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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ONU pede mais ambição de países em negociação climática de Doha

ONU pede mais ambição de países em negociação climática de Doha

Secretária de convenção da ONU disse não haver recuo em planos. Próxima conferência do clima ocorre em novembro no Qatar.

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A chefe das negociações de clima da ONU, Christiana Figueres, disse nesta segunda-feira (1°) que os países não recuaram do que foi acordado em Durban no ano passado, mas afirmou que as ações atuais e promessas não são suficientes para evitar um perigoso aumento das temperaturas globais.
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Falando no Fórum de Carbono da América do Norte, em Washington, a secretária executiva da Convenção da ONU sobre mudança do clima (UNFCCC, na sigla em inglês), Christiana disse que, embora os países desenvolvidos e em desenvolvimento estejam fazendo "um bom progresso na direção certa", a caminho de um acordo legal, os atuais esforços globais são insuficientes.
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"Estamos aumentando o alcance e a cobertura das emissões e aumentando também a natureza jurídica dessas reduções, porque estamos indo de promessas voluntárias para um acordo legalmente vinculante", disse Figueres numa entrevista coletiva.
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"No entanto, mesmo que entre em vigor, o fato é que todos esses esforços, na verdade, representam 60% do esforço global que precisa ser feito se quisermos manter um aumento de 2 graus (da temperatura global)", acrescentou, referindo-se ao limite que cientistas impuseram para evitar mudanças climáticas perigosas.
A secretária-executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, em entrevista realizada nesta terça-feira (2), nos Estados Unidos (Foto: Rogan Ward/Reuters)A secretária-executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, em entrevista realizada nesta terça-feira (2), nos Estados Unidos (Foto: Rogan Ward/Reuters)
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Possível retrocesso
No ano passado, os negociadores reunidos em Durban, na África do Sul, concordaram em formalizar um novo acordo de redução de emissão de gases-estufa legalmente vinculante em 2015, que iria entrar em vigor até 2020, em que tanto os países ricos como os mais pobres iriam participar.
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Figueres disse que apesar de alguns relatos após Durban de que algumas das principais economias emergentes, como China e Índia, voltaram atrás em aceitar um acordo obrigatório, ela não vê "qualquer movimento de afastamento de onde Durban nos deixou."
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"Nenhum comentário que ouvi depois de Durban me surpreende ou me interessa. Estou realmente muito satisfeita que os países estejam levando o texto de Durban muito a sério", disse ela.
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A chefe do clima da ONU disse que a Plataforma de Durban, assim como outros textos negociados internacionalmente, foi deixada "criativamente ambígua" para servir como um ponto de partida para a próxima rodada de negociação.
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O documento denominado “Plataforma de Durban para Ação Aumentada” aponta uma série de medidas que deverão ser implementadas, mas na prática, não há medidas efetivas urgentes para conter em todo o planeta o aumento dos níveis de poluição nos próximos oito anos.
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Apesar da urgência para reduzir as emissões globais, os países acordaram que vão implementar medidas obrigatórias somente a partir de 2020
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Ação urgente, mas nem tanto
Ele prevê a criação de um acordo global climático que vai compreender todos os países integrantes da UNFCCC e irá substituir o Protocolo de Kyoto. Será desenhado pelos países “um protocolo, outro instrumento legal ou um resultado acordado com força legal” para combater as mudanças climáticas.
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Isso quer dizer que metas de redução de gases serão definidas para todas as nações, incluindo Estados Unidos e China, que não aceitavam qualquer tipo de negociação se uma das partes não fosse incluída nas obrigações de redução.
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O delineamento deste novo plano começará a ser feito a partir das próximas negociações da ONU, o que inclui a COP 18, que vai acontecer em 2012 no Catar. O documento afirma que um grupo de trabalho será criado e que deve concluir o novo plano em 2015.
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As medidas de contenção da poluição só deverão ser implementadas pelos países a partir de 2020, prazo estabelecido na Plataforma de Durban, e deverão levar em conta as recomendações do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que será divulgado entre 2014 e 2015.
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Em 2007, o organismo divulgou um documento que apontava para um aumento médio global das temperaturas entre 1,8 ºC e 4,0 ºC até 2100, com possibilidade de alta para 6,4 ºC se a população e a economia continuarem crescendo rapidamente e se for mantido o consumo intenso dos combustíveis fósseis.
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Entretanto, a estimativa mais confiável fala em um aumento médio de 3 ºC, assumindo que os níveis de dióxido de carbono se estabilizem em 45% acima da taxa atual. Aponta também, com mais de 90% de confiabilidade, que a maior parte do aumento de temperatura observado nos últimos 50 anos foi provocada por atividades humanas.
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*Com informações da Reuters
A metrópole chinesa de Wuhan foi coberta por nuvem amarelada espessa nesta segunda (11). Aumentando os temores de poluição entre seus nove milhões de habitantes. (Foto: AFP)A metrópole chinesa de Wuhan coberta por nuvem amarelada espessa. Novo plano de combate às emissões globais só entrará em vigor a partir de 2020 (Foto: AFP)

ONU diz que emissão de gases pode ultrapassar limite para 2020

ONU diz que emissão de gases pode ultrapassar limite para 2020

Cumprimento de acordos climático não é suficiente, diz relatório. Pnuma aponta que são necessários mais investimentos 'verdes'.

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Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado nesta quarta-feira (21) alerta que, mesmo se os países aplicarem até 2020 políticas públicas que ajudem a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o limite máximo proposto pelos cientistas para aquela data terá sido ultrapassado.
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Esse limite representa para a ciência climática estagnar a elevação da temperatura global em, no máximo, 2 ºC acima dos níveis pré-industriais ainda neste século.
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De acordo com o relatório “A lacuna das emissões”, em tradução livre do inglês, mesmo que todos os países cumpram nos próximos oito anos o que foi prometido em acordos climáticos firmados em conferências da ONU, delineados dentro da Convenção da ONU para Mudança Climática (UNFCCC, na sigla em inglês), eles ainda emitiriam 8 bilhões de toneladas (gigatoneladas) de gases a mais que o limite proposto para 2020.
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O teto de emissões fixado por cientistas para 2020 é de 44 gigatoneladas de CO2 equivalente (medida que soma a concentração de dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros gases).
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No entanto, há um cenário pior, caso nada seja feito. Se nos próximos oito anos nenhum governo cumprir o que prometeu e as políticas verdes deixarem de ser vistas como prioridade - acrescentando ainda o desenvolvimento econômico previsto para o período, as emissões de gases ultrapassariam em 14 gigatoneladas o limite calculado pelos cientistas.
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Em comunicado, Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor do Pnuma, disse que a transição para uma economia de baixo carbono e uma economia verde inclusiva ainda acontece de forma lenta “e que a oportunidade de alcançar o alvo de 44 milhões de toneladas de CO2 equivalente diminui anualmente”, explica.
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Mas ainda há solução, diz especialista
Segundo o brasileiro Ronaldo Seroa da Motta, pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e um dos autores do estudo, o relatório apresenta formas de como os países podem evitar o lançamento de gases excedentes se utilizarem como políticas públicas exemplos implementados e que já auxiliam na criação de uma economia global sustentável.
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“Países já tomaram iniciativas por conta própria e essas políticas levaram a grandes reduções de emissões (...). A ideia é ampliar essas experiências, expandindo-as para níveis nacionais. A mensagem do relatório é que estamos ameaçando a trajetória que tenta evitar a elevação da temperatura, mas, mesmo com isso, há políticas que podem auxiliar na redução das emissões”, disse Motta ao G1.
Fonte: G1
De acordo com o estudo, com investimentos que reduzem o impacto ambiental em setores como a construção, geração de energia e transporte, é possível evitar a emissão de um total de 17 gigatoneladas de gases até 2020.

Construções e transporte verdes
O capítulo que cita projetos já realizados em alguns países mostra que no setor da construção civil é possível reduzir de 1,4 a 2,9 gigatoneladas de gases com a criação de habitações que colaborem mais com o meio ambiente.
As residências teriam de ser mais eficientes do ponto de vista energético (com a provável aplicação de matrizes renováveis, que usam o vento ou o sol para gerar eletricidade), reduzir gastos com ar condicionado ou aquecimento, além de controlar o fluxo de água, com a aplicação de sistemas de reuso e escoamento de efluentes

Brasil assume presidência do Conselho Mundial da Água

Brasil assume presidência do Conselho Mundial da Água

O novo ocupante do cargo foi escolhido por meio de votação

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água
Trabalho do antigo presidente do WWC, o francês Loïc Fauchon, continuará sendo feito

São Paulo - O engenheiro civil e ambiental Benedito Braga é o mais novo presidente do Conselho Mundial da Água (WWC), órgão que visa debater a gestão do recurso hídrico no mundo e sensibilizar os governos para os problemas ligados a ele. O anúncio foi feito nesta semana, em Marselha, na França, durante a 6ª Assembleia Geral do Conselho.
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O novo ocupante do cargo foi escolhido por meio de votação. O nome de Benedito Braga, que nos últimos três anos ocupou a posição de vice-presidente do WWC, foi unanimidade entre os eleitores: os 36 membros do Conselho votaram no brasileiro, que assumirá o posto pelos próximos três anos.
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Em seu discurso de posse, Braga agradeceu a confiança dos companheiros, prometeu dar continuidade ao trabalho do antigo presidente do WWC, o francês Loïc Fauchon, e disse que vai investir na criação de novas políticas hídricas ao redor do mundo, que levem em conta três pilares: segurança hídrica para as necessidades básicas dos seres humanos; segurança hídrica para o desenvolvimento econômico e segurança hídrica para a sustentabilidade ambiental.
Fonte: Exame.com

Ação rápida é necessária para reduzir diferença em emissões

Ação rápida é necessária para reduzir diferença em emissões

O Banco Mundial advertiu esta semana que o mundo provavelmente vai aquecer de 3 a 4 graus até o final do século                

Poluição em Beijing, Vhina
Poluição em Beijing: "Se nenhuma ação rápida for tomada pelas nações, as emissões deverão estar em 58 gigatoneladas dentro de oito anos", apontou

Londres - As emissões de gases de efeito estufa em 2020 poderão estar entre 8 bilhões e 13 bilhões de toneladas acima do que é necessário para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius, mostrou um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), nesta quarta-feira.
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O relatório anual, elaborado pelo PNUMA e pela European Climate Foundation, estudou uma série de estimativas para avaliar se as promessas atuais para cortes de emissões são suficientes para limitar os piores efeitos da mudança climática.
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Foi constatado que a diferença entre as promessas de corte de emissões dos países e o que é necessário para ficar abaixo do que os cientistas dizem ser o limite para evitar os efeitos devastadores do aquecimento global tem aumentado desde a estimativa do ano passado de 6 a 11 bilhões de toneladas, devido ao crescimento econômico e outros novos dados.
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O Banco Mundial advertiu esta semana que o mundo provavelmente vai aquecer de 3 a 4 graus até o final do século e o clima extremo vai se tornar o "novo normal", afetando todas as regiões do mundo.
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Cientistas dizem que as emissões atingirão o pico antes de 2020 e cairão para cerca de 44 bilhões de toneladas (gigatoneladas) até 2020 para ter uma boa chance de limitar o aumento da temperatura a menos de dois graus.
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Com base em dados de 2010, as emissões globais estão estimadas em torno de 50 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) -- 20 por cento mais elevados do que as emissões de 2000 e 14 por cento acima do nível necessário em 2020 para ficar abaixo de dois graus, disse o PNUMA.
Fonte: Exame.com

Temperatura pode registrar até 4º a mais no fim do século

Temperatura pode registrar até 4º a mais no fim do século

Estudo encomendado pelo Banco Mundial revelou que o aumento acontecerá se as economias do mundo não adotarem posturas mais ambiciosas                

paisagem em Moçambique
Paisagem de Moçambique: algumas cidades de Moçambique, Madagascar, do México, da Indonésia e do Vietnã estariam mais vulneráveis à elevação do nível do mar

Brasília – Inundação de cidades costeiras, agravamento de seca em algumas regiões do mundo e de ondas de calor são cenários prováveis, caso os países não cumpram as promessas que têm firmado de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
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Estudo encomendado pelo Banco Mundial revelou que se as economias do mundo não adotarem posturas mais ambiciosas em relação ao clima e ao meio ambiente, a temperatura pode registrar até 4 graus Celsius (ºC) a mais no fim deste século.
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De acordo com a pesquisa, todas as regiões do mundo sofreriam, mas as nações mais pobres seriam as mais afetadas pelos riscos à produção de alimentos, que podem elevar as taxas de subnutrição e desnutrição, ao agravamento da escassez de água e à maior ocorrência de fenômenos como ciclones tropicais e perda irreversível da biodiversidade.
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Algumas cidades de Moçambique, Madagascar, do México, da Venezuela, Índia, de Bangladesh, da Indonésia, das Filipinas e do Vietnã estariam mais vulneráveis à elevação do nível do mar em 0,5 metro (m) a 1m até 2100.
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O estudo destaca que as regiões mais vulneráveis estão nos trópicos, em regiões subtropicais e em direção aos polos, onde múltiplos impactos podem ocorrer simultaneamente.
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Mesmo diante do alerta, os representantes do Banco Mundial destacaram que ainda é possível manter a elevação da temperatura no mundo abaixo dos 2ºC, meta assumida por autoridades de quase 200 países que estiveram reunidos na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, em 2010.
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A possibilidade de evitar 4°C a mais na temperatura mundial, segundo o estudo, dependeria de uma ação política sustentada da comunidade internacional.
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Ainda assim, a pesquisa indica que alguns danos e riscos ao meio ambiente e às populações não poderiam ser mais evitados.
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Pesquisadores da instituição apontam o uso mais eficiente e mais inteligente da energia e dos recursos naturais como uma das medidas de redução do impacto do clima sobre o desenvolvimento, sem que isso represente ameaça ao ritmo de redução da pobreza no mundo e ao crescimento econômico das nações.
Fonte: Exame.com