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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pesquisadores estudam emissão de metano em cultivo de arroz irrigado por inundação em 3 regiões do país

 
Os pesquisadores Magda Lima e Rosa Frigheto, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), Omar Vilella, da Apta Polo Vale do Paraíba, Falberni Souza, da Embrapa Acre (Rio Branco, AC) Cimélio Bayer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Vera Mussoi, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e Elio Marcolin, da Universidade Federal de Santa Maria realizaram avaliações de emissão de metano em cultivo de arroz irrigado por inundação nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, em Pindamonhangaba, SP, Cachoeirinha e Uruguaiana, RS, utilizando o método de câmara estática. Experimentos foram conduzidos com plantio convencional, plantio direto e cultivo mínimo. Além disso, foram comparados cultivos sob regime de água continuo e intermitente.
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Campo de arroz
Foto: Magda Lima

Esses experimentos são narrados no capítulo 6 do livro Estoques de Carbono e Emissões de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária Brasileira e referem-se a estudos realizados no âmbito da Rede Agrogases, que se estenderam de 2003 a 2007.

Conforme Magda Lima, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, “estas áreas foram selecionadas com o intuito de comparar sistemas de produção localizadas em regiões climáticas distintas, com diferentes tipos de solos e cultivares de arroz”. Os resultados dos experimentos realizados no período compreendido pelo projeto indicaram que menores taxas de emissão sazonal de metano foram associadas ao sistema de plantio direto e ao regime intermitente de água considerando as três safras analisadas nessas regiões.

“O cultivo de arroz irrigado por inundação representa uma das principais fontes antrópicas globais de metano. Este é um importante gás de efeito estufa e influencia fortemente a fotoquímica da atmosfera. Estima-se que a taxa de emissão global desse gás nos campos de arroz irrigado varie em de 20 a 100 teragramas (média de 60 Tg) por ano, o que corresponde a 16% do total de emissão de todas as fontes”, diz a pesquisadora.

O metano é produzido em solos inundados pelas bactérias estritamente anaeróbias. A drenagem diminui a sua emissão (efluxo) para a atmosfera, pois a aeração do solo inibe a sua produção pelas archae metanogênicas. Concomitantemente, ocorre a diminuição de metano no solo devido à oxidação aeróbia pelas metanotróficas.

A inundação do solo em um campo de arroz interrompe a entrada de oxigênio atmosférico no solo e a decomposição da matéria orgânica torna-se anaeróbia. O metano é um dos produtos finais da decomposição anaeróbica, podendo escapar para a atmosfera por ebulição, por difusão por meio das camadas superficiais do solo e água de inundação e pelo aerênquima das plantas do arroz. Uma porção substancial do metano produzido no solo de arroz irrigado é oxidado dentro do solo e na água, antes que ele escape para a atmosfera.

A realização de estudos visando obter taxas reais de emissão de metano em condições nacionais e a compreensão dos processos e práticas agropecuárias na atividade orizícola que interferem e são influenciadas pela mudança do clima constituíram o principal foco deste estudo no âmbito da Rede Agrogases.

A pesquisadora acrescenta que “fatores como a temperatura, o pH do solo, a adição de materiais orgânicos, variedades cultivadas, nutrientes, fertilizantes minerais e sobretudo, o manejo da água, influenciam a produção e emissão de metano. A planta de arroz em crescimento, com seu sistema radicular em desenvolvimento e biomassa, constitui o principal fator que controla o padrão de emissão sazonal de metano”.

Nos experimentos conduzidos em Pindamonhangaba foram avaliadas emissões de metano em sistemas de produção irrigada sob regime contínuo e regime intermitente de água. Na região Sul, foram avaliados três sistemas de plantio: sistema convencional (Cachoeirinha, e Uruguaiana, RS), sistema de plantio direto (Cachoeirinha, RS) e sistema de cultivo mínimo (Cachoeirinha, RS). Trata-se de regiões climáticas bastante distintas, com diferentes tipos de solos e formas de cultivo predominantes.

Em Pindamonhangaba, os resultados obtidos nas safras de 2002-2003, 2003-2004 e de 2004-2005 apontaram para emissões menores em sistema de manejo intermitente, em comparação com manejo contínuo de inundação, apesar de que elementos climáticos podem influenciar razoavelmente os resultados (por exemplo, uma safra muito chuvosa pode inibir a eficácia de drenagens intermediárias do solo).

As emissões no sistema de plantio direto foram inicialmente maiores do que as do sistema de plantio convencional, provavelmente devido a razão dos resíduos de colheita remanescentes na superfície do solo. A maior emissão inicial de metano no plantio direto em relação ao plantio convencional pode ser atribuída à manutenção dos resíduos das culturas de inverno sobre a superfície do solo. A avaliação do fluxo de metano no sistema natural foi realizada para se verificar a contribuição de um sistema sem utilização agrícola às suas emissões. Como resultado, não foram observados fluxos de metano nesse sistema.

Os efluxos sazonais obtidos na safra 2004–2005 em Cachoeirinha mostraram significativa diferença na contribuição da emissão do metano entre os sistemas de preparo convencional e o cultivo mínimo. O preparo convencional apresentou emissão três vezes maior que no cultivo mínimo. Os resultados mostraram também uma tendência a menores emissões em sistemas de cultivo de plantio direto, quando comparado ao sistema de plantio convencional. Em sistema de cultivo mínimo, observou-se também que as emissões são menores em relação às de sistema de cultivo convencional.

Em Uruguaiana observou-se baixa emissão sob condições de cultivo convencional. Entretanto, tendo em vista as condições climáticas singulares que ocorreram na safra de 2004-2005 nessa região, não se pode afirmar que este esse seja o padrão de emissão normal associado a essa região.

Magda esclarece que “desde a realização desses estudos, uma série de outros experimentos foram conduzidos em Pindamonhangaba, Santa Maria, RS e Itajaí, SC, envolvendo diferentes sistemas de manejo de água, cultivares, solos orgânicos e minerais, sistemas de plantio pré-germinado, uso de ureia protegida, entre outras condições”.

“Simuladores de emissão de metano têm sido também aplicados a algumas dessas áreas, de forma a exemplificar o seu potencial de uso para as estimativas de emissão de gases e potenciais cenários de mitigação. Esses resultados encontram-se em parte já publicados e devem contribuir para futuros inventários de emissão de gases de efeito estufa”.
Fonte: Embrapa

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

10 maneiras como a reciclagem está acabando com o meio ambiente


As pessoas pensam que a reciclagem é um tipo de panaceia para todos os males causados pela humanidade ao meio ambiente, e que separar o lixo vai reverter séculos de baboseiras não biodegradáveis acumuladas nos lixões
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De fato, reutilizar materiais é uma boa forma de reduzir o impacto imposto ao ambiente – quando funciona. Algumas vezes, a teoria e a prática estão em desacordo. Veja aqui algumas formas com as quais estamos prejudicando o meio ambiente através da reciclagem:
10 – Espalhando contaminação

A contaminação é um dos maiores obstáculos enfrentados pela indústria da reciclagem, atualmente. Se houverem contaminantes ou toxinas no material original, como por exemplo chumbo em uma lata de tinta feita de alumínio, o contaminante pode passar pelo processo de reciclagem e aparecer no produto final.
O pior problema é que algumas vezes nem sabemos que algo está contaminado até ser tarde demais. Um exemplo foi o de centenas de edifícios de Taiwan que foram feitos de aço reciclado, que estavam envenenando as pessoas com radiação gama nos últimos doze anos. Havia uma contaminação por Cobalto-60.
9 – Poluição atmosférica continua sendo problema

O processo de reciclagem também produz poluentes, na forma da fumaça dos caminhões que carregam os produtos a serem reciclados. Em 2009 haviam, só nos EUA, 179.000 caminhões coletando e transportando lixo e material reciclável nas estradas, 91% deles movidos a diesel, e a maioria veículos velhos. Os gases emitidos por estes veículos contêm mais de 30 toxinas aerotransportadas.
E isto sem considerar a poluição produzida pelas plantas de reciclagem. Uma planta de reciclagem no estado de Washington, EUA, produz mais emissões tóxicas que qualquer outra fábrica na região. E os três maiores poluidores depois dela são também plantas de reciclagem.
8 – Lodo do papel é nojento

Quando o papel é reciclado, ele é misturado em uma polpa. A polpa é lavada e então prensada para fazer novas folhas de papel. Durante este processo, rejeitos como fibras de papel, tintas, químicos usados na limpeza, e corantes são filtrados e formam um pudim conhecido como lodo ou lama do papel. Esta lama é então queimada ou enviada a um aterro, onde pode liberar dezenas de químicos tóxicos e metais pesados em lençóis freáticos.
Há uma lei nos EUA contra este tipo de maneira de se livrar da lama de papel, mas também há uma maneira de contorná-la: misturando qualquer coisa ao lodo, ele deixa de ser lixo, tornando-se um produto. E não há lei contra jogar toneladas de produtos em um aterro. Nos sites que tratam de reciclagem de papel no Brasil, não foi encontrada referência a esta lama e a seu destino.
7 – A maioria dos plásticos não pode ser reciclado

Existem cerca de sete tipos de plásticos comuns no dia-a-dia, e só dois deles são recicláveis. Se você colocar o plástico não reciclável na cesta de material a reciclar, ele será coletado, processado, separado e jogado fora em um aterro. Até mesmo a tentativa de reciclar algumas coisas, como o plástico que envolve aparelhos eletrônicos, representa um desperdício destes recursos.
E as coisas podem ficar piores. O plástico é separado automaticamente em algumas plantas de reciclagem, mas o processo não é prefeito. O resultado é que alguns tipos de plásticos não recicláveis acabam onde não deveriam ir, e você acaba com produtos químicos como o BPA em produtos que não deveriam tê-lo.
6 – Os métodos atuais não são efetivos

O plástico é um produto cheio de truques, mas, com toda sinceridade, não sabemos o que fazer com ele. Por exemplo, as sacolas de plástico de lojas e mercados. Estima-se que menos de 1% delas é reciclada, e uma das razões é que é muito caro.
Nos EUA, custa US$ 4.000,00 (cerca de R$ 8.000,00) para reciclar uma tonelada de sacos plásticos, e esta tonelada pode ser vendida por US$ 32,00 (cerca de R$ 64,00). O resultado é que, só lá, cerca de 300.000 toneladas destes sacos vão para os aterros a cada ano.
5 – O refino de óleo cria produtos químicos tóxicos

É óbvio que o óleo é um dos maiores poluentes – basta notar a preocupação em torno dos vazamentos oceânicos. Faz sentido, então, reciclar o óleo usado de forma a obter algo útil dele. Mas a reciclagem de óleo geralmente cria mais produtos tóxicos.
A maioria dos centros de tratamento de óleo de pequena escala usa algo conhecido como o processo de argila ácida. Ela retira as impurezas do óleo, mas deixa para trás uma lama tóxica contendo impurezas e produtos perigosos, como o ácido hidroclorídrico. E o que estas plantas fazem com este lixo tóxico? Queimam, jugando produtos como o óxido nítrico e dióxido de enxofre no ar. Pior: este é o método oficial de lidar com tal lixo. Como se jogar uma pessoa em um lago a salvasse do afogamento.
4 – A reciclagem mal toca a demanda

A demanda por produtos reciclados está crescendo muito mais rápido que a capacidade da reciclagem de produzi-los. O alumínio é uma dificuldade em especial, visto que sua demanda tem crescido 10% ao ano. Sem contar que não pode ser usado para certas coisas (por exemplo, reciclar latas de refrigerante não fornece a qualidade necessária para construir um aeroplano).
Mesmo se as latas pudessem voltar a ser latas, isto não seria suficiente. O americano médio bebe 2,5 latas por dia, o que dá 778 milhões de latas. Com a capacidade de reciclagem de 100.000 latas por minuto, ainda assim faltariam 600 milhões de latas – em um único dia.
3 – Alguns produtos são melhores sem reciclagem

O desmatamento é um dos principais argumentos pela reciclagem. Imagine acres e acres de floresta temperada, com animaizinhos felizes, uma tribo nativa ou duas, todos sendo destruídos. Só que não é isto que acontece. Cerca de 87% do papel novo vem de florestas plantadas apenas para a produção de papel. O EUA derruba cerca de 15 milhões de acres de florestas cada ano, mas planta 22 milhões – cada ano surgem sete milhões de acres a mais de florestas. Aumentar a reciclagem irá reduzir a demanda para estas florestas.
E há também o vidro, que vem da areia, o recurso mais abundante do planeta. O processo de reciclagem de vidro é mais prejudicial que o processo de criação de vidro virgem.
2 – A reciclagem “tudo-em-um” é ineficiente

Uma das tendências recentes em reciclagem é a reciclagem “tudo-em-um”. Todo o rejeito de papel, plástico, vidro e metal vai em uma única lata de reciclagem, que é separada na fábrica. O argumento para este processo é que são necessários menos caminhões para fazer a coleta. Mas a contrapartida é pior – toda a separação extra custa milhões de dólares na forma de novos equipamentos, e a poluição é apenas transferida para as fábricas que tem que construir este equipamento.
E também há o problema da quantidade versus a qualidade. Centros de reciclagem “tudo-em-um” focam em velocidade, que acaba servindo para aumentar o problema da contaminação.
1 – A reciclagem dá falsas promessas

A maior razão pela qual a reciclagem prejudica o ambiente não tem a ver com seu processo tecnológico, mas com a mentalidade que cria nas pessoas. A ideia de colocar materiais no cesto de reciclagem ou adquirir produtos reciclados nos faz acreditar que estamos salvando o meio ambiente (quando muito mais coisa precisa ser feita), ou até nos deixar mais relaxados quanto a poluição. .
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Apenas nos EUA, são produzidas anualmente 250 milhões de toneladas de lixo por ano.
O maior impacto da reciclagem é convencer que está tudo bem desperdiçar em outras áreas, já que estamos compensando na reciclagem. Ela encoraja o consumo, em vez de apontar formas de reduzir o mesmo.
Devemos abandonar a reciclagem?
Obviamente não. Os itens discutidos acima são verdadeiros, mas alguns possuem outros lados – ou controvérsias.
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A contaminação não é um problema geral, pelo menos não há nada que o indique. A lama do papel é um problema sério que acontece com uma combinação de manufatura de papel virgem e reciclado. .
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Quanto aos tipos de plástico que podem ser reciclados, isto depende da legislação da cidade. A reciclagem de sacolas plásticas realmente é cara, e o melhor a fazer é usar sacolas de tecido.
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A reciclagem de óleo é poluidora, mas será que produz mais poluição que as refinarias? Da mesma forma, a reciclagem de vidro consome menos energia que a produção de vidro virgem, e produz menos poluição atmosférica. E, por fim, a reciclagem tudo-em-um aumenta a taxa de reciclagem.
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A conclusão que fica é: ainda podemos muito a avançar na questão da reciclagem. O importante é lembrar que ela não é um milagre e nem faz milagres. [Listverse, LimpaBrasil]
Fonte: http://hypescience.com/10-maneiras-como-a-reciclagem-esta-acabando-com-o-meio-ambiente/

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

8 carros verdes de arrancar “Wow!” do salão de Detroit 2013

O principal evento do setor automobilístico dos EUA traz grandes lançamentos na seara de automóveis que, sejam híbridos ou apenas elétricos, são sinônimos de economia e de baixa emissão de CO2
Lexus IS300H

Lexus IS300H

Para aqueles que gostam de carros, esta semana foi um prato cheio. O Salão de Detroit, que começou dia 14 e a partir de amanhã abre as portas para o grande público, mostrou o que as montadoras trarão de novidade nos próximos meses. E, para alegria de quem se preocupa com a sustentabilidade, vários lançamentos pensam na preservação do meio ambiente. A grande estrela do evento é o Lexus IS300H, que estará disponível na Europa, Japão e em alguns mercados internacionais selecionados. O carro híbrido é baseado em um motor a gasolina de ciclo Atkinson L 2.5, que foi desenvolvido recentemente pela divisão de luxo da Toyota, sendo combinado a um poderoso motor elétrico. O carro ainda disponibiliza informações de trânsito e tempo, gratuitamente, através de seu sistema de áudio e em tempo real.

 Hyundai HCD-14 Genesis

Hyundai HCD-14 Genesis

A Hyundai não deixou por menos e também apresentou novas tendências, com o conceito HCD-14 Genesis. O luxuoso carro apresenta tecnologias inéditas como um sistema de acompanhamento da movimentação dos olhos e controles através de gestos. Mas a maior novidade é o sistema PHEV (veículo elétrico plug-in), um motor 2.0 GDI que percorre 32 km com uma única carga em modo totalmente elétrico e, quando a energia fornecida pela bateria cai abaixo de determinado nível, passa automaticamente para o modo híbrido, permitindo alcançar distâncias maiores. A bateria pode ser totalmente carregada em casa em cerca de 3h.
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Nissan Leaf

Nissan Leaf

Outra novidade da marca foi o novo Leaf, carro cuja geração anterior conta com alguns exemplares rodando como táxis em São Paulo. O modelo elétrico não teve muitas mudanças no visual, mas as suas melhorias fizeram com que ele tivesse uma verdadeira evolução na eficiência energética. Dentre as características mais marcantes está um refinamento aerodinâmico para dar maior regeneração da energia gerada pelas frenagens. O tempo de recarga da bateria também foi reduzido, caindo pela metade – agora é preciso em torno de 4h para a recarga total. Isso se deve ao novo carregador de 6,6 kW usado pela marca.
BMW i3

BMW i3

O conceito da BMW, por sua vez, se encaixa na categoria premium sustentável, pois tem emissão zero de CO2. Este é o primeiro modelo da marca totalmente elétrico e deve ser comercializado no Brasil a partir de 2014. O modelo de três portas é um hatch e também será produzido na versão híbrida. Ele tem motor com potência máxima de 125kw/170 hp, sendo produzido com íon-lítio.
BMW ActiveHybrid3

BMW ActiveHybrid3

Quem também deu o ar da graça no Salão de Detroit foi o já conhecido ActiveHybrid3. O carro, que deve ser comercializado no Brasil a partir do segundo semestre de 2013, combina um motor de combustão e uma propulsão elétrica híbrida inovadora, já que tem a tecnologia BMW TwinPower Turbo, que trabalha em conjunto com uma transmissão automática de oito velocidades em uma máquina elétrica com gerenciamento inteligente de energia. Sua autonomia tem propulsão elétrica de até 2,5 milhas, e a potência total do conjunto motor a combustão e elétrico é de 340 hp.
Nissan Resonance

Nissan Resonance

A Nissan também apresentou carros amigos do meio ambiente, tendo destaque o conceito Resonance, que mostra a tendência do design dos crossovers da marca. “Seu design é inteligente, assim como a tecnologia embarcada. Isso irá assegurar que continuaremos liderando globalmente e por muitos anos a inovação desse segmento”, afirmou o vice-presidente executivo da marca, Andy Palmer, durante o lançamento do veículo. Com tração integral, o carro conta com o eficiente trem de força híbrido-elétrico, que inclui o sistema “um motor, duas embreagens” criado pela Nissan. Ele combina um pequeno propulsor a combustão interno com outro elétrico de íon-lítio e um avançado programa de gerenciamento.
Kia Optima Híbrido

Kia Optima Híbrido

Outro velho conhecido que também está no salão é o sedã da Kia. O primeiro modelo híbrido da marca apresenta economia de combustível, operando com emissão zero e modo de condução totalmente elétrico. Sua velocidade chega a 100 km/h no modo combinado, elétrico-gasolina. Aliás, quando o carro para e o consumo elétrico torna-se baixo, o motor é desligado para eliminar completamente o consumo de combustível e as emissões. Sua bateria tem tecnologia de polímero de lítio, sendo 40% menor em volume e 10% mais eficiente que a convencional.
Chrysler Jeep Grand Cherokee

Chrysler Jeep Grand Cherokee

O carro da Chrysler não é híbrido nem elétrico, mas tem soluções voltadas para maior eficiência energética. Isso porque a economia de combustível foi aprimorada no utilitário-esportivo, já que as versões com motor Pentastar 3.6 V6 agora consomem 10% a menos de gasolina. A eficiência é ainda maior no novo motor, a diesel, que será oferecido para o veículo. O EcoDiesel 3.0 V6 chega a fazer 12 km/l na estrada e, dessa forma, também emite menos CO2. Assim, quando comparado a outros SUVs com motor V8 a gasolina, a economia de combustível é até 43% menor.
Fonte: Exame.com

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Geração de energia a partir de águas residuais


Estudante de Design estuda um meio de gerar energia elétrica a partir de águas residuais de arranha céus.
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Um sistema para gerar pequenas quantidades de eletricidade de águas residuais tem sido sugerido por Tom Broadbent, um estudante de desenho industrial graduado em De Montfort University Leicester.
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Chamado HighDro Power, brainwave Broadbent usa uma turbina em linha para gerar eletricidade a partir de queda de águas residuais no solo de tubulações dos edifícios high-rise.
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Broadbent testou o invento em um prédio de sete andares, HighDro Power poderia abater até £ 926 da fatura anual de eletricidade.
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"A inspiração para HighDro Power foi literalmente um " Eureka"! "A idéia veio no momento em que eu esvaziei uma banheira em um hotel e descobri que ele limpou muito rapidamente e com uma grande quantidade de força ", diz Broadbent. "Parecia lógico que essa energia pode ser aproveitada de alguma maneira para criar eletricidade verde e ajudar os governos a cumprir as metas e preencher uma lacuna evidente no mercado."
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A próxima etapa é testar o sistema em um edifício real.
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Broadbent está esperando elogios do Instituto de engenharia de Designers e ganhar os Prêmios Dyson.
Fonte: Vida Buena

Método israelense transforma águas residuais em papel


Um novo método desenvolvido em Israel usa as águas residuais de zonas residenciais para fazer papel, um método que contribui com o meio ambiente e ajuda a baratear o preço da água e do papel.
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O curioso método foi inventado por Rafi Aharon, um médico da região de Tzur Yigal, detalha nesta quarta-feira o jornal "Yedioth Ahronoth".
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Aharon garante que pode transformar águas residuais utilizando um novo recurso de aproveitamento do material sólido que é retido nos filtros das plantas urbanas de reciclagem e que são ricos em celulose.
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"Não há nenhuma razão para não fazer essa reciclagem, da mesma forma que fazemos com o plástico", afirmou Aharon, que explicou que 99,9% das águas que saem das casas são compostas por material líquido, sendo que apenas 0,10% pode ser considerada matéria sólida", declarou o médico.
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Para o especialista, esse pequeno percentual é muito aproveitável porque contém celulose proveniente de alimentos, além de papel higiênico.
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O método reduz pela metade o material sólido e por isso a unidade de reciclagem precisa de menos eletricidade e produtos químicos para descontaminar a água, o que significa economia para os consumidores.
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Depois de serem secados e purificados, os restos podem ser vendidos a empresas de papel a um preço inferior ao do papel reciclado comum.
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O sistema já foi instalado no sul de Israel, mesmo lugar onde conseguiram produzir grandes quantidades de celulose. Utilizando esta técnica é possível criar cartões de visita assim como os que o especialista apresenta aos seus possíveis clientes.
Fonte: UOL

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Madrid propõe projetos com referência em meio ambiente

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A proposta de Madrid para sediar os Jogos Olímpicos de 2020, divulgada na capital espanhola nesta terça-feira, inclui três projetos piloto em meio ambiente que visam ser, segundo o relatório apresentado ao Comitê Olímpico Internacional (COI), "uma referência para o futuro da cidade".
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O primeiro plano é criar uma Vila Olímpica capaz de alcançar um nível zero de emissões, graças ao uso de energias 100% renováveis, à gestão eficaz de água, à diminuição da poluição acústica e a um sistema avançado de gestão de resíduos.
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Outro projeto tem como objetivo a despoluição de águas, de modo que as raias de remo, canoagem e natação em águas abertas usem água procedente do rio Manzanares.
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"Parte do volume que virá do rio será de água despoluída através de um sistema de regeneração muito avançado que será pioneiro na Europa", diz o documento, "e será aplicado nas estações depuradoras, o que vai representar uma melhora substancial da qualidade da água do rio".
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Esses projetos seriam complementados com um de monitoramento do ciclo de vida dos produtos. .
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Além disso, seria feito um plano de compensação de emissões de CO2, para sua neutralização.
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Na Vila Olímpica, 100% dos consumos energéticos serão de origem renovável. Os veículos internos serão elétricos, e sua fonte de energia viria das placas solares fotovoltaicas instaladas no entorno do .
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Parque Olímpico. O relatório promete que toda a frota pública de veículos usaria combustíveis pouco ou nada poluentes, como eletricidade, bioetanol ou gás.
Fonte: Exame Info

Estudo mostra economia e meio ambiente em rota de colisão


Aumento do abismo entre ricos e pobres, endividamento estatal e prejuízos causados pelas mudanças climáticas indicam que o mundo enfrenta riscos crescentes, alerta relatório do Fórum Econômico Mundial.
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O relatório Riscos Globais 2013, produzido pelo Fórum Econômico Mundial, é resultado de uma pesquisa de opinião que envolveu mais de mil especialistas em economia, política, ciência e sociedade. A maioria deles apontou a grave disparidade econômica como o risco mais provável de se manifestar no decorrer dos próximos dez anos.
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As consequências mais graves seriam desencadeadas por uma eventual crise financeira sistêmica. Entre cinco maiores riscos citados tanto pelo impacto como pela probabilidade estão os desequilíbrios fiscais crônicos e a escassez no abastecimento de água.
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Duas tormentas
Depois de um ano com eventos climáticos extremos e devastadores – da tempestade tropical Sandy às inundações na China –, o aumento das emissões de gases causadores do efeito estufa é mencionado pelos pesquisados como o terceiro risco global mais provável. Para os especialistas, a conseqüência mais grave da próxima década será a falta de adaptação às mudanças climáticas – considerada um perigo para o meio ambiente.
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"A lista de riscos globais apresenta um sinal de alerta a respeito de nossos principais sistemas", disse Lee Howell, diretor do Fórum Econômico Mundial e um dos editores do relatório.
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"O mundo passa atualmente por duas tormentas", disse John Drzik, presidente do grupo de consultoria empresarial Oliver Wyman. "Nós vemos uma tormenta ecológica e uma econômica – e as duas estão em rota de colisão. Se nós não investirmos em medidas para prevenir o crescente risco de eventos climáticos graves, o bem-estar global das futuras gerações estará em perigo."
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Perigos interligados
Os riscos socioeconômicos considerados urgentes levaram à redução dos esforços para controlar as mudanças climáticas. Segundo o estudo, a principal causa seria uma percepção distorcida do aquecimento global – mesmo com os eventos climáticos extremos.
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No setor de saúde, os editores do relatório alertam para uma falsa sensação de segurança promovida pelos avanços da medicina. "Um dos meios mais efetivos e utilizados para proteger a vida humana – o uso de compostos antibacterianos e antimicrobianos (antibióticos) – pode não ter mais a mesma eficácia no futuro próximo", diz trecho do estudo.
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Reação digital em cadeia
Em todos os ramos da comunicação – da imprensa à internet – sempre foi difícil antever como a tecnologia vai transformar a sociedade. A democratização do acesso à informação, de modo geral, é considerada positiva.
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Contudo, os editores do estudo advertem para conseqüências desestabilizadoras e imprevisíveis como, por exemplo, as revoltas causadas pelo filme anti-islâmico "Inocência dos Muçulmanos", postado no YouTube. Ao passo em que a tradicional função de controle da mídia desaparece, aumenta o perigo de reações em cadeia como essas.
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Em duas semanas, o relatório Riscos Globais 2013 será discutido no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíca – de 23 a 27 de janeiro. Para isso, são esperados novamente influentes economistas, cientistas e políticos – entre eles a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev. Eles planejam discutir possibilidades de fortalecer o sistema econômico contra os riscos globais e, ao mesmo tempo, restringir os impactos das catástrofes ambientais.
Fonte: DW