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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A partir desse mês, estamos oficialmente consumindo mais do que a Terra pode repor

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Dia 20 de agosto foi o Earth Overshoot Day (“O Dia da Terra Superada”, em tradução aproximada), o dia em que passamos a operar no vermelho – logo, nós não temos razões para festejar.
Isso porque o Earth Overshoot Day marca o dia do ano em que consumimos recursos naturais a uma taxa além do que nosso planeta pode repor (na mesma época, ou seja, um ano). Os humanos, agora, oficialmente produzem mais lixo do que pode ser reabsorvido, segundo a Global Footprint Network, uma organização não governamental com sede nos Estados Unidos, Suíça e Bélgica.
O feriado foi originalmente concebida por Andrew Simms, da organização New Economics Foundation, Reino Unido. Este ano, cai no dia 20 de agosto, dois dias (ou três, dependendo dos cálculos) mais cedo do que ocorreu no ano passado, seguindo uma tendência relativamente estável desde 2001: queda de cerca de três dias mais cedo a cada ano. O primeiro entrou em em 1970, naquele ano, Earth Overshoot Day caiu no dia 29 de dezembro.
A causa para o nosso consumo insustentável é multifacetada. Nós temos uma população em crescimento (hoje em mais de 7,1 bilhões, de acordo com o World Popular Clock, e um ganho líquido é uma pessoa a cada 13 segundos), com a crescente demanda por produtos e serviços que geram mais resíduos e usam mais recursos. Na nossa atual taxa de consumo global e de produção de resíduos, o nível de recursos necessários para apoiar-nos é cerca de 1,5 Terras. A Global Footprint Network estima que estamos no caminho certo para a necessidade de duas Terras, antes de chegar ao meio do século.
Hoje, de acordo com a Global Footprint Network, mais de 80% da população mundial vive em países que usam mais do que os seus ecossistemas podem renovar. Alguns dos criminosos maiores: Japão consome 7,1 de seus recursos; Itália 4, e Egito, 2,4. Na parte ecológica, a China é a maior esgotadora (seriam necessárias 2,5 Chinas para acomodar sua população), embora sua renda per capita seja menor do que muitos países europeus e norte-americanos.
Para calcular essa data, a Global Footprint Network descobre quantos dias de um determinado ano a biocapacidade da Terra pode fornecer para o impacto ecológico total. Assim, o cálculo é uma razão entre a biocapacidade mundial e o conjunto de impactos de ecológicos (ou pegada ecológica) no planeta por ano. A organização calcula a biocapacidade olhando para a quantidade de área produtiva (terra e mar) disponível para fornecer recursos e absorver os resíduos de acordo com as limitações da tecnologia atual e as práticas de gestão. Um país tem uma reserva ecológica se a sua pegada é menor do que sua biocapacidade; da mesma forma, se a sua pegada ultrapassa sua biocapacidade, ele é um devedor ecológico.
Global Footprint Network observa que a data é uma aproximação. Sua precisão é limitada por conjuntos de dados nacionais agregados, mas ainda assim mostra que os seres humanos estão usando a Terra a uma taxa que é insustentável.[popsci]
Fonte: hypescience

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Centro de Experimentos Florestais inaugura Jardim Sensorial em Itu

Espaço visa estimular o equilíbrio e a percepção.
Foto
Com os olhos vendados, os participantes interagem com 30 espécies de vegetação

O Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin, em Itu, inaugurou no dia 20 de agosto seu Jardim Sensorial, cuja proposta é estimular o equilíbrio, a percepção e o desenvolvimento físico e mental dos participantes no contato com diferentes plantas.
Com os olhos vendados, os participantes interagem com 30 espécies de vegetação, estimulando sentidos como tato, olfato e paladar. A estrutura faz parte do projeto “Aprendendo com a Mata Atlântica”, iniciativa que visa sensibilizar estudantes e demais visitantes por meio de atividades lúdicas relacionadas à questão ambiental.

“Escolhemos espécies como óregano, manjericão, lavanda e boldo, que fazem parte do dia a dia das pessoas. Assim, incentivamos que os participantes identifiquem as plantas fazendo relações com seu cotidiano. É comum ouvirmos das crianças, por exemplo, frases como ‘isto tem cheiro de pizza‘ ou ‘este me lembra minha avó‘“, observa Kelly De Marchi, educadora ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.
Apesar do foco bastante direcionado a atividades com estudantes, qualquer pessoa pode participar da iniciativa, que conta também com estrutura para receber pessoas com deficiência, como placas em braille com informações sobre as plantas.

Educação Ambiental – Projeto Aprendendo com a Mata Atlântica
O projeto Aprendendo com a Mata Atlântica, desenvolvido pela SOS Mata Atlântica e patrocinado pela Brasil Kirin, no Centro de Experimentos Florestais, realiza ações de sensibilização ambiental desde 2010 e já recebeu mais de 16 mil visitantes.
Além de integrar estudantes, visitantes e a comunidade da região de Itu com as atividades realizadas pelo Centro de Experimentos Florestais, a iniciativa busca destacar a importância da Mata Atlântica para a vida de todos, informando que os visitantes moram em regiões que fazem parte dessa floresta.
A visita dura três horas e é composta por uma sequência de atividades interativas. Primeiramente, os participantes conhecem o Centro de Interpretação, onde são estimulados a entender a importância da relação entre ambiente urbano e floresta, podendo assim, contribuir para o desenvolvimento sustentável de ambos os espaços. Depois, participam de uma trilha na Mata Atlântica, ação que usa a metodologia de “vivências na natureza“ para despertar os sentidos, dando a sensação de envolvimento maior com a floresta. Os visitantes também conhecem a infraestrutura do viveiro de mudas nativas da Mata Atlântica e, a partir de agora, contam também com a atividade do Jardim Sensorial.
O número mínimo de visitantes por grupo é de 20 pessoas. As inscrições podem ser feitas com agendamento prévio pelo tel. (11) 4013-4598 ou pelo e-mail restauracao.educacao@sosma.org.br. O projeto oferece lanche aos participantes. Para as escolas públicas de Itu e Salto, também é oferecido transporte. A participação é gratuita.
Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin
Instalado em uma antiga fazenda da Brasil Kirin desde 2007, o Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin é referência em trabalhos de restauração, pesquisa e fomento florestal.
A entidade possui diversos projetos, um deles é o Aprendendo com a Mata Atlântica, que tem como objetivo integrar a comunidade do entorno às atividades realizadas no Centro e sensibilizar o público em geral. Outro é o Clickarvore, que identifica áreas de conservação e mobiliza internautas para doação de árvores.
No Centro, a Fundação SOS Mata Atlântica também desenvolve mais projetos, como o Florestas do Futuro e Porteira Aberta, que buscam conscientizar a população sobre a importância do bioma por meio de visitas monitoradas realizadas gratuitamente.
O Centro de Experimentos abriga um viveiro, com capacidade de produção de 700 mil mudas por ano. Até 2012, o viveiro produziu 1,9 milhão de mudas nativas de Mata Atlântica. As mudas foram destinadas à restauração ambiental da própria fazenda, e de áreas públicas e privadas em diversos municípios paulistas, totalizando mais de 700 hectares.
Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica
Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência.
Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.
A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. 
Fonte: itu.com.br

Rio-2016 lança programa de sustentabilidade

Programa estabelece os fundamentos relativos à sustentabilidade no planejamento e também durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Vista do Pão de Açúcar, no Rio: na preparação para a Olimpíada, a cidade receberá cerca de 40 bilhões de reais em investimentos até 2016
Vista do Pão de Açúcar, no Rio: comitê organizador lançou o Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos do Rio/2016

Rio - O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos lançou nesta segunda-feira o seu Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos do Rio/2016. O programa, elaborado de forma conjunta pelas esferas federal, estadual e municipal de poder, estabelece os fundamentos relativos à sustentabilidade no planejamento e também durante os Jogos.

"Nosso objetivo é integrar a sustentabilidade a todo processo de organização, reduzindo o impacto dos Jogos e deixando um exemplo de boas práticas para toda a sociedade", afirmou o presidente do Rio/2016, Carlos Nuzman.
O Plano de Gestão da Sustentabilidade firmou cooperação técnica com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que prevê, entre outras atividades, uma avaliação do plano e a mediação do diálogo entre o Rio/2016 e a sociedade civil sobre sustentabilidade.
O programa de sustentabilidade terá uma submarca, a "Abraça Rio 2016", que será utilizada em todas a comunicação dos Jogos que estiver relacionada ao tema. A submarca leva a cor azul e é inspirada na identidade visual Rio 2016, com o objetivo de promover comportamentos responsáveis.
Fonte: Exame.com

domingo, 18 de agosto de 2013

Tapetes do futuro: orgânicos e ecologicamente corretos

Quando os tapetes ficam velhos, as pessoas costumam jogá-los fora. E eles dificilmente são reciclados – na maioria das vezes acabam simplesmente queimados. Mas isso pode mudar em breve, com a fabricação de tapetes totalmente orgânicos.
Uma equipe de cientistas conseguiu criar tapetes de lã compostos apenas de materiais naturais que podem ser processados depois que ficam gastos, podendo gerar novos e bonitos tapetes ou tendo novas utilidades, como fertilizantes na agricultura.
O novo projeto, financiado pelo governo holandês, chama-se Erutan. Se você ler a palavra ao contrário, vai perceber o termo “nature” se forma. E não é por menos, já que o tapete é uma iniciativa amiga da natureza.
No projeto, os pesquisadores substituíram todas as substâncias sintéticas e produtos químicos por materiais orgânicos, enzimas e polímeros. O resultado final é um tapete natural com a mesma flexibilidade e durabilidade do que qualquer outro feito de lã.
Apesar de tecidos feitos de lã e celulose serem biodegradáveis, os tapetes atuais também contém outro elemento que mantém as fibras unidas: o látex, responsável por fazer os tapetes acabarem em um forno.
Normalmente são necessários cerca de 1,2 quilos de látex por metro quadrado de tapete, e é praticamente impossível retirar o elemento depois para uma futura reciclagem. Mas os pesquisadores conseguiram substituir o látex por um adesivo orgânico.
Além disso, a limpeza da lã usada no tapete dispensa detergentes, sais, ou qualquer outro produto químico e precisa de menos água, por não conter látex. Os corantes usados na pigmentação dos tapetes são naturais e se fixam ao tapete a partir de uma tecnologia criada pelo grupo.
Quando os tapetes ficarem velhos, ao invés de incinerados, eles podem ser triturados e reutilizados. As empresas envolvidas no projeto Erutan estão preparadas para pagar as pessoas para entregarem seus antigos tapetes para elas, garantindo a reciclagem.
Muitas pessoas entregam seus tapetes para algumas empresas atualmente. Mas elas viram lixo industrial, já que queimam com facilidade. Ao invés disso, os tapetes podem ser reutilizados como matérias-primas em outros produtos. Bom para o consumidor e para o planeta.
http://hypescience.com/tapetes-do-futuro-organicos-e-ecologicamente-corretos/

Science Perda de biodiversidade é menos dramática do que se previa

Um estudo publicado, esta quinta-feira, na revista Science conclui que são exageradas as visões mais pessimistas sobre a biodiversidade, de que muitos animais serão extintos antes de serem sequer identificados.
Investigadores da Universidade de Griffith, em Brisbane, Austrália, dizem que estes temores são alimentados por uma série de ideias erradas, que vão desde as estimativas do número total de espécies, às previsões das taxas de extinção.
Num artigo intitulado ‘Podemos dar nome às espécies da Terra antes de elas se extinguirem’, os cientistas, liderados por Nigel Stork, concluem que não há provas de que as taxas de extinção sejam tão elevadas como se teme.
"Surpreendentemente, poucas espécies se extinguiram, de que tenhamos conhecimento. Claro que haverá algumas espécies que desapareceram sem terem sido registadas, mas pensamos que não sejam muitas", diz o investigador, vice-director da Escola de Ambiente da universidade de Griffith.
Nigel Stork diz que parte do problema é que existe uma ideia exagerada do número de animais existentes na Terra e, por isso, da dimensão da tarefa de catalogá-los.
"As estimativas modernas do número de espécies eucarióticas apontam para 100 milhões, mas nós estimamos que sejam cinco milhões (com uma margem de erro de três milhões a mais ou a menos)", disse.
Por outro lado, ao contrário do que se pensa, há mais cientistas do que nunca a trabalhar na tarefa de identificar espécies.
"Embora haja menos no mundo desenvolvido, onde os governos estão a reduzir o financiamento, nas nações em desenvolvimento o número de taxionomistas (cientistas que identificam espécies) está na verdade a aumentar, disse o autor, acrescentando que a nível global há hoje duas a três vezes mais cientistas a descrever espécies do que há 20 anos.
Ainda assim, Nigel Stork reconhece que a dimensão do desafio global de identificar as espécies existentes não deve ser subestimada.

Fonte:NM

Resíduos sólidos não aproveitados dão prejuízo de R$ 10 bilhões anuais ao país




O Brasil joga no lixo, a cada ano, cerca de R$ 10 bilhões por falta de reciclagem e destinação adequada de resíduos sólidos, e de uma política de logística reversa que gerencie o retorno de embalagens e outros materiais descartados de volta à indústria. É esta realidade que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) pretende transformar com a implantação, em todo o país, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tema de oficina realizada no início da tarde desta quinta-feira, 30/1, último dia do II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Dentro da PNRS, a meta do governo federal é eliminar os lixões de todos os municípios brasileiros até o final de 2014, explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Pedro Wilson Guimarães. Os governos estaduais e municipais deverão providenciar a substituição dos lixões por aterros sanitários, pois, a partir de 2014, a liberação de recursos da União estará condicionada à existência de planos estaduais e municipais de gestão de resíduos sólidos e de saneamento básico. De acordo com anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff, na segunda-feira, durante a abertura do encontro, os prefeitos terão, em 2013, R$ 35.5 bilhões para investir em obras de saneamento, pavimentação e mobilidade urbana selecionadas no final de 2012.

DESPERDÍCIO

“Os lixões são um problema sério que precisa ser enfrentado por todos os gestores”, disse o analista de Infraestrutura da SRHU, Eduardo Rocha Dias Santos. Ele afirmou que os prejuízos são enormes para o meio ambiente, com queda na qualidade de vida, no bem estar e na saúde pública, além de gerar desperdícios econômicos e impactos sociais significativos. A proposta é não gerar resíduos sólidos, mas reduzir, reutilizar e reciclar, tratando e dando destinação adequada.

Santos salientou que apenas a Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, não é suficiente para implantar o que se deseja. “Mas já é um começo”, admitiu. A lei define o compartilhamento de responsabilidades entre as três esferas de governo, o planejamento de ações de gestão e a implantação de infraestrutura adequada, priorizando-se a educação ambiental e a cobrança pela prestação desse serviço público com o objetivo de dar sustentação financeira à PNRS.

Fonte: Ministério do Ambiente

População de abelhas caiu um terço nos EUA

Quase um terço das abelhas de colônias espalhadas pelos Estados Unidos morreu durante o inverno 2012-2013, uma taxa de mortalidade que afeta a polinização das plantas com flores, e que pode estar atribuída ao uso de agrotóxicos. As conclusões fazem parte de uma pesquisa do Ministério de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Agência de Proteção do Meio Ambiente, que demonstram um aumento do problema nos últimos anos.
Segundo a pesquisa, a população de abelhas diminuiu 31,1% no inverno passado, 42% a mais do que no inverno anterior, quando 21,9% delas haviam desaparecido. O estudo é feito duas vezes ao ano desde 2007, junto aos apicultores.
A pesquisa, da qual participam as associações AIA (Inspetores Apícolas dos Estados Unidos) e Bee Informed Partnership, é feita com cerca de 6,2 mil apicultores dos EUA, o equivalente a 22,9% da produção total do país, de 2,6 milhões de colônias e abelhas.
Entre os consultados, 70% perceberam uma diminuição maior das colônias no último inverno. “É alarmante, tanto para os apicultores quanto para as nossas necessidades em polinização”, declarou Jeffery Pettis, que dirige o serviço de pesquisas agrícolas do USDA. “O preço para polinizar as culturas mais do que dobrou, o preço das abelhas está em claro aumento e se não pudermos tê-las, as colheitas vão sofrer.”
A Califórnia, o estado que mais depende das abelhas, é o que mais sofre com o problema e poderia enfrentar uma situação catastrófica no cultivo de amêndoas se uma nova perda de 30% da população acontecer. 
A causa deste aumento da mortalidade ainda não foi determinada, entre “doenças, fatores genéticos, uma má nutrição e a exposição aos pesticidas”. Na semana passada, estudos científicos demonstrando os efeitos dos agrotóxicos da família dos neonicotinoides levaram a Comissão Europeia a proibir o comércio três produtos fatais para as abelhas, por um período de dois anos, a contar de dezembro deste ano. A medida vale para a União Europeia.
A votação, alvo de polêmica e de lobby dos fabricantes dos pesticidas, foi apertada. A medida resultará na suspensão dos produtos clotianidina, imidacloprid e tiametoxam, presentes em pesticidas fabricados para quatro tipos de cultivos: milho, colza, girassol e algodão.
Fonte: rfi português

Meio Ambiente - Alto índice de reciclagem na Holanda pode ser exemplo para indústria paulista

A indústria paulista poderá seguir o exemplo da Holanda, que recicla 80% dos resíduos sólidos produzidos no país, para se adaptar à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010 e que deve ser implementada até 2014.

“Precisamos de tecnologia e também de logística reversa, que é a operação de trazer de volta esses itens para o processo produtivo. Como fazer isso? É melhor buscar com quem já aprendeu a fazer do que começar o processo do zero”, disse o diretor de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Eduardo San Martin, durante apresentação de dados sobre a política holandesa de gerenciamento de resíduos.

Ao apresentar os dados, Herman Huisman, coordenador da NL Agency, entidade responsável pelo processo na Holanda, disse que existem regras básicas que podem ser reproduzidas no Brasil, apesar das diferenças entre os países. “O primeiro passo seria deixar os aterros sanitários menos atrativos. Eles seriam usados somente para resíduos que resultarem do processo de reciclagem.”

Huismann considerou “bastante ambiciosa” a meta traçada pelo Política Nacional de Resíduos Sólidos, tendo em vista o curto tempo de adaptação. Ele chamou a atenção para a necessidade de criar mercados para os recicláveis, assim como programas de cooperação dentro do governo.

A ministra de Infraestrutura e Meio Ambiente da Holanda, Melanie Schultz, destacou a importância da aplicação da legislação e do desenvolvimento de projetos de educação ambiental para alcançar as metas propostas. “O Brasil experimentou um grande desenvolvimento nos últimos anos e agora reconhece a necessidade de uma legislação e de uma educação fundamentais para o desenvolvimento cultural e econômico do país”, disse ela.

As leis holandesas relacionadas ao tema foram aprovadas na década de 1970, em uma época de muita poluição e de problemas de saúde pública no país, como a cólera. Hoje, o volume de resíduos que segue para aterros fica entre 3% e 4%.

Fonte: Portal Bragança.com.br

Inventor faz resina antiferrugem com óleo de cozinha e lucra em PE

A ideia fixa de criar um produto sustentável e ao mesmo tempo lucrativo motivou o empreendedor pernambucano Luiz Cláudio Lima, 51, a pesquisar e testar o óleo de cozinha usado durante dez anos. A experiência resultou na invenção de uma resina antiferrugem para carros e na abertura da empresa Redlub, que fabrica e vende o produto.
O negócio que começou rendendo cerca de um salário mínimo hoje emprega quatro funcionários e fatura R$ 18 mil por mês. Mesmo assim, Lima ainda precisa dividir seu tempo entre a produção e a administração do negócio. Por dia, a Redlub produz cem litros da resina antiferrugem.

O produto desenvolvido pelo empresário é específico para o uso em automóveis. O antiferrugem é uma espécie de resina que atua contra a corrosão das partes de ferro. Ela é aplicada por meio de uma pistola de ar comprimido ou pincel diretamente nos chassis ou em outras peças do carro para evitar o desgaste e a oxidação.

O custo de produção da microempresa é reduzido. A principal matéria-prima, o óleo de cozinha usado, vem de coletas em restaurantes, hospitais, hotéis e outros estabelecimentos. Ao todo, são recolhidas cerca de 18 toneladas por mês do material, em aproximadamente 600 fornecedores nos Estados de Pernambuco e Alagoas.

Sem reciclagem, óleo iria para a rede de esgoto
·         O óleo de cozinha coletado em hotéis e restaurantes é reciclado
Segundo Lima, sem a reciclagem, o óleo de cozinha poderia ser despejado de forma inadequada e ir para redes de esgoto, poluindo a água e o solo. "As pessoas e as empresas precisam dar um destino correto ao óleo vegetal usado sem agredir o meio ambiente. Isso vai garantir uma qualidade de vida melhor para nossos netos e bisnetos no futuro", afirma.
De olho em novas oportunidades, o empreendedor relata que em Pernambuco há uma campanha da empresa de saneamento básico para que todas as casas tenham caixa de gordura instaladas.
Para aumentar sua rentabilidade, a partir de maio, Lima começará a oferecer o serviço de limpeza e desentupimento destas caixas na capital Recife e região metropolitana. "Vou aumentar a coleta de óleo e ainda ter a oportunidade de falar pessoalmente para as pessoas sobre a importância da reciclagem."

Além disso, o empresário já tem planos de transformar a água suja vinda das pias e dos ralos, que fica retida nas caixas de gordura, em gás veicular ou até mesmo em ração animal. "Ainda vou começar a pesquisar qual a melhor forma de reciclar este resíduo. Já me falaram que vai ser difícil, mas nada é difícil para mim."

Preocupação com meio ambiente motivou abertura do negócio
·         A Redlub produz cem litros por dia do antiferrugem, o Red Ruste
A ideia de reciclar o óleo de cozinha surgiu em 1998, quando Lima era encarregado da manutenção em um shopping na cidade de Paulista (PE). Uma de suas tarefas era, ao final do expediente, descartar o óleo vegetal usado para fritar os alimentos. Como não havia coleta seletiva na época, todo o resíduo ia parar na rede de esgoto.

Como o pai costumava utilizar óleo de cozinha na parte de baixo do carro para combater a oxidação das partes de ferro, o empresário pensou que poderia criar um antiferrugem reutilizando o material que seria descartado.

A partir daí, ele iniciou as pesquisas e a fase de testes laboratoriais, contando com a ajuda do Sebrae, serviço de apoio à micro e pequena empresa, e do Itep (Instituto de Tecnologia de Pernambuco).

Em 2002, com o produto comprovado, Lima conseguiu investimento para fazer um teste piloto e dar início às suas atividades. Foi um período difícil, a capacidade de produção era de apenas 200 litros por mês e o faturamento era pouco mais de um salário mínimo.

Somente em 2008, depois de ganhar mercado, o empreendedor teve condições de formalizar o negócio. "Todo o processo foi inventado por mim e feito com o que tinha em casa e no ferro velho. Hoje, já adquirimos motores, bombas, equipamento de laboratório, tanques e até veículos", diz.

Conscientização ajudou empresa a crescer
Lima atribui o crescimento da empresa à conscientização das pessoas em não despejar na pia o óleo vegetal usado para fritar alimentos. Além disso, as campanhas do governo que incentivam o descarte correto do material também o ajudaram.

Em Pernambuco, uma lei sancionada em setembro de 2011 obriga estabelecimentos comerciais, condomínios residenciais e indústrias que utilizam óleo de cozinha a instalar recipientes para coleta do resíduo e encaminhá-lo para a reciclagem.
Fonte: Afonso Ferreira 
Do UOL, em São Paulo

Cidades sustentáveis

Conama realiza estudo inédito que pretende avaliar a capacidade de suporte das regiões metropolitanas brasileiras, além de definir critérios para orientar o crescimento dos centros urbanos.

Estudo inédito no Brasil busca soluções técnicas para melhorar a qualidade ambiental nos grandes centros urbanos está sendo realizado por um grupo de trabalho do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). A equipe conta com a participação de técnicos do Ministério do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),além de representantes da indústria, do setor imobiliário e da sociedade civil. O grupo estuda indicadores adequados e faz a avaliação da capacidade de suporte do ambiente urbano, inicialmente para ambientes metropolitanos, considerando as diferentes realidades presentes nas cidades e biomas brasileiros.

O tema tem se mostrado de extrema relevância pelos graves problemas ambientais inerentes a grandes cidades e regiões metropolitanas brasileiras. A situação ambiental apresenta problemas críticos relacionados com a concentração populacional, a redução de áreas verdes, e o aumento de demanda por serviços públicos, como abastecimento, saneamento básico, transportes, educação, segurança e habitação.

Como consequência, o quadro provoca poluição, degradação ambiental e a perda de qualidade de vida de seus habitantes. Parte dessas carências é atribuída à rapidez e falta de planejamento do processo de urbanização, aliada à enorme desigualdade social que caracterizou o padrão de desenvolvimento adotado no país.
GESTÃO AMBIENTAL
“Definir uma lista de critérios ou de recomendações para se administrar melhor a questão de restringir determinados crescimentos e assegurar a qualidade ambiental e de vida, é o propósito maior. Isso pode ser feito em qualquer cidade", explicou João Batista Câmara, representante do Ibama e relator do grupo de trabalho. “Temos no Brasil pequenas cidades com problemas urbanos de regiões metropolitanas. O objetivo é colaborar para a melhoria da gestão ambiental dos ambientes urbanos. O nosso foco inicial são as regiões metropolitanas, porque é onde fica grande parte da população”.

A avaliação da capacidade de suporte em ambientes urbanos ainda é pouco desenvolvida, sendo mais comum em áreas naturais, especialmente unidades de conservação. Esse tipo de avaliação é requisito básico na elaboração de planos de manejo. O conceito de capacidade de suporte do meio é o nível de utilização dos recursos naturais ou construídos que um ambiente pode absorver, garantindo-se a sustentabilidade e a conservação de tais recursos e o respeito aos padrões de qualidade ambiental. “Para você ter os recursos naturais e o patrimônio construído utilizados sem perder suas características originais, você tem que ter uma limitação no número de pessoas e ao mesmo tempo mudança de atitudes”, afirmou o relator.

O estudo de capacidade de suporte requer a adoção de um conjunto de indicadores ambientais, sociais e econômicos que dê suporte à avaliação da situação real das cidades, da qualidade de vida e do meio ambiente. Implica também na adoção de instrumentos econômicos, tais como a como redução de impostos, incentivos fiscais à empresas recicladoras e incentivos na redução da geração de resíduos que incentivem a recuperação ambiental, o aumento das áreas verdes por habitante. Propõe também a redução da poluição atmosférica, a provisão de energia e alimentos em bases sustentáveis, proteção de mananciais, saneamento ambiental, o planejamento integrado da infraestrutura e serviços públicos, a redução dos fluxos migratórios e o zoneamento ambiental, além da mudanças de atitude do cidadão para padrões de comportamento e de vida mais sustentáveis.

Fonte: Jornal Dia a Dia

China tomará medidas para aperfeiçoar qualidade ambiental

A questão do meio ambiente atrai atenção cada vez maior da sociedade chinesa. O ministro de Proteção Ambiental, Zhou Shengxian, disse recentemente que a China vai continuar aplicando uma série de medidas para aperfeiçoar a qualidade ambiental. As ações incluem a elevação do sistema de normas sobre ambiente, o estímulo à indústria de baixo consumo energético e a popularização da produção limpa e consumo verde.
No final do ano passado, a capital chinesa foi afetada por uma densa névoa, que levou a um debate amplo sobre PM2,5, padrão de avaliação da qualidade do ar. A China alterou a norma para medição da qualidade do ar, adicionando o padrão PM 2,5, que capta substâncias mais finas, consideradas mais perigosas para a saúde humana. Para o ministro Zhou Shengxian, esta é uma marca significativa.
"A publicação da nova Norma de Qualidade do Ar é uma marca, que reflete uma transformação da nossa gestão ambiental, de controle de poluição para o melhoramento ambiental. A alteração da norma dá início à transformação estratégica da China sobre a gestão de meio ambiente."
Zhou indicou ainda que a gestão da qualidade ambiental vai promover a transformação do modelo de crescimento econômico. A China deve buscar um novo modelo de gestão, que leve em consideração o controle de poluição e o melhoramento ambiental. A tecnologia desempenha um papel importante neste processo. Nos últimos cinco anos, a China publicou mais de 500 normas de proteção ambiental. Até o momento, mais de mil e trezentas são usadas na gestão da qualidade ambiental. No entanto, ainda há muito trabalho a ser feito, como por exemplo, alteração de padrões sobre água de superfície e solo.
Além disso, o desenvolvimento da indústria de baixo consumo energético e a popularização da produção limpa e consumo verde também são prioridades do governo. Zhou Xiansheng afirmou que o país deve promover também os serviços relativos ao ambiente. No aspecto de consumo de verde, o governo vai tomar medidas diversificadas. Zhou disse:
"Devemos estabelecer um sistema de avaliação sobre consumo sustentável, poupança de energia e redução de emissões de gases poluentes. O governo deve comprar mais produtos verdes, aumentando sua contribuição no setor. Ao mesmo tempo, o país deve estimular consumos sustentáveis em áreas como publicação, educação, medicina e venda a varejo. Devemos ainda promover o consumo de produtos com certificação de proteção ambiental e produtos de impressão verde, além de popularizar o conceito de consumo sustentável."
Ainda segundo o ministro, o governo chinês fará mais investimentos na pesquisa, promoção e utilização de técnicas que têm importante papel no melhoramento ambiental

Fonte:CRIonline