fome. É isso o que diz o último relatório das Nações Unidas.
De acordo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, realizado ontem, apesar dos esforços crescentes de muitos governos para combater o problema, a situação global está se tornando mais aguda conforme os países em desenvolvimento se juntam ao Ocidente na contramão, queimando enormes quantidades de combustíveis fósseis.

Mas qual seriam as consequências?

Bem trágicas, na verdade.
Segundo o grupo de cientistas e outros especialistas que participaram do encontro, se a redução nas emissões de gases estufa não acontecer muito em breve, poderíamos passar por mudanças que ameaçariam a sociedade com a escassez de alimentos, crises de refugiados, inundação de grandes cidades e algumas nações inteiras, extinção em massa de plantas e animais e um clima tão drasticamente alterado que poderia ser perigoso para as pessoas trabalhar ou simplesmente ficar ao ar livre durante as épocas mais quentes do ano.
O novo relatório da ONU deixa bem claro que a “continuação na emissão de gases estufa implica em mais aquecimento e mudanças de longa duração em todos os componentes do sistema climático, aumentando a probabilidade de impactos severos, invasivos e irreversíveis para as pessoas e os ecossistemas”.

Qual é a novidade?

Se você não mora em uma caverna, provavelmente já ouviu falar em todas essas coisas e consequências terríveis. Então o que mudou nesse novo relatório da ONU?
Bom, se isso sempre foi falado e nenhuma medida realmente eficiente foi tomada, você já pode imaginar que o cenário está ficando cada vez mais complicado. Para expressar a gravidade da situação, o relatório usa um tom alarmante nunca antes usado. Durante o painel, os especialistas, mais do que das outras vezes, fizeram questão de deixar bem claro o quanto a sociedade está em perigo se uma política séria de controle do agravamento do aquecimento global não for colocada em prática imediatamente.

Ações

Isso exigiria deixar a grande maioria das reservas mundiais de combustíveis fósseis no solo ou, uma alternativa, investir no desenvolvimento de métodos para capturar e enterrar as emissões resultantes da sua utilização, disse o grupo.
Se os governos se comprometerem a atender suas próprias metas de limitar o aquecimento do planeta a não mais de 2 graus Celsius, devem restringir as emissões provenientes de combustíveis fósseis adicionais para queima de cerca de 1 trilhão de toneladas de dióxido de carbono, disse o painel. Se seguirmos nas taxas de crescimento atuais, esse orçamento é susceptível de ser esgotado em algo em torno de 30 anos, possivelmente antes.
No entanto, as empresas de energia têm preservado reservas de carvão e de petróleo equivalentes a várias vezes esse valor, e eles estão gastando cerca de US$ 600 bilhões por ano para encontrar mais. Nesse mesmo barco, então as empresas de petróleo que continuam construindo usinas e refinarias de energia movidas a carvão, e os governos que estão gastando mais US$ 600.000.000.000 (desse jeito os zeros vão entrar em extinção também) ou subsidiando diretamente o consumo de combustíveis fósseis.
Por outro lado, como o relatório também constatou, menos de US$ 400 bilhões por ano estão sendo gastos em todo o mundo para reduzir as emissões ou com alternativas de outras formas de lidar com essa tão temida (e real) mudança climática. Essa é uma pequena fração da receita gasta em combustíveis fósseis – e é menor, por exemplo, do que a receita de uma única empresa petrolífera como americana ExxonMobil.

Parece que não estamos remando para o lado certo

“A ciência tem falado e não há ambiguidade em sua mensagem”, disse Ban Ki-moon, secretário geral das Nações Unidas. “Os líderes devem agir. O tempo não está do nosso lado”, completou.
No entanto, não houve nenhum sinal de que os líderes nacionais estejam dispostos a discutir a atribuição do orçamento de emissões de trilhões de toneladas entre os países. Aliás, muito pelo contrário. Eles estão se movendo em direção a um acordo relativamente fraco que seria, essencialmente, deixar que cada país decida por si próprio o quanto de esforço deve colocar em limitar o agravamento do aquecimento global – e mesmo esse documento, que mais parece uma piada, não entraria em vigor até 2020.
“Se optarem por não falar sobre o orçamento de carbono, eles estarão optando por não resolver o problema da mudança climática”, disse Myles R. Allen, cientista do clima na Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, que ajudou a escrever o novo relatório. “Eles também não podem não se incomodar e virar as costas para essas reuniões”, alerta.

O que é o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima?

O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima é um órgão científico designado pelos governos do mundo para aconselhá-los sobre as causas e efeitos do aquecimento global, bem como as possíveis soluções para esse problema que já deixou de ser eminente para ser uma realidade. O grupo, juntamente com Al Gore, foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 2007 por seus esforços para chamar a atenção para a crise climática que o nosso planeta enfrenta agora – e que promete ficar muito pior daqui para frente.
O novo relatório é uma sinopse de 175 páginas de uma série de reportagens realizadas durante o ano passado. Ele representa a etapa final de um esforço de cinco anos para analisar um vasto arquivo de pesquisas climáticas até então publicadas.
Esse também é o quinto relatório do grupo desde 1990. E cada um deles tem uma característica em comum muito forte: todos dão uma certeza cada vez maior de que o clima está cada vez mais quente e que as atividades humanas são a principal causa dessa mudança.
“A influência humana foi detectada no aquecimento da atmosfera e do oceano, em mudanças no ciclo global da água, em reduções de neve e gelo, e em elevação global do nível médio do mar; e é extremamente provável que também tenha sido a causa dominante do aquecimento observado desde meados do século 20″, disse o relatório.

A mudança climática não é mais uma ameaça distante

Há alguns anos, isso era verdade. E ao ouvirmos falar do agravamento do aquecimento global, o tom era sempre de algo apocalíptico para um futuro muito distante. Mas, como bem diz a música de fim de ano da Rede Globo, o futuro já começou. O único detalhe é que não tem festa nenhuma acontecendo. Muito pelo contrário. A mudança climática já está sendo sentida em todo o mundo. “É aqui e agora”, lamenta Rajendra K. Pachauri, presidente do painel.

Repercussões

Em Washington, o governo Obama saudou o relatório, com o assessor científico do presidente, John P. Holdren, chamando-o de “mais um despertar para a comunidade global de que devemos agir em conjunto com rapidez e de forma agressiva a fim de conter as mudanças climáticas e evitar seus piores impactos”.
A administração está pressionando por novos limites para as emissões das usinas de energia norte-americanas, mas enfrenta forte resistência no Congresso e alguns estados.
Michael Oppenheimer, cientista climático da Universidade de Princeton e um dos principais autores do novo relatório, disse que a continuação da paralisia política nas emissões deixaria a sociedade dependendo da sorte para sobreviver. Não nos parece bom.
“Temos visto muitos governos atrasarem e demorarem na implementação de cortes de emissões abrangentes”, disse Oppenheimer. Assim, a necessidade de sorte paira cada vez mais sobre nossas cabeças. Ele completa sua declaração dizendo que acha um pouco delicado colocar o futuro do planeta nas mãos do destino. Especialmente porque temos atitudes de podem ser tomadas.
É difícil de discordar dele. Alguém se arriscaria?
Fonte: hypescience

A maioria dos países tem chances de sobreviver a uma mudança climática

mudança climática países

ONU (Organização das Nações Unidas) já avisou e a gente vive falando aqui também: quando o assunto é meio ambiente, as perspectivas para o nosso planeta não são nada boas. As 4 maneiras pelas quais a mudança climática está criando um filme (real) de terror são só o começo de uma grande sequência de tragédias.
Mas, para variar um pouco, hoje trazemos uma boa notícia: a maioria dos países tem chances de sobreviver a essa cada vez mais provável mudança climática.

Quem pode sobreviver a uma mudança climática?

O mapa abaixo mostra quem são os países mais ameaçados pelas mudanças climáticas, bem como os países com maior probabilidade de sobreviver a ela. Ele foi feito com base em dados divulgados pelo ND-Gain Index, um projeto da Universidade de Notre Dame que mede e classifica a vulnerabilidade e prontidão de um país para se adaptar às mudanças climáticas.
Como você pode imaginar, muito dessa “vulnerabilidade” tem a ver com poder econômico. Então não é de se estranhar que os países considerados mais vulneráveis estão na África e na Ásia.
O mapa também mostra que os países do Ocidente, que são sem dúvida os mais responsáveis por causar a mudança climática, são menos vulneráveis e mais bem preparados, o que faz com que sejam mais propensos a sobreviver aos graves impactos da mudança climática.
O mapa abaixo mostra os países ameaçados em uma escala que vai de vermelho escuro a verde escuro. Os em vermelho escuro são os mais ameaçados, enquanto que os em verde escuro são os que podem dormir mais tranquilos. Clique nele para baixá-lo em alta resolução.
mudanca climatica mapa

O que isso tudo significa?

Que os impactos da mudança climática nem vão ser tão ruins assim?
Não.
A mudança climática é descrita como um dos maiores desafios do nosso tempo. Os impactos da mudança de temperatura são destrutivos e cruéis, especialmente se pensarmos que uma chuva cada vez mais ácida afetará a agricultura de todos os países. Esses efeitos evidenciam uma necessidade das nações tecnologicamente mais avançadas em ajudar os países menos desenvolvidos.
Em última análise, não haverá vencedores dos efeitos das mudanças climáticas. Todos os países serão afetados de alguma forma. O quanto depende das decisões tomadas pelos líderes de cada governo
Fonte: hypescience

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Professores pernambucanos criam técnica para economizar energia

Três professores e funcionários do Serpro desenvolvem sistema que ajusta a luz de acordo com a quantidade de pessoas no ambiente

Professor da Faculdade Guararapes, Cláudio Silva  criou software que permite o uso racional de produtos / Ricardo B.Labastier/JC Imagem

Professor da Faculdade Guararapes, Cláudio Silva criou software que permite o uso racional de produtos

Ricardo B.Labastier/JC Imagem


Os pesquisadores Cláudio Silva, João Bosco Teixeira e Pedro França construíram um sistema que pode resultar numa economia de 22% de energia elétrica, usando softwares e hardwares livres. Eles se basearam no arduino, uma plataforma de prototipagem eletrônica de hardware livre e de placa única que permite o desenvolvimento de protótipos sem um engenheiro eletrônico.
 “Isso foi só para incentivar os estudantes a criarem novidades que podem ser inseridas nesse ambiente a um custo mais baixo, porque não paga royalties nem licenças”, comenta o engenheiro Claudio Silva, também professor da Faculdade Guararapes.
O sistema projetado pelos três pesquisadores usa uma tecnologia de rádio frequência no crachá das pessoas e isso faz uma comunicação entre os computadores, impressoras e lâmpadas que estão num ambiente. Quando as pessoas se ausentam, os eletrodomésticos e lâmpadas se apagam. Eles fizeram um teste numa sala com 13 funcionários do Serpro. “O teste resultou numa economia de 22% no uso de energia”, conta.
Os três pesquisadores são funcionários do Serpro no Recife e dois deles também ensinam na Faculdade Guararapes.
Em novembro último, os autores do projeto foram premiados pela elaboração do projeto no Congresso Serpro de Tecnologia e Gestão Aplicadas à Serviços Públicos (Conserpro) conquistando o primeiro lugar no tema do Concurso de Trabalhos e também a categoria melhor inovação tecnológica. Os pesquisadores dedicaram dois anos desenvolvendo a pesquisa e gastaram cerca de R$ 4 mil em materiais utilizados para fazer o projeto.
O projeto foi batizado com o nome de green já que reduz o impacto que o uso de recursos naturais está causando no meio ambiente. “Pesquisas como essas levamos à sala de aula para incentivar o aluno a desenvolver novas soluções”, adiantou o professor da FG e autor do sistema, Cláudio Silva.
Além de economizar energia, a intenção é facilitar a execução de algumas tarefas como, por exemplo, ligar e desligar o computador e alterar o sistema de iluminação do ambiente de acordo com a quantidade de pessoas que estão naquele local.
Até agora, os pesquisadores não têm a intenção de comercializar o Green e nem vão pedir patente do invento. “Usamos hardware e software livres e a invenção está num sistema público e pode ser desenvolvido por quem se interessar”, afirma Cláudio. O estudo pode ser acessado no www.anaisdoconserpro. serpro.gov.br no evento referente a 2013. “O Serpro pode até criar um produto com esse sistema e vender aos órgãos do governo”, argumenta Cláudio. Os órgãos públicos são grandes consumidores de energia.
Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2015/01/11/professores-pernambucanos-criam-tecnica-para-economizar-energia-163654.php

Manaus é sede do Fórum Social Mundial da Biodiversidade 2015

 Evento, que ocorre de 26 a 30 de janeiro, em Manaus/AM, vai debater 

questões relacionadas ao clima, agroecologia, meio ambiente, mercado 

de trabalho, biodiversidade e água.

Na última quarta-feira, 07/01, ocorreu o Lançamento do Fórum Social Mundial da Biodiversidade na Assembleia Legislativa do Amazonas – FSMBIO 2015. O evento tem como foco a reflexão sobre o clima, agroecologia, meio ambiente, mercado de trabalho, biodiversidade e água. O Brasil através de seus movimentos sociais tem sido palco destes debates e mobilizações, sendo a etapa Manaus preparatória ao Fórum Social Mundial na Tunísia em março de 2015 e o próximo COP na França em dezembro de 2015.
O evento contou com a participação de militantes da causa ambiental, pesquisadores, professores e estudantes. “A participação neste Fórum trás um olhar significativo para a Amazônia, para Manaus e nós estudantes que estamos em constante debate nas Universidades devemos nos dispor a construir juntos/as as políticas públicas necessárias com ações transformadoras para o novo mundo possível”, afirmou Samara Daniele, Diretora de Meio Ambiente da União Estadual dos Estudantes – UEE/AM.
O evento que teve seu lançamento oficial nesta quarta-feira (07/01) na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, ocorrerá nos dias 26 a 30 de janeiro em Manaus -AM. A abertura no dia 26 será às 19h (Manaus) no Auditório do Parque do Mindú.
As inscrições estão divididas em três categorias: pessoas físicas no valor de R$ 10,00, movimento e instituições locais no valor de R$100,00, movimentos e instituições nacional no valor de R$ 150,00 e movimentos e instituições internacionais no valor de R$200,00. O depósito deve ser realizado na conta Banco do Brasil, Agência 1249-1, conta corrente 048.338-9.
Conheça um pouco mais sobre o FSMBIO
O Fórum Social Mundial da Biodiversidade – Manaus 2015 é um espaço aberto de encontro para a reflexão, do debate democrático de ideais, a formulação de propostas, troca de experiências e da articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade empenhadas na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra.
O encontro articula demandas dos movimentos sociais com foco nas seguintes ações 1- Mudanças Climáticas e Direitos Humanos; 2 – Bacias Hidrográficas como base de planejamento; 3 – Agroecologia; Segurança e Soberania Alimentar; 4 – Biodiversidade; Bioética e o outro mundo possível 5 – Trabalho Decente e Transição Justa: Meio Ambiente sob a perspectiva sindical.
O Fórum estimula as entidades e movimentos que dele participam a situar suas ações, do nível local ao nacional e buscando uma participação ativa nas instâncias internacionais, como questões de cidadania planetária, introduzindo na agenda global as práticas transformadoras que estejam experimentando na construção de um mundo novo solidário.
O Brasil através de seus movimentos sociais tem sido palco destes debates e mobilizações. Sendo a etapa Manaus preparatória ao FSM da Tunísia em março de 2015 e o próximo COP na França em dezembro de 2015.
FSMB - EcoAgência
Fonte: http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id=VZlSXRVVONlUspFVT1WNXJFbKVVVB1TP