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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Estudo mostra economia e meio ambiente em rota de colisão


Aumento do abismo entre ricos e pobres, endividamento estatal e prejuízos causados pelas mudanças climáticas indicam que o mundo enfrenta riscos crescentes, alerta relatório do Fórum Econômico Mundial.
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O relatório Riscos Globais 2013, produzido pelo Fórum Econômico Mundial, é resultado de uma pesquisa de opinião que envolveu mais de mil especialistas em economia, política, ciência e sociedade. A maioria deles apontou a grave disparidade econômica como o risco mais provável de se manifestar no decorrer dos próximos dez anos.
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As consequências mais graves seriam desencadeadas por uma eventual crise financeira sistêmica. Entre cinco maiores riscos citados tanto pelo impacto como pela probabilidade estão os desequilíbrios fiscais crônicos e a escassez no abastecimento de água.
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Duas tormentas
Depois de um ano com eventos climáticos extremos e devastadores – da tempestade tropical Sandy às inundações na China –, o aumento das emissões de gases causadores do efeito estufa é mencionado pelos pesquisados como o terceiro risco global mais provável. Para os especialistas, a conseqüência mais grave da próxima década será a falta de adaptação às mudanças climáticas – considerada um perigo para o meio ambiente.
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"A lista de riscos globais apresenta um sinal de alerta a respeito de nossos principais sistemas", disse Lee Howell, diretor do Fórum Econômico Mundial e um dos editores do relatório.
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"O mundo passa atualmente por duas tormentas", disse John Drzik, presidente do grupo de consultoria empresarial Oliver Wyman. "Nós vemos uma tormenta ecológica e uma econômica – e as duas estão em rota de colisão. Se nós não investirmos em medidas para prevenir o crescente risco de eventos climáticos graves, o bem-estar global das futuras gerações estará em perigo."
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Perigos interligados
Os riscos socioeconômicos considerados urgentes levaram à redução dos esforços para controlar as mudanças climáticas. Segundo o estudo, a principal causa seria uma percepção distorcida do aquecimento global – mesmo com os eventos climáticos extremos.
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No setor de saúde, os editores do relatório alertam para uma falsa sensação de segurança promovida pelos avanços da medicina. "Um dos meios mais efetivos e utilizados para proteger a vida humana – o uso de compostos antibacterianos e antimicrobianos (antibióticos) – pode não ter mais a mesma eficácia no futuro próximo", diz trecho do estudo.
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Reação digital em cadeia
Em todos os ramos da comunicação – da imprensa à internet – sempre foi difícil antever como a tecnologia vai transformar a sociedade. A democratização do acesso à informação, de modo geral, é considerada positiva.
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Contudo, os editores do estudo advertem para conseqüências desestabilizadoras e imprevisíveis como, por exemplo, as revoltas causadas pelo filme anti-islâmico "Inocência dos Muçulmanos", postado no YouTube. Ao passo em que a tradicional função de controle da mídia desaparece, aumenta o perigo de reações em cadeia como essas.
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Em duas semanas, o relatório Riscos Globais 2013 será discutido no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíca – de 23 a 27 de janeiro. Para isso, são esperados novamente influentes economistas, cientistas e políticos – entre eles a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev. Eles planejam discutir possibilidades de fortalecer o sistema econômico contra os riscos globais e, ao mesmo tempo, restringir os impactos das catástrofes ambientais.
Fonte: DW

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