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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Lei obriga a instalação da caixa de gordura para evitar problemas na rede de esgoto


Apenas em Curitiba, todo mês são registrados, em média, 1.730 casos de rede de esgoto obstruída por gordura. Para cada situação, uma equipe de manutenção interrompe seus serviços e se desloca até o local para fazer a limpeza e desentupir a rede. A gordura vai parar na rede de esgoto porque ainda há imóveis onde a caixa de gordura não foi instalada, embora seja de uso obrigatório. A função da caixa é reter este tipo de material, que periodicamente deve ser retirado da caixa e jogado no lixo comum. 

A caixa de gordura - que deve ser instalada na saída da água utilizada na pia e na máquina de lavar louças e antes de chegar à rede pública de esgoto - é um pequeno tanque que retém a gordura lançada na pia ou presente na louça e nas panelas das casas e restaurantes. Quando esfria, a gordura se transforma em blocos sólidos que se fixam nas paredes das tubulações, reduzindo o espaço para a passagem do esgoto, o que provoca entupimentos e transbordamentos. Se a rede coletora estiver entupida há risco de o esgoto retornar para dentro do imóvel. 

“Retirar a gordura nas tubulações do sistema é muito mais difícil e mais caro do que a limpeza periódica da caixa, que deve ser providenciada pelos responsáveis pelas residências e restaurantes”, diz Ernani Ramme, da Unidade de Esgoto de Curitiba. Na cidade, uma lei municipal obriga a instalação da caixa de gordura (Lei 13.634/2010). 

CUSTO - Para remover este material, que deveria ser retido em caixas apropriadas, o custo para a Sanepar é de R$ 230,20 por desobstrução. Isto significa que, apenas na capital, a despesa de cerca de R$ 4,8 milhões por ano poderia ser evitada se a população cumprisse o que determinam a lei e a norma técnica. Despesas como esta fazem parte da composição da tarifa e os clientes arcam com este custo na conta de água e esgoto. 

Nas demais cidades atendidas pela Sanepar, as equipes de manutenção também precisam desobstruir as redes de esgoto que estão entupidas com gordura. Em Londrina, o percentual de obstruções causadas por gordura chega a 60% do total de casos. Nas regiões de Francisco Beltrão e Cascavel, a desobstrução da rede por causa da gordura acumulada representa 30% das ocorrências mensais, em média. Na região de Toledo, cerca de 8%. Nos últimos 10 meses, em Foz do Iguaçu, foram registrados 46 casos, a maioria em bares e restaurantes que não têm caixa de gordura. 

Em Guarapuava, para reduzir os casos de edificações sem a caixa de gordura, desde 2010 todas as ligações feitas na rede coletora de esgoto são verificadas pela equipe de Vistoria Técnica Ambiental da Sanepar e só são liberadas mediante a correta instalação da caixa de gordura. Com isso, em média, do total de desobstruções, 10% ainda são decorrentes da gordura despejada nos ralos. 

"Fizemos um trabalho de verificação em parceria com a Vigilância Sanitária do município. Vistoriamos restaurantes, lanchonetes, panificadoras, supermercados, açougues, os setores que mais geram resíduos gordurosos. Cerca de 80% desses estabelecimentos estavam irregulares em relação à instalação e uso da caixa de gordura. Todos foram notificados e tiveram que se adequar", informa Valdir Oliveira Machado, da equipe de vistorias da Sanepar em Guarapuava. 

COMO FUNCIONA - A caixa retém a gordura porque ela não se mistura com a água. A gordura boia na superfície da caixa e a água utilizada na cozinha segue pela tubulação de esgoto. A implantação da caixa não é cara, principalmente considerando-se a relação custo/benefício. Nas lojas de material de construção de Curitiba, a caixa com capacidade para 18 litros custa aproximadamente R$ 180 reais. 

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) orienta, por meio da NBR 8160, sobre a construção de todos os tipos de caixa de gordura. Consultando a Norma é possível saber o dimensionamento para cada imóvel. Em residências com até duas pias, a caixa precisa ter capacidade mínima para 18 litros. As caixas de gordura devem ser instaladas no lado interno do alinhamento predial e não são permitidas no passeio. 

DICAS – Instalada na rede interna de esgoto, a caixa pode ser de plástico (PVC), fibra de vidro, concreto ou alvenaria. Deve ser instalada em local de fácil acesso, ter tampa removível (para permitir a limpeza) e estar completamente vedada para garantir seu bom funcionamento. 

O óleo de fritura nunca deve ser despejado na pia porque vai se acumular na caixa. Também não deve ser jogado nas bocas de lobo ou bueiros por onde é escoada a água da chuva. A orientação é guardá-lo em um vidro, que deve ser entregue em postos de coleta quando estiver cheio. 

MANUTENÇÃO - É importante verificar as condições da caixa de gordura a cada 30 dias ou com frequência maior, se na cozinha são lavados utensílios muitos engordurados ou se há o uso constante de óleo de fritura, seja em frigideiras ou chapas. Uma caixa entupida pode causar mau cheiro e vazamentos através da tampa, entupimento da rede interna, retorno do esgoto para dentro das casas pelos ralos e escoamento lento no ralo da pia. 

Para limpar a caixa, a pia não deve estar em uso. É importante utilizar luva e avental. A gordura pode ser raspada e retirada com uma pá ou peneira. O material recolhido deve ser colocado em saco plástico resistente e descartado junto com o lixo doméstico. Os resíduos de limpeza da caixa de gordura nunca devem ser jogados no vaso sanitário, pois a limpeza terá sido em vão e ainda poderá causar entupimento da rede do imóvel. 

Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em: http:///www.facebook.com/governopr ewww.pr.gov.br
Fonte: Agencia de Noticias do Paraná

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Países se reúnem para impulsionar acordo sobre clima

Mais de 190 países se reunirão a partir de segunda para lançar as bases para um acordo em 2015 que tentará conter as mudanças climáticas

Fumaça sai de uma usina na Alemanha
Fumaça sai de uma usina na Alemanha: ambição é ter sucesso no grande encontro climático previsto para Paris em menos de dois anos

Paris - Lançar as bases para um acordo em 2015 que tentará conter as mudanças climáticas: mais de 190 países se reunirão a partir de segunda-feira em Varsóvia, sob a égide da ONU, para atender a essa enorme desafio e lançar dois anos de negociações que se anunciam difíceis.
A ambição é ter sucesso no grande encontro climático previsto para Paris em menos de dois anos, onde Copenhague fracassou em 2009: selar um acordo sobre uma redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE) suficiente para limitar o aquecimento global a 2°C em relação à era pré-industrial.
"É agora que devemos agir contra as mudanças climáticas, e Varsóvia tem que mostrar que compreendemos esta mensagem", declarou recentemente a responsável pelas questões climáticas na ONU, Christiana Figueres.
O mercúrio já aumentou em 0,8°C em um século e poderia chegar a cerca de 5°C até 2100 se o mundo não realizar uma transição energética urgente, lembrou, em setembro, especialistas em clima do IPCC.
No entanto, as emissões de gases do efeito estufa continuam a crescer, e mais uma má notícia: o carvão - o combustível fóssil mais poluentes - deve se tornar em 2020 a primeira fonte de energia da economia mundial devido à apetite dos principais emergentes.
Portanto, o cálculo é simples. Para conter o aquecimento global a 2°C, será necessário que as emissões de GEE em 2020 permanecem em até 44 Gt contra cerca de 50 Gt por ano atualmente, e, em seguida, seja reduzido pela metade, até 2050, indicou nesta semana o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP).
O que está em jogo nestas negociações é dividir o esforço entre os grandes poluidores como a China (23% das emissões globais de GEE), os Estados Unidos (15%), a União Europeia (11%), a Índia e Rússia (5%).
Fonte: Exame.com

Novo perfil de emissões do Brasil de gases de efeito estufa

De acordo com o documento, o Brasil aumentou em 7% suas emissões brutas de GEE, entre 1990 e 2012 – no mesmo período, as emissões globais cresceram 37%

Trânsito em São Paulo: faixa de ônibus na Avenida 23 de Maio
Trânsito em São Paulo: o caso mais preocupante é o do setor de Energia, onde as emissões cresceram 126%; para especialista, principal responsável é o setor de Transporte

O Observatório do Clima lançou nesta quinta-feira, 07/11, em São Paulo, o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) e, com ele, relatório que traz o panorama das emissões brasileiras entre 1990 e 2012. Afinal, quando o assunto é a liberação de gases causadores do efeito estufa na atmosfera, como o Brasil está se saindo?
De acordo com o documento, o Brasil aumentou em 7% suas emissões brutas de GEE, entre 1990 e 2012 – no mesmo período, as emissões globais cresceram 37%. Em 2012, o país emitiu 1,48 bilhão t CO2e – contra 1,38 bilhão t CO2e, em 1990 –, sendo considerado, atualmente, a sétima nação mais emissora do mundo, responsável por 2,8% da liberação global de gases poluentes na atmosfera.
Mas as emissões brasileiras nesse período de 22 anos não foram lineares. “Entre 1990 e 2012, tivemos três grandes períodos diferentes:
- o primeiro, nos 14 primeiros anos (1990-2004), quando as emissões apresentaram total tendência de crescimento, com um pico em 1994 causado pelo desmatamento na Amazônia;
- o segundo, entre 2005 e 2009, quando houve uma queda importante no desmatamento da Amazônia e
- o terceiro, de 2009 a 2012, quando pudemos enxergar melhor a tendência de crescimento de emissões em todos os setores, exceto Mudanças de Uso da Terra, por conta do combate ao desmatamento”, explica Tasso Azevedo, coordenador de desenvolvimento do SEEG e conselheiro do Planeta Sustentável.
As estimativas do SEEG deixam claro que, apesar de ainda ser a principal fonte de emissão do Brasil (32,1%), o setor de Mudanças de Uso da Terra foi o único que reduziu suas emissões nas últimas duas décadas. Entre 1990 e 2012, houve queda de 35%, enquanto os outros setores apresentaram tendência de aumento.
O caso mais preocupante é o do setor de Energia, onde as emissões cresceram 126%. “O principal responsável por esse aumento expressivo no setor energético é o Transporte, que teve aumento de 143% nas suas emissões, entre 1990 e 2012, sobretudo por conta do uso da gasolina”, conta o especialista.
Segundo ele, apenas entre 2009 e 2012, o consumo de álcool no Brasil caiu 30% e o de gasolina subiu 34%. O principal responsável? “A política nacional de subsídio à gasolina”, garante Tasso. E mais: no mesmo período, as emissões provenientes do uso de gás natural e óleo diesel – outros dois combustíveis fósseis muito populares no país – cresceram, respectivamente, 64% e 23%.
O problema, claro, se reflete na matriz energética do país, que está cada vez mais suja. “De 2009 a 2012, a porção renovável da nossa matriz caiu de 45% para 42,3%, quando na verdade deveria subir, já que foi em 2009 que o governo brasileiro apresentou sua meta de redução de emissões”, afirma Tasso, que garante que o setor de Energia é, atualmente, o que apresenta mais desafios e oportunidades para o Brasil.
Fonte: Exame.com

Observatório lança sistema que estima emissões do país

Desenvolvida entre julho e novembro de 2013, a ferramenta apresenta, ano a ano, as estimativas de emissões brasileiras de forma consistente e acessível

Uma usina movida a carvão libera fumaça, a sudoeste de Pittsburgh, no estado americano da Pensilvânia, em 24 de setembro de 2013
Usina libera fumaça: além de dados atualizados, o SEEG pretende produzir informação acessível a todos os públicos


O Observatório do Clima lançou nesta quinta-feira, 07/11, em São Paulo, o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Trata-se de ferramenta inédita, desenvolvida para calcular anualmente as emissões brasileiras e identificar sua origem.
“É uma iniciativa pioneira. Não há nenhuma outra ferramenta desse tipo desenvolvida pela sociedade civil, com este grau de detalhe, para estimar as emissões de gases de efeito estufa”, conta Tasso Azevedo, coordenador de desenvolvimento do SEEG e consultor do Blog do Clima, do Planeta Sustentável.
Desenvolvida entre julho e novembro de 2013, a ferramenta apresenta, ano a ano, as estimativas de emissões brasileiras de forma consistente e acessível. “No Brasil, já existem dados oficiais a respeito do assunto, mas demoram tanto para ser publicados que se tornam defasados. Em julho desse ano, por exemplo, o governo apresentou as estimativas referentes às emissões até 2010. Nesse ritmo, fica difícil desenvolver políticas públicas eficazes, que reajam ao problema a tempo”, explica Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Além de dados atualizados, o SEEG pretende produzir informação acessível a todos os públicos. Na plataforma online do sistema, os internautas podem acessar, de forma simples, todo o conteúdo produzido pela equipe do SEEG. Eles ainda têm a oportunidade de fazer os recortes que quiserem. “Por exemplo, é possível enxergar, dentro das emissões provenientes das atividades agropecuárias, qual a contribuição do gado de leite para qualquer período entre 1990 e 2012. O internauta pode escolher a área que quer pesquisar e em que intervalo de tempo”, afirma Tasso Azevedo.
A expectativa é de que o SEEG leve conhecimento técnico aos diferentes grupos da sociedade civil, incentivando-os a contribuir para a criação de políticas que visem a redução das emissões brasileiras e a inserção do tema mudanças climáticas nas políticas de desenvolvimento do país.
“Hoje, no Brasil, não vemos nenhuma decisão política vinculada à economia de baixo carbono, porque as mudanças climáticas ainda não são vistas como desafio estratégico para o nosso desenvolvimento. Isso precisa mudar”, diz Carlos Rittl, que completa: “Espero que os dados do SEEG gerem análises ricas para promover essa mudança no Brasil”.
Durante o evento de lançamento do SEEG, que acontece o dia todo, ainda será apresentado o documento Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Brasil 2012, que reúne dados a respeito da liberação de poluentes no país entre 1990 e 2012.
Fonte: Exame.com

Brasil quer antecipar reduções de CO2

Os quase 200 países membros da Convenção do Clima da ONU têm de chegar a um acordo até 2015 sobre um novo pacto de redução das emissões

Subscretário geral de Meio Ambiente, José Antonio Marcondes de Carvalho, na COP-19
José Antonio Marcondes de Carvalho: "o risco é não se levar em conta a atual situação de concentração de gases de efeito estufa e ficarmos esperando o ano de 2020", disse

Varsóvia - Uma nova rodada de negociações para a definição de um acordo climático global começa nesta segunda-feira, 11, em Varsóvia, Polônia, com a missão de tentar antecipar para o quanto antes ações ambiciosas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Ao menos essa é a expectativa da delegação brasileira, que chega com uma proposta de se criar um estímulo para isso.
Pelo cronograma estabelecido nas reuniões anteriores - as chamadas conferências do clima, ou COPs -, os quase 200 países membros da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC, em inglês) têm de chegar a um acordo até 2015 sobre um novo pacto de redução das emissões que seja válido para todas as nações e entre em vigor em 2020.
Até lá, o combate ao aquecimento global fica a cargo de metas voluntárias de alguns países e dos compromissos com o Protocolo de Kyoto (acordo válido apenas para as nações ricas, que expira em 2020).
Esses planos de redução, porém, estão muito aquém do necessário, como mostrou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) na semana passada.
O Relatório sobre a Lacuna de Emissões apontou que, mesmo que todos sejam cumpridos, a quantidade de CO2-equivalente lançada na atmosfera em 2020 deverá ficar 8 a 12 bilhões de toneladas acima do limite projetado como necessário para manter o aquecimento do planeta dentro de um limite de 2°C até 2100.
Proposta. Em entrevista à reportagem, o novo negociador-chefe da delegação brasileira, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho, disse que vai apresentar uma proposta de estímulo para que se eleve essas metas até o final da década.
"O risco é não se levar em conta a atual situação de concentração de gases de efeito estufa e ficarmos esperando o ano de 2020", disse.
Fonte: Exame.com

sábado, 2 de novembro de 2013

Compesa vai multar estabelecimentos sem caixa de gordura


A problemática da caixa de gordura entupindo a rede de esgoto foi transformada em um programa, chamado de Caixa Limpa, pela Companhia Pernambucana de Saneamento. A concessionária vai percorrer os estabelecimentos autuando e multando quem não se adequar.

Os transtornos e os danos causados às tubulações de esgoto gerados pelo excesso de gordura  ficaram mais evidentes nos primeiros 100 dias do Programa Cidade Saneada. Agora, com o apoio do parceiro privado, a Foz, a Compesa tem mais estrutura para fiscalizar, autuar e multar os estabelecimentos que não estejam cumprindo os Decretos 18.251 (21/12/1994) e 33.354 (29/04/2009) e a Resolução nº 04 da ARPE, que normatizam essa questão.

A responsabilidade da construção e manutenção do equipamento é do proprietário do estabelecimento. Compete à Compesa fornecer o suporte técnico necessário para que os imóveis possam se adequar às exigências dos decretos. A partir da constatação de um desses problemas, o proprietário será autuado e terá um prazo de 10 dias para apresentar a sua defesa. Após esse período,se as questões não forem resolvidas, a Compesa aplicará uma multa no valor correspondente a duas  faturas. Se o proprietário insistir na irregularidade, os valores serão cobrados em dobro. O proprietário precisa manter a caixa de gordura limpa, ação que impede o entupimento das redes de esgoto. 

Um trabalho de conscientização da população também está sendo realizado  pela Compesa em parceria com a Foz nas comunidades. 

Mais informações sobre a caixa de gordura estão disponíveis no site do Programa Cidade Saneada: www.cidadesaneada.com.br
Fonte: Diário Pernanbucano.com.br

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Meio Ambiente

Meio Ambiente
Poluição gerada pelo Brasil já é preocupante
O Brasil passou a poluir mais nos últimos anos pela queima de combustível fóssil, assim como os países desenvolvidos, em meio ao aumento da frota de carros, um cenário “preocupante”, afirmou nesta terça-feira José Marengo, climatologista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e membro do IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU).Marengo é um dos autores do AR5, quinto relatório de avaliação do painel, que foi divulgado no dia 27 de setembro. Segundo ele, um documento divulgado recentemente pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, com dados de até 2010, mostra essa mudança no perfil da poluição no Brasil: antes, ocorria mais por desmatamento. Agora, pela queima de combustível fóssil, assim como acontece nos países desenvolvidos. O documento é chamado de “Estimativas Anuais de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil”.
Zoneamento ambiental
O conselho gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) de Santa Rita se reuniu na base avançada do Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL), localizada na Ilha de Santa, Marechal Deodoro, para dar continuidade às discussões sobre o zoneamento ambiental da Unidade de Conservação. O último havia sido feito em 2009 e quando estiver pronto servirá de subsídio para a elaboração do Plano de Manejo. A defasagem do zoneamento, a dinâmica de uso e ocupação do solo, a duplicação da Rodovia AL-101 SUL e a especulação imobiliária são os principais fatores que apontam para a necessidade da atualização.

Duplicação de rodovia
A equipe do Instituto do Meio Ambiente presidiu, no último dia 30, a audiência pública realizada como uma das etapas para a duplicação da AL 220, de São Miguel dos Campos até o a BR 101. Foram apresentados o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) e, na sequencia, os participantes puderam fazer perguntas e sugestões para o empreendimento.  O evento, realizado na Câmara de Vereadores da Barra de São Miguel, contou também com a participação da equipe do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER) e de representantes da prefeitura da Barra de São Miguel.
Criança Amiga da Natureza
O Instituto do Meio Ambiente (IMA) iniciou, na segunda-feira (07), a programação da Semana da Criança Amiga da Natureza. Com o objetivo de incentivar a educação ambiental, as atividades incluem jogos e brincadeiras, aulas a bordo do barco-escola e passeios no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Maceió.  Na segunda, na quarta e na sexta-feira os alunos foram buscados na escola para embarcar no catamarã do IMA, na volta eles participaram do cine ambiental, lancharam, brincaram nos jogos educativos e se divertiram com o palhaço.
Prêmio EDP Inovação 2020
As inscrições para o Prêmio EDP Inovação 2020, projeto da EDP no Brasil, empresa do Grupo EDP Energias de Portugal, ficarão abertas até 15 de outubro. Os interessados, que podem ser empreendedores, estudantes de cursos técnicos, universitários, mestrandos e doutorandos, pesquisadores e cientistas, devem inscrever seus projetos de negócio pelo site www.edpbr.com.br/premio. Diversos formatos de projetos serão aceitos, como softwares, equipamentos, websites, games e novos modelos de negócio, desde que as ideias estejam relacionadas a novas tecnologias e empreendimentos para cidades inteligentes. As equipes podem ser compostas por até três pessoas.
Propulsão otimizado
Um estudo publicado na revista científica “Proceedings of the National Academy os Sciences of the United States of America” (PNAS) concluiu que as águas-vivas, ou medusas, têm o mecanismo de propulsão mais eficiente do mundo animal. Intrigava os cientistas o fato de as águas-vivas terem a habilidade de se multiplicar e tomar conta de ecossistemas perturbados, mesmo sendo consideradas nadadoras ineficientes e precisando de contato direto com as presas para se alimentar.Perereca  cor de chocolateCientistas anunciaram a descoberta de novas espécies de animais no Suriname, entre elas uma perereca com cor de chocolate do gênero Hypsiboa. A expedição mais recente de pesquisadores ao país descobriu onze espécies até então desconhecidas.

Licenciamento 
O Ibama poderá deixar de ser o órgão licenciador de empreendimentos energéticos considerados estratégicos para o governo. É esse o objetivo do Projeto de Lei 6441/2013, de autoria do deputado Eduardo da Fonte - PP/PE. O projeto cria um Conselho de Empreendimentos Energéticos Estratégicos (CNEE), que decidirá, “em última e definitiva instância, o licenciamento dos empreendimentos do setor elétrico considerados estratégicos para o Brasil”.
Racionamentos?
É cada vez mais frequente na sociedade a sensação de que as instituições das áreas de políticas públicas (Executivo e Legislativo – no Judiciário os problemas têm outros formatos) parecem sempre mais distantes da formulação de macropolíticas e projetos capazes de resolver nossos gravíssimos problemas sociais. Suas decisões ou são muito limitadas na abrangência ou atendem a interesses específicos dos formuladores e dos que os apoiam – não da sociedade nem da solução de graves carências que a afligem.
Fonte: ambiente@novoextra.com.br Tags: COLUNA,MEIOAMBIENTE

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mais de 90% dos moradores de zonas urbanas europeias são expostos a partículas nocivas

Partículas menores penetram nos pulmões e no sangue, provocando problemas respiratórios 

Mais de 90% dos moradores de zonas urbanas europeias continuam expostos a uma poluição com partículas e um número ainda maior ao ozônio, em níveis que superam os recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), adverte um relatório da AEE (Agência Europeia do Meio Ambiente).
"Grandes proporções da população não vivem em um ambiente saudável (...). A Europa deve ir mais longe na legislação aprovada", menos rígida que as recomendações da OMS, considera o diretor-executivo da AEE, Hans Bruyninckx.
A emissão de partículas PM10 (de diâmetro inferior a 10 microns) e PM 2,5 diminuíram respectivamente 14% e 16% na União Europeia entre 2002 e 2011, indica o relatório da AEE.
No entanto, em 2011, 33% dos habitantes da UE viviam em zonas onde as concentrações máximas autorizadas de PM10 em 24 horas foram superadas.
De acordo com as normas da OMS, que não são obrigatórias, trata-se de 88% da população urbana.
As partículas de menor tamanho penetram profundamente nos pulmões e no sangue, provocando patologias respiratórias e cardiovasculares. As PM10 são emitidas principalmente por processos mecânicos como as atividades de construção, enquanto as PM 2,5 resultam da combustão (madeira, combustível, especialmente diesel).
Por sua vez, 98% das populações urbanas estiveram expostas desde 2011 a concentrações de ozônio superiores às recomendações da OMS. O ozônio resulta das transformações, sob os efeitos dos raios solares, das emissões dos veículos a motor e das atividades industriais, e provoca irritação para as vias respiratórias.
Um relatório europeu publicado nesta terça-feira (15), pelo Lancet Respiratory Journal, baseado em 14 estudos realizados em 12 países em 74 mil mulheres, mostra que uma exposição ainda limitada a PM 2,5 durante a gravidez aumenta os riscos de peso insuficiente no recém-nascido.
Um peso de menos de 2,5 kg após 37 semanas de gestação pode provocar problemas respiratórios durante a infância, assim como dificuldades cognitivas.
Fonte: R7 Noticias

3,5 bilhões de pessoas não têm acesso ao manejo do lixo

Praticamente um terço da comida destinada ao consumo humano é perdida ou jogada no lixo anualmente

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), alertou que 3,5 bilhões de pessoas, metade da população mundial, não têm acesso ao manejo do lixo. Segundo o Pnuma, essa situação representa riscos à saúde e ao meio ambiente, além de prejudicar a economia.
Guia
A informação consta do Guia de Estratégias Nacionais para o Manejo do Lixo: Mudando de Desafios para Oportunidades, preparado com o apoio do Instituto da ONU para Treinamento e Pesquisa, Unitar.
O documento fornece um guia estratégico aos países cujos sistemas de manejo do lixo estejam desorganizados, com poucos recursos ou passando por alguma revisão.
Lixões
Segundo o Pnuma, os lixões, como são chamadas as áreas abertas onde os dejetos são despejados, podem causar sérios problemas de saúde para as pessoas que vivem perto desses locais.
Além disso, o Guia afirma que um manejo ruim do lixo pode causar a contaminação do solo e da água. A queima do material pode poluir o ar e o fato de não se utilizar materiais reciclados pode acelerar o esgotamento dos bens naturais.
Coleta
O Pnuma calcula que todos os anos são coletados 1,3 bilhão de toneladas de lixo sólido no mundo. Essa quantidade deve aumentar para 2,2 bilhões até 2025, principalmente, por causa dos países em desenvolvimento.
O mercado global do lixo, desde a coleta até a reciclagem, movimenta um mercado de US$ 410 bilhões por ano, mais de R$ 820 bilhões. As atividades de reciclagem na União Europeia geraram mais de 500 mil empregos em 2008.
Desperdício
O Guia do Pnuma diz ainda que o desperdício de alimentos chega a 1,3 bilhão de toneladas por ano. Praticamente um terço da comida destinada ao consumo humano é perdida ou jogada no lixo anualmente.
Para combater o problema, o documento diz que o manejo não é o único desafio. Os benefícios aparecem quando o lixo é tratado como um recurso que pode ser recuperado e colocado para uso produtivo e rentável.
O Pnuma reforça a importância da implementação de estratégias nacionais, como também, da necessidade de ajuste dos sistemas tendo como base mudanças das circunstâncias ou do contexto local.
Fonte: aleteia

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A partir desse mês, estamos oficialmente consumindo mais do que a Terra pode repor

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Dia 20 de agosto foi o Earth Overshoot Day (“O Dia da Terra Superada”, em tradução aproximada), o dia em que passamos a operar no vermelho – logo, nós não temos razões para festejar.
Isso porque o Earth Overshoot Day marca o dia do ano em que consumimos recursos naturais a uma taxa além do que nosso planeta pode repor (na mesma época, ou seja, um ano). Os humanos, agora, oficialmente produzem mais lixo do que pode ser reabsorvido, segundo a Global Footprint Network, uma organização não governamental com sede nos Estados Unidos, Suíça e Bélgica.
O feriado foi originalmente concebida por Andrew Simms, da organização New Economics Foundation, Reino Unido. Este ano, cai no dia 20 de agosto, dois dias (ou três, dependendo dos cálculos) mais cedo do que ocorreu no ano passado, seguindo uma tendência relativamente estável desde 2001: queda de cerca de três dias mais cedo a cada ano. O primeiro entrou em em 1970, naquele ano, Earth Overshoot Day caiu no dia 29 de dezembro.
A causa para o nosso consumo insustentável é multifacetada. Nós temos uma população em crescimento (hoje em mais de 7,1 bilhões, de acordo com o World Popular Clock, e um ganho líquido é uma pessoa a cada 13 segundos), com a crescente demanda por produtos e serviços que geram mais resíduos e usam mais recursos. Na nossa atual taxa de consumo global e de produção de resíduos, o nível de recursos necessários para apoiar-nos é cerca de 1,5 Terras. A Global Footprint Network estima que estamos no caminho certo para a necessidade de duas Terras, antes de chegar ao meio do século.
Hoje, de acordo com a Global Footprint Network, mais de 80% da população mundial vive em países que usam mais do que os seus ecossistemas podem renovar. Alguns dos criminosos maiores: Japão consome 7,1 de seus recursos; Itália 4, e Egito, 2,4. Na parte ecológica, a China é a maior esgotadora (seriam necessárias 2,5 Chinas para acomodar sua população), embora sua renda per capita seja menor do que muitos países europeus e norte-americanos.
Para calcular essa data, a Global Footprint Network descobre quantos dias de um determinado ano a biocapacidade da Terra pode fornecer para o impacto ecológico total. Assim, o cálculo é uma razão entre a biocapacidade mundial e o conjunto de impactos de ecológicos (ou pegada ecológica) no planeta por ano. A organização calcula a biocapacidade olhando para a quantidade de área produtiva (terra e mar) disponível para fornecer recursos e absorver os resíduos de acordo com as limitações da tecnologia atual e as práticas de gestão. Um país tem uma reserva ecológica se a sua pegada é menor do que sua biocapacidade; da mesma forma, se a sua pegada ultrapassa sua biocapacidade, ele é um devedor ecológico.
Global Footprint Network observa que a data é uma aproximação. Sua precisão é limitada por conjuntos de dados nacionais agregados, mas ainda assim mostra que os seres humanos estão usando a Terra a uma taxa que é insustentável.[popsci]
Fonte: hypescience

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Centro de Experimentos Florestais inaugura Jardim Sensorial em Itu

Espaço visa estimular o equilíbrio e a percepção.
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Com os olhos vendados, os participantes interagem com 30 espécies de vegetação

O Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin, em Itu, inaugurou no dia 20 de agosto seu Jardim Sensorial, cuja proposta é estimular o equilíbrio, a percepção e o desenvolvimento físico e mental dos participantes no contato com diferentes plantas.
Com os olhos vendados, os participantes interagem com 30 espécies de vegetação, estimulando sentidos como tato, olfato e paladar. A estrutura faz parte do projeto “Aprendendo com a Mata Atlântica”, iniciativa que visa sensibilizar estudantes e demais visitantes por meio de atividades lúdicas relacionadas à questão ambiental.

“Escolhemos espécies como óregano, manjericão, lavanda e boldo, que fazem parte do dia a dia das pessoas. Assim, incentivamos que os participantes identifiquem as plantas fazendo relações com seu cotidiano. É comum ouvirmos das crianças, por exemplo, frases como ‘isto tem cheiro de pizza‘ ou ‘este me lembra minha avó‘“, observa Kelly De Marchi, educadora ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.
Apesar do foco bastante direcionado a atividades com estudantes, qualquer pessoa pode participar da iniciativa, que conta também com estrutura para receber pessoas com deficiência, como placas em braille com informações sobre as plantas.

Educação Ambiental – Projeto Aprendendo com a Mata Atlântica
O projeto Aprendendo com a Mata Atlântica, desenvolvido pela SOS Mata Atlântica e patrocinado pela Brasil Kirin, no Centro de Experimentos Florestais, realiza ações de sensibilização ambiental desde 2010 e já recebeu mais de 16 mil visitantes.
Além de integrar estudantes, visitantes e a comunidade da região de Itu com as atividades realizadas pelo Centro de Experimentos Florestais, a iniciativa busca destacar a importância da Mata Atlântica para a vida de todos, informando que os visitantes moram em regiões que fazem parte dessa floresta.
A visita dura três horas e é composta por uma sequência de atividades interativas. Primeiramente, os participantes conhecem o Centro de Interpretação, onde são estimulados a entender a importância da relação entre ambiente urbano e floresta, podendo assim, contribuir para o desenvolvimento sustentável de ambos os espaços. Depois, participam de uma trilha na Mata Atlântica, ação que usa a metodologia de “vivências na natureza“ para despertar os sentidos, dando a sensação de envolvimento maior com a floresta. Os visitantes também conhecem a infraestrutura do viveiro de mudas nativas da Mata Atlântica e, a partir de agora, contam também com a atividade do Jardim Sensorial.
O número mínimo de visitantes por grupo é de 20 pessoas. As inscrições podem ser feitas com agendamento prévio pelo tel. (11) 4013-4598 ou pelo e-mail restauracao.educacao@sosma.org.br. O projeto oferece lanche aos participantes. Para as escolas públicas de Itu e Salto, também é oferecido transporte. A participação é gratuita.
Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin
Instalado em uma antiga fazenda da Brasil Kirin desde 2007, o Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin é referência em trabalhos de restauração, pesquisa e fomento florestal.
A entidade possui diversos projetos, um deles é o Aprendendo com a Mata Atlântica, que tem como objetivo integrar a comunidade do entorno às atividades realizadas no Centro e sensibilizar o público em geral. Outro é o Clickarvore, que identifica áreas de conservação e mobiliza internautas para doação de árvores.
No Centro, a Fundação SOS Mata Atlântica também desenvolve mais projetos, como o Florestas do Futuro e Porteira Aberta, que buscam conscientizar a população sobre a importância do bioma por meio de visitas monitoradas realizadas gratuitamente.
O Centro de Experimentos abriga um viveiro, com capacidade de produção de 700 mil mudas por ano. Até 2012, o viveiro produziu 1,9 milhão de mudas nativas de Mata Atlântica. As mudas foram destinadas à restauração ambiental da própria fazenda, e de áreas públicas e privadas em diversos municípios paulistas, totalizando mais de 700 hectares.
Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica
Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência.
Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental.
A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. 
Fonte: itu.com.br

Rio-2016 lança programa de sustentabilidade

Programa estabelece os fundamentos relativos à sustentabilidade no planejamento e também durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Vista do Pão de Açúcar, no Rio: na preparação para a Olimpíada, a cidade receberá cerca de 40 bilhões de reais em investimentos até 2016
Vista do Pão de Açúcar, no Rio: comitê organizador lançou o Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos do Rio/2016

Rio - O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos lançou nesta segunda-feira o seu Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos do Rio/2016. O programa, elaborado de forma conjunta pelas esferas federal, estadual e municipal de poder, estabelece os fundamentos relativos à sustentabilidade no planejamento e também durante os Jogos.

"Nosso objetivo é integrar a sustentabilidade a todo processo de organização, reduzindo o impacto dos Jogos e deixando um exemplo de boas práticas para toda a sociedade", afirmou o presidente do Rio/2016, Carlos Nuzman.
O Plano de Gestão da Sustentabilidade firmou cooperação técnica com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que prevê, entre outras atividades, uma avaliação do plano e a mediação do diálogo entre o Rio/2016 e a sociedade civil sobre sustentabilidade.
O programa de sustentabilidade terá uma submarca, a "Abraça Rio 2016", que será utilizada em todas a comunicação dos Jogos que estiver relacionada ao tema. A submarca leva a cor azul e é inspirada na identidade visual Rio 2016, com o objetivo de promover comportamentos responsáveis.
Fonte: Exame.com

domingo, 18 de agosto de 2013

Tapetes do futuro: orgânicos e ecologicamente corretos

Quando os tapetes ficam velhos, as pessoas costumam jogá-los fora. E eles dificilmente são reciclados – na maioria das vezes acabam simplesmente queimados. Mas isso pode mudar em breve, com a fabricação de tapetes totalmente orgânicos.
Uma equipe de cientistas conseguiu criar tapetes de lã compostos apenas de materiais naturais que podem ser processados depois que ficam gastos, podendo gerar novos e bonitos tapetes ou tendo novas utilidades, como fertilizantes na agricultura.
O novo projeto, financiado pelo governo holandês, chama-se Erutan. Se você ler a palavra ao contrário, vai perceber o termo “nature” se forma. E não é por menos, já que o tapete é uma iniciativa amiga da natureza.
No projeto, os pesquisadores substituíram todas as substâncias sintéticas e produtos químicos por materiais orgânicos, enzimas e polímeros. O resultado final é um tapete natural com a mesma flexibilidade e durabilidade do que qualquer outro feito de lã.
Apesar de tecidos feitos de lã e celulose serem biodegradáveis, os tapetes atuais também contém outro elemento que mantém as fibras unidas: o látex, responsável por fazer os tapetes acabarem em um forno.
Normalmente são necessários cerca de 1,2 quilos de látex por metro quadrado de tapete, e é praticamente impossível retirar o elemento depois para uma futura reciclagem. Mas os pesquisadores conseguiram substituir o látex por um adesivo orgânico.
Além disso, a limpeza da lã usada no tapete dispensa detergentes, sais, ou qualquer outro produto químico e precisa de menos água, por não conter látex. Os corantes usados na pigmentação dos tapetes são naturais e se fixam ao tapete a partir de uma tecnologia criada pelo grupo.
Quando os tapetes ficarem velhos, ao invés de incinerados, eles podem ser triturados e reutilizados. As empresas envolvidas no projeto Erutan estão preparadas para pagar as pessoas para entregarem seus antigos tapetes para elas, garantindo a reciclagem.
Muitas pessoas entregam seus tapetes para algumas empresas atualmente. Mas elas viram lixo industrial, já que queimam com facilidade. Ao invés disso, os tapetes podem ser reutilizados como matérias-primas em outros produtos. Bom para o consumidor e para o planeta.
http://hypescience.com/tapetes-do-futuro-organicos-e-ecologicamente-corretos/

Science Perda de biodiversidade é menos dramática do que se previa

Um estudo publicado, esta quinta-feira, na revista Science conclui que são exageradas as visões mais pessimistas sobre a biodiversidade, de que muitos animais serão extintos antes de serem sequer identificados.
Investigadores da Universidade de Griffith, em Brisbane, Austrália, dizem que estes temores são alimentados por uma série de ideias erradas, que vão desde as estimativas do número total de espécies, às previsões das taxas de extinção.
Num artigo intitulado ‘Podemos dar nome às espécies da Terra antes de elas se extinguirem’, os cientistas, liderados por Nigel Stork, concluem que não há provas de que as taxas de extinção sejam tão elevadas como se teme.
"Surpreendentemente, poucas espécies se extinguiram, de que tenhamos conhecimento. Claro que haverá algumas espécies que desapareceram sem terem sido registadas, mas pensamos que não sejam muitas", diz o investigador, vice-director da Escola de Ambiente da universidade de Griffith.
Nigel Stork diz que parte do problema é que existe uma ideia exagerada do número de animais existentes na Terra e, por isso, da dimensão da tarefa de catalogá-los.
"As estimativas modernas do número de espécies eucarióticas apontam para 100 milhões, mas nós estimamos que sejam cinco milhões (com uma margem de erro de três milhões a mais ou a menos)", disse.
Por outro lado, ao contrário do que se pensa, há mais cientistas do que nunca a trabalhar na tarefa de identificar espécies.
"Embora haja menos no mundo desenvolvido, onde os governos estão a reduzir o financiamento, nas nações em desenvolvimento o número de taxionomistas (cientistas que identificam espécies) está na verdade a aumentar, disse o autor, acrescentando que a nível global há hoje duas a três vezes mais cientistas a descrever espécies do que há 20 anos.
Ainda assim, Nigel Stork reconhece que a dimensão do desafio global de identificar as espécies existentes não deve ser subestimada.

Fonte:NM

Resíduos sólidos não aproveitados dão prejuízo de R$ 10 bilhões anuais ao país




O Brasil joga no lixo, a cada ano, cerca de R$ 10 bilhões por falta de reciclagem e destinação adequada de resíduos sólidos, e de uma política de logística reversa que gerencie o retorno de embalagens e outros materiais descartados de volta à indústria. É esta realidade que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) pretende transformar com a implantação, em todo o país, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tema de oficina realizada no início da tarde desta quinta-feira, 30/1, último dia do II Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Dentro da PNRS, a meta do governo federal é eliminar os lixões de todos os municípios brasileiros até o final de 2014, explicou o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Pedro Wilson Guimarães. Os governos estaduais e municipais deverão providenciar a substituição dos lixões por aterros sanitários, pois, a partir de 2014, a liberação de recursos da União estará condicionada à existência de planos estaduais e municipais de gestão de resíduos sólidos e de saneamento básico. De acordo com anúncio feito pela presidenta Dilma Rousseff, na segunda-feira, durante a abertura do encontro, os prefeitos terão, em 2013, R$ 35.5 bilhões para investir em obras de saneamento, pavimentação e mobilidade urbana selecionadas no final de 2012.

DESPERDÍCIO

“Os lixões são um problema sério que precisa ser enfrentado por todos os gestores”, disse o analista de Infraestrutura da SRHU, Eduardo Rocha Dias Santos. Ele afirmou que os prejuízos são enormes para o meio ambiente, com queda na qualidade de vida, no bem estar e na saúde pública, além de gerar desperdícios econômicos e impactos sociais significativos. A proposta é não gerar resíduos sólidos, mas reduzir, reutilizar e reciclar, tratando e dando destinação adequada.

Santos salientou que apenas a Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, não é suficiente para implantar o que se deseja. “Mas já é um começo”, admitiu. A lei define o compartilhamento de responsabilidades entre as três esferas de governo, o planejamento de ações de gestão e a implantação de infraestrutura adequada, priorizando-se a educação ambiental e a cobrança pela prestação desse serviço público com o objetivo de dar sustentação financeira à PNRS.

Fonte: Ministério do Ambiente

População de abelhas caiu um terço nos EUA

Quase um terço das abelhas de colônias espalhadas pelos Estados Unidos morreu durante o inverno 2012-2013, uma taxa de mortalidade que afeta a polinização das plantas com flores, e que pode estar atribuída ao uso de agrotóxicos. As conclusões fazem parte de uma pesquisa do Ministério de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Agência de Proteção do Meio Ambiente, que demonstram um aumento do problema nos últimos anos.
Segundo a pesquisa, a população de abelhas diminuiu 31,1% no inverno passado, 42% a mais do que no inverno anterior, quando 21,9% delas haviam desaparecido. O estudo é feito duas vezes ao ano desde 2007, junto aos apicultores.
A pesquisa, da qual participam as associações AIA (Inspetores Apícolas dos Estados Unidos) e Bee Informed Partnership, é feita com cerca de 6,2 mil apicultores dos EUA, o equivalente a 22,9% da produção total do país, de 2,6 milhões de colônias e abelhas.
Entre os consultados, 70% perceberam uma diminuição maior das colônias no último inverno. “É alarmante, tanto para os apicultores quanto para as nossas necessidades em polinização”, declarou Jeffery Pettis, que dirige o serviço de pesquisas agrícolas do USDA. “O preço para polinizar as culturas mais do que dobrou, o preço das abelhas está em claro aumento e se não pudermos tê-las, as colheitas vão sofrer.”
A Califórnia, o estado que mais depende das abelhas, é o que mais sofre com o problema e poderia enfrentar uma situação catastrófica no cultivo de amêndoas se uma nova perda de 30% da população acontecer. 
A causa deste aumento da mortalidade ainda não foi determinada, entre “doenças, fatores genéticos, uma má nutrição e a exposição aos pesticidas”. Na semana passada, estudos científicos demonstrando os efeitos dos agrotóxicos da família dos neonicotinoides levaram a Comissão Europeia a proibir o comércio três produtos fatais para as abelhas, por um período de dois anos, a contar de dezembro deste ano. A medida vale para a União Europeia.
A votação, alvo de polêmica e de lobby dos fabricantes dos pesticidas, foi apertada. A medida resultará na suspensão dos produtos clotianidina, imidacloprid e tiametoxam, presentes em pesticidas fabricados para quatro tipos de cultivos: milho, colza, girassol e algodão.
Fonte: rfi português

Meio Ambiente - Alto índice de reciclagem na Holanda pode ser exemplo para indústria paulista

A indústria paulista poderá seguir o exemplo da Holanda, que recicla 80% dos resíduos sólidos produzidos no país, para se adaptar à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010 e que deve ser implementada até 2014.

“Precisamos de tecnologia e também de logística reversa, que é a operação de trazer de volta esses itens para o processo produtivo. Como fazer isso? É melhor buscar com quem já aprendeu a fazer do que começar o processo do zero”, disse o diretor de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Eduardo San Martin, durante apresentação de dados sobre a política holandesa de gerenciamento de resíduos.

Ao apresentar os dados, Herman Huisman, coordenador da NL Agency, entidade responsável pelo processo na Holanda, disse que existem regras básicas que podem ser reproduzidas no Brasil, apesar das diferenças entre os países. “O primeiro passo seria deixar os aterros sanitários menos atrativos. Eles seriam usados somente para resíduos que resultarem do processo de reciclagem.”

Huismann considerou “bastante ambiciosa” a meta traçada pelo Política Nacional de Resíduos Sólidos, tendo em vista o curto tempo de adaptação. Ele chamou a atenção para a necessidade de criar mercados para os recicláveis, assim como programas de cooperação dentro do governo.

A ministra de Infraestrutura e Meio Ambiente da Holanda, Melanie Schultz, destacou a importância da aplicação da legislação e do desenvolvimento de projetos de educação ambiental para alcançar as metas propostas. “O Brasil experimentou um grande desenvolvimento nos últimos anos e agora reconhece a necessidade de uma legislação e de uma educação fundamentais para o desenvolvimento cultural e econômico do país”, disse ela.

As leis holandesas relacionadas ao tema foram aprovadas na década de 1970, em uma época de muita poluição e de problemas de saúde pública no país, como a cólera. Hoje, o volume de resíduos que segue para aterros fica entre 3% e 4%.

Fonte: Portal Bragança.com.br

Inventor faz resina antiferrugem com óleo de cozinha e lucra em PE

A ideia fixa de criar um produto sustentável e ao mesmo tempo lucrativo motivou o empreendedor pernambucano Luiz Cláudio Lima, 51, a pesquisar e testar o óleo de cozinha usado durante dez anos. A experiência resultou na invenção de uma resina antiferrugem para carros e na abertura da empresa Redlub, que fabrica e vende o produto.
O negócio que começou rendendo cerca de um salário mínimo hoje emprega quatro funcionários e fatura R$ 18 mil por mês. Mesmo assim, Lima ainda precisa dividir seu tempo entre a produção e a administração do negócio. Por dia, a Redlub produz cem litros da resina antiferrugem.

O produto desenvolvido pelo empresário é específico para o uso em automóveis. O antiferrugem é uma espécie de resina que atua contra a corrosão das partes de ferro. Ela é aplicada por meio de uma pistola de ar comprimido ou pincel diretamente nos chassis ou em outras peças do carro para evitar o desgaste e a oxidação.

O custo de produção da microempresa é reduzido. A principal matéria-prima, o óleo de cozinha usado, vem de coletas em restaurantes, hospitais, hotéis e outros estabelecimentos. Ao todo, são recolhidas cerca de 18 toneladas por mês do material, em aproximadamente 600 fornecedores nos Estados de Pernambuco e Alagoas.

Sem reciclagem, óleo iria para a rede de esgoto
·         O óleo de cozinha coletado em hotéis e restaurantes é reciclado
Segundo Lima, sem a reciclagem, o óleo de cozinha poderia ser despejado de forma inadequada e ir para redes de esgoto, poluindo a água e o solo. "As pessoas e as empresas precisam dar um destino correto ao óleo vegetal usado sem agredir o meio ambiente. Isso vai garantir uma qualidade de vida melhor para nossos netos e bisnetos no futuro", afirma.
De olho em novas oportunidades, o empreendedor relata que em Pernambuco há uma campanha da empresa de saneamento básico para que todas as casas tenham caixa de gordura instaladas.
Para aumentar sua rentabilidade, a partir de maio, Lima começará a oferecer o serviço de limpeza e desentupimento destas caixas na capital Recife e região metropolitana. "Vou aumentar a coleta de óleo e ainda ter a oportunidade de falar pessoalmente para as pessoas sobre a importância da reciclagem."

Além disso, o empresário já tem planos de transformar a água suja vinda das pias e dos ralos, que fica retida nas caixas de gordura, em gás veicular ou até mesmo em ração animal. "Ainda vou começar a pesquisar qual a melhor forma de reciclar este resíduo. Já me falaram que vai ser difícil, mas nada é difícil para mim."

Preocupação com meio ambiente motivou abertura do negócio
·         A Redlub produz cem litros por dia do antiferrugem, o Red Ruste
A ideia de reciclar o óleo de cozinha surgiu em 1998, quando Lima era encarregado da manutenção em um shopping na cidade de Paulista (PE). Uma de suas tarefas era, ao final do expediente, descartar o óleo vegetal usado para fritar os alimentos. Como não havia coleta seletiva na época, todo o resíduo ia parar na rede de esgoto.

Como o pai costumava utilizar óleo de cozinha na parte de baixo do carro para combater a oxidação das partes de ferro, o empresário pensou que poderia criar um antiferrugem reutilizando o material que seria descartado.

A partir daí, ele iniciou as pesquisas e a fase de testes laboratoriais, contando com a ajuda do Sebrae, serviço de apoio à micro e pequena empresa, e do Itep (Instituto de Tecnologia de Pernambuco).

Em 2002, com o produto comprovado, Lima conseguiu investimento para fazer um teste piloto e dar início às suas atividades. Foi um período difícil, a capacidade de produção era de apenas 200 litros por mês e o faturamento era pouco mais de um salário mínimo.

Somente em 2008, depois de ganhar mercado, o empreendedor teve condições de formalizar o negócio. "Todo o processo foi inventado por mim e feito com o que tinha em casa e no ferro velho. Hoje, já adquirimos motores, bombas, equipamento de laboratório, tanques e até veículos", diz.

Conscientização ajudou empresa a crescer
Lima atribui o crescimento da empresa à conscientização das pessoas em não despejar na pia o óleo vegetal usado para fritar alimentos. Além disso, as campanhas do governo que incentivam o descarte correto do material também o ajudaram.

Em Pernambuco, uma lei sancionada em setembro de 2011 obriga estabelecimentos comerciais, condomínios residenciais e indústrias que utilizam óleo de cozinha a instalar recipientes para coleta do resíduo e encaminhá-lo para a reciclagem.
Fonte: Afonso Ferreira 
Do UOL, em São Paulo