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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Países se reúnem para impulsionar acordo sobre clima

Mais de 190 países se reunirão a partir de segunda para lançar as bases para um acordo em 2015 que tentará conter as mudanças climáticas

Fumaça sai de uma usina na Alemanha
Fumaça sai de uma usina na Alemanha: ambição é ter sucesso no grande encontro climático previsto para Paris em menos de dois anos

Paris - Lançar as bases para um acordo em 2015 que tentará conter as mudanças climáticas: mais de 190 países se reunirão a partir de segunda-feira em Varsóvia, sob a égide da ONU, para atender a essa enorme desafio e lançar dois anos de negociações que se anunciam difíceis.
A ambição é ter sucesso no grande encontro climático previsto para Paris em menos de dois anos, onde Copenhague fracassou em 2009: selar um acordo sobre uma redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE) suficiente para limitar o aquecimento global a 2°C em relação à era pré-industrial.
"É agora que devemos agir contra as mudanças climáticas, e Varsóvia tem que mostrar que compreendemos esta mensagem", declarou recentemente a responsável pelas questões climáticas na ONU, Christiana Figueres.
O mercúrio já aumentou em 0,8°C em um século e poderia chegar a cerca de 5°C até 2100 se o mundo não realizar uma transição energética urgente, lembrou, em setembro, especialistas em clima do IPCC.
No entanto, as emissões de gases do efeito estufa continuam a crescer, e mais uma má notícia: o carvão - o combustível fóssil mais poluentes - deve se tornar em 2020 a primeira fonte de energia da economia mundial devido à apetite dos principais emergentes.
Portanto, o cálculo é simples. Para conter o aquecimento global a 2°C, será necessário que as emissões de GEE em 2020 permanecem em até 44 Gt contra cerca de 50 Gt por ano atualmente, e, em seguida, seja reduzido pela metade, até 2050, indicou nesta semana o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP).
O que está em jogo nestas negociações é dividir o esforço entre os grandes poluidores como a China (23% das emissões globais de GEE), os Estados Unidos (15%), a União Europeia (11%), a Índia e Rússia (5%).
Fonte: Exame.com

Novo perfil de emissões do Brasil de gases de efeito estufa

De acordo com o documento, o Brasil aumentou em 7% suas emissões brutas de GEE, entre 1990 e 2012 – no mesmo período, as emissões globais cresceram 37%

Trânsito em São Paulo: faixa de ônibus na Avenida 23 de Maio
Trânsito em São Paulo: o caso mais preocupante é o do setor de Energia, onde as emissões cresceram 126%; para especialista, principal responsável é o setor de Transporte

O Observatório do Clima lançou nesta quinta-feira, 07/11, em São Paulo, o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) e, com ele, relatório que traz o panorama das emissões brasileiras entre 1990 e 2012. Afinal, quando o assunto é a liberação de gases causadores do efeito estufa na atmosfera, como o Brasil está se saindo?
De acordo com o documento, o Brasil aumentou em 7% suas emissões brutas de GEE, entre 1990 e 2012 – no mesmo período, as emissões globais cresceram 37%. Em 2012, o país emitiu 1,48 bilhão t CO2e – contra 1,38 bilhão t CO2e, em 1990 –, sendo considerado, atualmente, a sétima nação mais emissora do mundo, responsável por 2,8% da liberação global de gases poluentes na atmosfera.
Mas as emissões brasileiras nesse período de 22 anos não foram lineares. “Entre 1990 e 2012, tivemos três grandes períodos diferentes:
- o primeiro, nos 14 primeiros anos (1990-2004), quando as emissões apresentaram total tendência de crescimento, com um pico em 1994 causado pelo desmatamento na Amazônia;
- o segundo, entre 2005 e 2009, quando houve uma queda importante no desmatamento da Amazônia e
- o terceiro, de 2009 a 2012, quando pudemos enxergar melhor a tendência de crescimento de emissões em todos os setores, exceto Mudanças de Uso da Terra, por conta do combate ao desmatamento”, explica Tasso Azevedo, coordenador de desenvolvimento do SEEG e conselheiro do Planeta Sustentável.
As estimativas do SEEG deixam claro que, apesar de ainda ser a principal fonte de emissão do Brasil (32,1%), o setor de Mudanças de Uso da Terra foi o único que reduziu suas emissões nas últimas duas décadas. Entre 1990 e 2012, houve queda de 35%, enquanto os outros setores apresentaram tendência de aumento.
O caso mais preocupante é o do setor de Energia, onde as emissões cresceram 126%. “O principal responsável por esse aumento expressivo no setor energético é o Transporte, que teve aumento de 143% nas suas emissões, entre 1990 e 2012, sobretudo por conta do uso da gasolina”, conta o especialista.
Segundo ele, apenas entre 2009 e 2012, o consumo de álcool no Brasil caiu 30% e o de gasolina subiu 34%. O principal responsável? “A política nacional de subsídio à gasolina”, garante Tasso. E mais: no mesmo período, as emissões provenientes do uso de gás natural e óleo diesel – outros dois combustíveis fósseis muito populares no país – cresceram, respectivamente, 64% e 23%.
O problema, claro, se reflete na matriz energética do país, que está cada vez mais suja. “De 2009 a 2012, a porção renovável da nossa matriz caiu de 45% para 42,3%, quando na verdade deveria subir, já que foi em 2009 que o governo brasileiro apresentou sua meta de redução de emissões”, afirma Tasso, que garante que o setor de Energia é, atualmente, o que apresenta mais desafios e oportunidades para o Brasil.
Fonte: Exame.com

Observatório lança sistema que estima emissões do país

Desenvolvida entre julho e novembro de 2013, a ferramenta apresenta, ano a ano, as estimativas de emissões brasileiras de forma consistente e acessível

Uma usina movida a carvão libera fumaça, a sudoeste de Pittsburgh, no estado americano da Pensilvânia, em 24 de setembro de 2013
Usina libera fumaça: além de dados atualizados, o SEEG pretende produzir informação acessível a todos os públicos


O Observatório do Clima lançou nesta quinta-feira, 07/11, em São Paulo, o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Trata-se de ferramenta inédita, desenvolvida para calcular anualmente as emissões brasileiras e identificar sua origem.
“É uma iniciativa pioneira. Não há nenhuma outra ferramenta desse tipo desenvolvida pela sociedade civil, com este grau de detalhe, para estimar as emissões de gases de efeito estufa”, conta Tasso Azevedo, coordenador de desenvolvimento do SEEG e consultor do Blog do Clima, do Planeta Sustentável.
Desenvolvida entre julho e novembro de 2013, a ferramenta apresenta, ano a ano, as estimativas de emissões brasileiras de forma consistente e acessível. “No Brasil, já existem dados oficiais a respeito do assunto, mas demoram tanto para ser publicados que se tornam defasados. Em julho desse ano, por exemplo, o governo apresentou as estimativas referentes às emissões até 2010. Nesse ritmo, fica difícil desenvolver políticas públicas eficazes, que reajam ao problema a tempo”, explica Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Além de dados atualizados, o SEEG pretende produzir informação acessível a todos os públicos. Na plataforma online do sistema, os internautas podem acessar, de forma simples, todo o conteúdo produzido pela equipe do SEEG. Eles ainda têm a oportunidade de fazer os recortes que quiserem. “Por exemplo, é possível enxergar, dentro das emissões provenientes das atividades agropecuárias, qual a contribuição do gado de leite para qualquer período entre 1990 e 2012. O internauta pode escolher a área que quer pesquisar e em que intervalo de tempo”, afirma Tasso Azevedo.
A expectativa é de que o SEEG leve conhecimento técnico aos diferentes grupos da sociedade civil, incentivando-os a contribuir para a criação de políticas que visem a redução das emissões brasileiras e a inserção do tema mudanças climáticas nas políticas de desenvolvimento do país.
“Hoje, no Brasil, não vemos nenhuma decisão política vinculada à economia de baixo carbono, porque as mudanças climáticas ainda não são vistas como desafio estratégico para o nosso desenvolvimento. Isso precisa mudar”, diz Carlos Rittl, que completa: “Espero que os dados do SEEG gerem análises ricas para promover essa mudança no Brasil”.
Durante o evento de lançamento do SEEG, que acontece o dia todo, ainda será apresentado o documento Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Brasil 2012, que reúne dados a respeito da liberação de poluentes no país entre 1990 e 2012.
Fonte: Exame.com

Brasil quer antecipar reduções de CO2

Os quase 200 países membros da Convenção do Clima da ONU têm de chegar a um acordo até 2015 sobre um novo pacto de redução das emissões

Subscretário geral de Meio Ambiente, José Antonio Marcondes de Carvalho, na COP-19
José Antonio Marcondes de Carvalho: "o risco é não se levar em conta a atual situação de concentração de gases de efeito estufa e ficarmos esperando o ano de 2020", disse

Varsóvia - Uma nova rodada de negociações para a definição de um acordo climático global começa nesta segunda-feira, 11, em Varsóvia, Polônia, com a missão de tentar antecipar para o quanto antes ações ambiciosas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Ao menos essa é a expectativa da delegação brasileira, que chega com uma proposta de se criar um estímulo para isso.
Pelo cronograma estabelecido nas reuniões anteriores - as chamadas conferências do clima, ou COPs -, os quase 200 países membros da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC, em inglês) têm de chegar a um acordo até 2015 sobre um novo pacto de redução das emissões que seja válido para todas as nações e entre em vigor em 2020.
Até lá, o combate ao aquecimento global fica a cargo de metas voluntárias de alguns países e dos compromissos com o Protocolo de Kyoto (acordo válido apenas para as nações ricas, que expira em 2020).
Esses planos de redução, porém, estão muito aquém do necessário, como mostrou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) na semana passada.
O Relatório sobre a Lacuna de Emissões apontou que, mesmo que todos sejam cumpridos, a quantidade de CO2-equivalente lançada na atmosfera em 2020 deverá ficar 8 a 12 bilhões de toneladas acima do limite projetado como necessário para manter o aquecimento do planeta dentro de um limite de 2°C até 2100.
Proposta. Em entrevista à reportagem, o novo negociador-chefe da delegação brasileira, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho, disse que vai apresentar uma proposta de estímulo para que se eleve essas metas até o final da década.
"O risco é não se levar em conta a atual situação de concentração de gases de efeito estufa e ficarmos esperando o ano de 2020", disse.
Fonte: Exame.com

sábado, 2 de novembro de 2013

Compesa vai multar estabelecimentos sem caixa de gordura


A problemática da caixa de gordura entupindo a rede de esgoto foi transformada em um programa, chamado de Caixa Limpa, pela Companhia Pernambucana de Saneamento. A concessionária vai percorrer os estabelecimentos autuando e multando quem não se adequar.

Os transtornos e os danos causados às tubulações de esgoto gerados pelo excesso de gordura  ficaram mais evidentes nos primeiros 100 dias do Programa Cidade Saneada. Agora, com o apoio do parceiro privado, a Foz, a Compesa tem mais estrutura para fiscalizar, autuar e multar os estabelecimentos que não estejam cumprindo os Decretos 18.251 (21/12/1994) e 33.354 (29/04/2009) e a Resolução nº 04 da ARPE, que normatizam essa questão.

A responsabilidade da construção e manutenção do equipamento é do proprietário do estabelecimento. Compete à Compesa fornecer o suporte técnico necessário para que os imóveis possam se adequar às exigências dos decretos. A partir da constatação de um desses problemas, o proprietário será autuado e terá um prazo de 10 dias para apresentar a sua defesa. Após esse período,se as questões não forem resolvidas, a Compesa aplicará uma multa no valor correspondente a duas  faturas. Se o proprietário insistir na irregularidade, os valores serão cobrados em dobro. O proprietário precisa manter a caixa de gordura limpa, ação que impede o entupimento das redes de esgoto. 

Um trabalho de conscientização da população também está sendo realizado  pela Compesa em parceria com a Foz nas comunidades. 

Mais informações sobre a caixa de gordura estão disponíveis no site do Programa Cidade Saneada: www.cidadesaneada.com.br
Fonte: Diário Pernanbucano.com.br