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sábado, 30 de junho de 2012

Copenhague é escolhida Capital Verde Europeia 2014

A cidade dinamarquesa de Copenhague foi escolhida nesta sexta-feira pela Comissão Europeia como a Capital Verde Europeia 2014, em um ato realizado na cidade espanhola de Vitória, cidade que ostenta o titulo durante este ano.

O nome da sucessora de Nantes (França), cidade se tornará a capital ambiental da Europa em 2013, foi divulgado pelo comissário europeu do Meio Ambiente, Janez Potocnik, responsável por anunciar o veredicto do júri. A capital dinamarquesa venceu o prêmio que disputava com cidades como Bristol (Inglaterra) e Frankfurt (Alemanha).

Copenhague tem 1,2 milhão de habitantes e em 2010 perdeu o prêmio na edição na qual Estocolmo foi a vencedora. Entre suas propostas ambientais está chegar em 2025 com emissões zero de CO2 à atmosfera.

Além de Potocnik, o evento de escolha da Capital Verde Europeia para 2014 teve a participação da presidente do Comitê das Regiões da UE, Mercedes Bresso; o ministro de Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente, Miguel Arias Cañete; o lehendakari, Patxi López, e o prefeito de Vitoria, Javier Maroto, entre outros.

Antes de ser divulgado o nome da nova "Capital Verde", López destacou que a cidade de Vitoria se transformou em uma "vitrine de sustentabilidade" para o País Basco e advertiu que neste momento de crise é preciso estabelecer que "toda política de crescimento deve ter o componente da sustentabilidade inserido em seu DNA".

Enquanto isso, Cañete falou que a cidade escolhida deve ser uma "embaixadora do sistema sustentável" e servir de inspiração a outras localidades europeias.

A designação da nova Capital Verde Europeia encerrou um dia que começou com um ato de boas-vindas e seguiu com uma mesa-redonda com representantes de Estocolmo (Suécia) e Hamburgo (Alemanha), cidades que até agora desfrutaram, junto com Vitoria, do título de capitais verdes. Todas elas expuseram suas experiências e a vantagem competitiva que representa práticas de políticas que respeitem o meio ambiente.
Fonte: Terra

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Todos pelo meio ambiente

Desafios impostos pela necessidade de promover o desenvolvimento e preservar os recursos naturais mobilizam autoridades, empresários e até mesmo crianças em todo o mundo. O DF segue essa tendência e dá exemplo

A destruição das árvores, a poluição dos rios e o desperdício de água e eletricidade têm despertado diversos segmentos da sociedade para um novo desafio: a consciência ecológica. Não é de hoje que especialistas alertam para o risco de as próximas gerações sentirem os efeitos da degradação do meio ambiente. Diante desse cenário, microempresários, escolas, professores e representantes de diversos setores têm despertado para o reaproveitamento de resíduos antes considerados lixo. A ideia da sustentabilidade é responsável por movimentar a economia, gerar renda e emprego. Esse movimento também é acompanhado no Distrito Federal.

Entre os protagonistas dessa história está a artesã Ana Maria Romeiro, 50 anos. Nas mãos da artista, a casca do abacaxi, a palha de milho, o bagaço da cana e a folha de bananeira se transformam em blocos de nota, painéis, revestimento para parede, quadros, porta-retratos e até mesmo convites de casamento e objetos de decoração. No Zoológico de Brasília, o ambientalista Raimundo Pereira Barbosa conseguiu reduzir a conta da água de R$ 99 mil, em maio de 2009, para R$ 657,74 no mesmo mês deste ano. A solução foi consertar os vazamentos nos recintos dos animais e abrir quatro poços artesianos.

Pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sondou 3.912 empresários no país em relação à percepção da importância de gerir o negócio de maneira sustentável. Desses, 70 questionários foram aplicados no DF, sendo três no ramo do agronegócio, 32 na indústria da construção civil e 35 no comércio e serviços. Dos entrevistados, 70,2% disseram realizar ações de sustentabilidade, como coleta seletiva de lixo; 72,4% fazem o controle do consumo de papel; 80,6% monitoram o consumo de água; 81,7% regulam a despesa com energia e 65,6% dizem destinar adequadamente os resíduos tóxicos, como solventes, produtos de limpeza, cartuchos e tinta.
Gerente da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae, Flávia Firme destaca que essa mudança de pensamento ocorre em razão de o consumidor estar mais interessado em adquirir produtos e serviços de práticas economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas. Como no Brasil, o modelo de sustentabilidade cresce em todo o mundo e, além de ações de reciclagem de papel, de plástico e demais materiais — cujo processo de decomposição pode levar milhares de anos, como é o caso do vidro —, a construção civil tem estudado formas de aproveitar esses resíduos antes de descartá-los. "A consciência ambiental já é uma realidade e esse movimento não vai parar. As pessoas estão muito mais conscientes e exigentes e as empresas mais preocupadas com isso", destacou Flávia.
Rio+20
Preocupados com o futuro do planeta, desde 13 de junho, líderes e representantes de diversos países se uniram com objetivo de renovar o compromisso político com o desenvolvimento sustentável e discutir quais ações serão tomadas nas próximas décadas. Esse foi o mote da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), encerrada oficialmente ontem. Agora, especialistas e autoridades que participaram do evento estudam formas para tirar do papel os compromissos assumidos.

No Distrito Federal, o Judiciário está entre os que contribuem para a utilização adequada dos recursos naturais. O Fórum Desembargador Joaquim de Sousa Neto, conhecido como Fórum Verde, foi inaugurado em abril do ano passado como a primeira obra sustentável da Justiça brasileira e a pioneira no Centro-Oeste. A construção foi feita com o objetivo de aproveitar ao máximo a iluminação e ventilação naturais. O Correio apresenta agora cinco ações exemplares de sustentabilidade aplicadas no DF.
Curiosidades
Tempo de decomposição de alguns materiais:
Papel: 3 a 6 meses
Jornal: 6 meses
Palito de madeira: 6 meses
Toco de cigarro: 20 meses
Nylon: mais de 30 anos
Chicletes: 5 anos
Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano
Fralda descartável biodegradável: 1 ano
Fralda descartável comum: 450 anos
Lata e copos de plástico: 50 anos
Lata de aço: 10 anos
Tampas de garrafa: 150 anos
Isopor: 8 anos
Plástico: 100 anos
Garrafa plástica: 400 anos
Pneu: 600 anos
Vidro: 4.000 anos
Borracha: tempo indeterminado
Fonte: ecolegal.com.br
Folha de bananeira vira livro

Há 12 anos, a artesã Ana Maria Romeiro, 50 anos, descobriu uma forma de fabricar papel sem derrubar árvores a partir da casca do abacaxi, do bagaço de cana, do saco de cimento e da folha de bananeira. Ela largou o trabalho industrial na produção do artesanato, para se dedicar à coleta desses resíduos naturais. Ana Maria firmou uma parceria com agricultores rurais para entrega da matéria-prima, com o também da palha de milho e do bagaço da cana. "Eles fornecem as cascas que antes eram descartadas. Muitos perceberam que, depois de colher, podem transformar o material que sobrou em arte e em renda para a família", explica.
Com o material em mãos, Ana, os filhos, o marido, João de Macedo, 52 anos, produzem blocos de notas, porta-retratos, convites de casamento e revestimento de parede como decoração. O trabalho de confecção do artesanato, leva um dia — entre separação das fibras e secagem do material — e requer dedicação e criatividade para agregar valor ao produto e agradar o público. O cento do convite de casamento personalizado custa entre R$ 600 e R$ 1,5 mil. "Meu objetivo é despertar a população para essa consciência ambiental", destaca Ana. O site papelete.com.br apresenta o trabalho da artesã.

Iniciativas verdes em sala de aula
Aos 5 anos, Letícia Leão Buson sabe bem a importância de separar o lixo. Essa lição, ela aprendeu em casa e na escola. Na sala de aula, quatro minilixeiras de cores diferentes orientam os alunos a jogar o resíduo no local apropriado. "O azul é para colocar papel. Já a marrom, o resto de comida", detalha a menina. Letícia é aluna do Colégio Marista e integra uma turma composta por 24 alunos.

Além disso, a professora Maria Stella Machado ensina os alunos a desligar a luz ao deixar o espaço e a usar a própria garrafa de água para evitar o uso de copos plásticos descartáveis.
Quando os estudantes realizam atividades em que é necessário utilizar papel, como desenhos e pinturas, a escola oferece folhas de rascunho. O pequeno Otto Dreer sabe que é preciso economizar esse recurso. "Eu desenho do outro lado da folha", conta. A partir do 2ºano, o uso da garrafinha é obrigatório na escola. Na entrada do Marista, há ainda uma caixa para descarte de pilhas. "A gente tem uma parceria com empresas de materiais. A preocupação é transformar essas crianças em adultos conscientes", garante a supervisora operacional Marley Caetano de Oliveira.

Economia animal no zoológico
Apesar de a escassez de água ser um preocupação mundial, muitas pessoas insistem em desperdiçá-la por meio de atitudes diárias, como escovar os dentes ou tomar banho. O consumo diário considerado ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 110 litros de água por habitante. Em Brasília, cada pessoa gasta 274,6 litros, média que enquadra o DF entre as unidades da Federação que mais utilizam o recurso. O Lago Sul é o campeão, com 1.026 litros por morador, ou seja, 10 vezes mais que o recomendado.
Pensando na redução dos gastos e na utilização correta do recurso natural, o Zoológico de Brasília consertou vazamentos nos recintos dos animais e, em vez de usar a água da Caesb, construiu quatro poços artesianos. A água passou por análise da qualidade e não oferece risco algum aos bichos, segundo o ambientalista Raimundo Pereira Barbosa. A conta de em maio de 2009 foi de R$ 99 mil e este ano passou para apenas
R$ 657,74. De janeiro a junho de 2012, a soma dos gastos foi de R$ 9.479,90, economia de R$ 513 milhões se comparado ao primeiro semestre de 2011, quando a despesa chegou a R$ 523.346,65. "Se todo mundo souber usar o recurso, nós o teremos por um bom tempo, mas, se desperdiçamos, a água vai faltar para alguém", acredita Raimundo.

Saco de cimento vira tijolo
Quem diria que um saco de cimento vazio poderia ser utilizado para a fabricação de tijolos? Depois de quatro anos de estudo, o pesquisador da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília (UnB), Márcio Buson descobriu que o material poderia ser usado na construção civil. "A fibra desse material é longa e muito resistente, além de ser um resíduo abundante e descartado todos os dias", destacou. O produto é incorporado ao solo natural para fabricação dos blocos de terra compactada. O resultado é um tijolo mais resistente que o tradicional. "Viajei para Portugal e fiz um ensaio de resistência ao fogo e ele teve desempenho excelente, muito melhor que o de solo de cimento", explicou.
Márcio conta que, no fim do ano passado, a quantidade despachada pela indústria era de 80 milhões de sacos de cimento. "Este ano, acredito que chegaremos a 1 bilhão. É uma quantidade muito grande de resíduos jogado na natureza", disse. A utilização de um modelo sustentável, no entanto, ainda enfrenta resistência por parte do mercado, além de pressão econômica de segmentos da indústria. "A arquitetura de terra, mesmo sendo usada no mundo inteiro, ainda é difícil no Brasil, mas, de gotinha em gotinha, a gente enche um balde", acredita.

Judiciário local dá exemplo
O Fórum Desembargador Joaquim de Sousa Neto, no Setor de Indústrias Gráficas, é a primeira obra sustentável do Judiciário brasileiro e a primeira do gênero a ser construída no Centro-Oeste. A arquitetura levou em consideração a ventilação e iluminação naturais, além de proporcionar conforto e beleza ao lugar, com a criação de uma cobertura com jardim. A profissional responsável pelo projeto, Sandra Henriques, diz que é possível falar em sustentabilidade sem necessariamente gastar muito. "Em Brasília, temos uma vegetação de cerrado que possibilita uma visão da paisagem natural e uma incidência solar muito boa. Podemos fazer uma arquitetura eficiente, com o mínimo de equipamentos sofisticados, que proporcione conforto, beleza e salubridade", explica.
A obra considerou ainda medidas para evitar o uso de ar condicionado e aproveitar a vegetação do lugar, em uma tentativa de humanizar o ambiente de trabalho. A construção conquistou o terceiro lugar do Prêmio Green Buiding Brasil, na seleção de prédios que mais se destacaram na redução do impacto socioambiental. "Foi um investimento que só acrescentou. É uma consciência que deveria existir sempre. Uma boa arquitetura é sustentável e a tendência é que essa ideia se multiplique", acredita Sandra.
Fonte: Cliping

O Dia D do meio ambiente urbano

Expira em 2 de agosto o prazo legal para que cada uma das 5.565 cidades brasileiras conclua e apresente o seu Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. É o que prevê a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cujos princípios mais importantes estabelecem o fim dos lixões em todo o país e sua substituição por aterros sanitários, a adoção da chamada logística reversa (uma corresponsabilidade de fabricantes/importadores, distribuidores e varejistas), a coleta seletiva, correta destinação, reaproveitamento e reciclagem do lixo.

Considerada a relevância dessa lei e o avanço que significará para o Brasil, é preocupante constatar o silêncio da grande maioria das cidades quanto à elaboração dos planos locais para a gestão dos resíduos sólidos, uma competência inalienável do poder público municipal. Será que todas já fizeram a decisiva lição de casa e estão aguardando a data certa para fazer o grande anúncio? Ou estariam apostando na velha prática brasileira de adiamento de decisões e providências, mesmo algumas de alto significado para toda a sociedade?

Caso prevaleça a segunda hipótese, a omissão pode ser um tiro no pé, pois o Ministério do Meio Ambiente já afirmou que o prazo não será prorrogado. E nem deveria, pois já não era sem tempo que o Brasil precisava adotar uma política avançada e eficaz para responder aos desafios relativos ao lixo urbano, um dos mais graves da civilização contemporânea.

Os Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, segundo determina a Lei 12.305, devem ser compatíveis com a realidade local. Trata-se de um projeto complexo e detalhado. Assim, os municípios que não iniciaram o trabalho há mais tempo dificilmente terão condições de fazer tudo às pressas, apenas para cumprir o prazo legal. As dificuldades começam no processo de capacitação dos profissionais. Não há condições de prepará-los do dia para a noite de modo que possam atuar de modo eficiente nesses planos.

A elaboração de cada projeto deve considerar três pilares essenciais: 1) o operacional, que delineia as bases da coleta (inclusive seletiva), destinação, reaproveitamento e reciclagem; 2) o econômico, voltado à viabilização do plano; 3) e o jurídico, referente à decisão se sua implantação, que será feita por meio de parceria público-privada, concessão à iniciativa particular ou recursos próprios da municipalidade. Ademais, a legislação faculta aos pequenos municípios, cuja dificuldade é maior em apresentar escala suficiente para viabilizar um modelo de negócio sustentável a longo prazo, a formação de consórcios intermunicipais e a elaboração de planos microrregionais.

Seja como for, os municípios têm a importante missão social de transformar suas práticas ambientais, e o prefeito é o principal agente dessa mudança. Assim, a Lei 12.305 deve ser vista, muito além de uma obrigação, como oportunidade de elevar as cidades a novos patamares na gestão de resíduos, com impacto direto na qualidade da vida de seus habitantes.

O Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos é, ainda, condição indispensável para que se tenha acesso aos recursos da União destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos, bem como a benefícios, incentivos e financiamentos de organismos federais de crédito para fomento de tal atividade. Ou seja, os municípios que não entregarem o plano até 2 de agosto — Dia D do Meio Ambiente Urbano Nacional — terão de arcar sozinhos com os custos de implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Muito mais do que a perda de recursos financeiros, o atraso na implantação desses planos seria muito nocivo ao habitat e às condições da vida dos brasileiros. Além disso, significaria um mau exemplo para a sociedade, cuja educação ambiental deve partir do poder público, de maneira que possamos avançar como nação verdadeiramente desenvolvida. Este, aliás, é um tema muito oportuno para as campanhas eleitorais deste ano, quando serão eleitos prefeitos e vereadores em todos os municípios brasileiros.
Fonte: Jornal do BrasilTadayuki Yoshimura*

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Município pede a Sanepar mais investimentos para evitar vazamentos em Londrina


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A Sanepar e a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) assumiram o compromisso de tentar diminuir os incidentes de vazamento de esgoto e poluição em Londrina nesta segunda-feira (25). Representantes de ambas e os membros do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) se reuniram para tratar do problema e encontrar soluções.

Vazamentos têm sido constatados constantemente. Em maio, uma ocorrência do Ribeirão Quati, no Jardim Leonor, zona oeste de Londrina, rendeu uma multa de R$ 200 mil a Sanepar, a segunda dada em 2012. Nesta segunda-feira (25), a gerente regional da empresa, Mara Kalinowski, e outros três representantes participaram da reunião do Consemma.

O secretário muncipal do Ambiente, Gilmar Domingues Pereira, afirmou que foram mostrados vídeos e fotos dos vazamentos. A proposta apresentada pelo município é do reforço no efetivo de fiscalização para prevenir os vazamentos, além do aumento de investimentos na rede.

"O Consemma está solicitando para a empresa um comparativo entre investimentos e arrecadação. Sabemos que toda verba é feita pela metodologia distributiva, é distribuída em todos os municípios. Nós queremos que o dinheiro arrecadado em Londrina fique para Londrina na melhoria da rede", colocou.

A Sanepar também cobrou da prefeitura melhora na fiscalização, argumento aceito pelo secretário. "Ela colocou que é necessária uma minunciosa fiscalização com relação às caixas de gordura, fiscalização de ligações clandestinas. Eles alegam que a taxa de permeabilidade não está sendo respeitada e que o município não está conseguindo fiscalizar", comentou.

Um técnico da empresa foi colocado à disposição da Sema para ajudar nas fiscalizações. Dentro de 15 dias, o conselho chamará uma reunião extraordinária, na qual deverá ser assinado um documento entre a Sanepar e a secretaria para prevenção dos vazamentos.

Além do documento, Pereira defendeu a realização de uma campanha de conscientização. "Há a necessidade de uma campanha muito ampla de educação ambiental com relação ao problema do esgoto em Londrina. Nunca houve uma campanha de esclarecinento, qual o papel de uma caixa de gordura", exemplificou.
Fonte: odiário.com

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ministra do Meio Ambiente defende texto que será votado na Rio+20

Izabella Teixeira destacou os pontos positivos do documento

A ministra do meio-ambiente Izabella Teixeira defendeu com firmeza às criticas em relação ao documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, apresentado pela primeira vez aos chefes de estado nesta quarta-feira (20).

Durante coletiva de imprensa com o embaixador Luis Alberto Figueiredo Machado, a ministra reafirmou o compromisso do Brasil com as questões ambientais, mas admitiu que as dificuldades impostas nas negociações, principalmente pelos países ricos, impediram que os avanços fossem ainda maiores.

“Houve, sim, dificuldades para que países desenvolvidos alocassem mais recursos”, afirmou, referindo-se as nações que dificultaram a negociação em torno da realocação e do financiamento de propostas de preservação. Estados Unidos, a União Européia e Japão principalmente, alegaram problemas financeiros causados pelos impactos da crise econômica internacional.
Fonte: Terra

Rio+20: líderes mundiais divergem em propostas para preservar meio ambiente

(Atualiza com discurso do presidente do Governo espanhol). Manuel Pérez Bella. Rio de Janeiro, 20 jun (EFE).- A cúpula da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 começou nesta quarta-feira no Rio de Janeiro com um amplo consenso na urgência da preservação do planeta, mas com grandes diferenças nas propostas dos países para atingir este objetivo.

Chefes de Estado e de Governo e altos representantes de 193 países se reuniram no Rio para reafirmar o compromisso com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, num encontro que vai se prolongar até sexta-feira.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou no discurso de abertura que o mundo "não pode se permitir o luxo de perder mais tempo" para mudar o modelo econômico vigente e torná-lo mais sustentável. Ban pediu aos países que "superem os interesses particulares" e pensem nas gerações futuras.

A mensagem, porém, não tocou boa parte dos líderes presentes, que divergiram bastante entre si, o que dificultou a formalização de um acordo mais amplo na Rio+20. A presidente Dilma Rousseff, na qualidade de anfitriã, pronunciou o discurso mais caloroso a favor do acordo assinado nesta terça-feira, cujo conteúdo foi proposto pelo Brasil e que teve os pontos mais polêmicos eliminados para evitar o fracasso das negociações. Dilma celebrou a aprovação do compromisso de erradicar a pobreza e a renovação do princípio de "responsabilidades comuns mas diferenciadas", que transfere a pressão de interromper a mudança climática principalmente para os ombros dos países mais ricos.

O otimismo, porém, desapareceu no discurso do presidente francês, François Hollande, que afirmou que o acordo que será assinado pelos governantes é "insuficiente" para dar às questões ambientais uma maior importância na agenda global. Hollande anunciou que seguirá promovendo em fóruns internacionais a criação de uma agência da ONU dedicada ao meio ambiente, uma das aspirações da União Europeia na Rio+20 e que foi eliminada do texto final pela pressão de alguns países em desenvolvimento, entre eles o Brasil.

A China, um dos maiores poluidores do mundo, jogou uma ducha de água fria na plenária do Riocentro, onde está sendo realizado o encontro, ao deixar claro que a preservação ao meio ambiente não será uma prioridade do país se isto frear seu crescimento. O primeiro-ministro chinês, Wen Jibao, disse que "não se pode limitar" o ritmo de crescimento dos países e sustentou que a China terá mais capacidade de promover a transição para uma economia verde se continuar se desenvolvendo.

Estas divisões entre os países significam a maior "fraqueza" da comunidade internacional e representam o maior risco para o planeta, segundo alertou o presidente do Chile, Sebastián Piñera, que assim como o resto dos líderes latino-americanos demonstrou seu compromisso com a preservação ambiental e a justiça social. Na mesma linha, a presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, criticou os países que "seguem sem assumir seus compromissos" e lembrou que a deterioração do meio ambiente afeta a "todos".

O presidente peruano, Ollanta Humala, fez um mea culpa e admitiu que "durante séculos" foram cometidos "erros terríveis" em relação ao meio ambiente em seu país. Humala, no entanto, frisou que agora o Peru apoia incondicionalmente a preservação da floresta amazônica. O Paraguai, representado por seu chanceler, Jorge Lara Castro, afirmou que a natureza não deve ser tratada "como uma mercadoria" e defendeu um modelo de desenvolvimento que permita a população ter "uma vida digna".

A presidente argentina, Cristina Kirchner, retornou ao seu país sem participar da conferência e não explicou os motivos da decisão. A imprensa da Argentina atribuiu sua volta a uma greve de caminhoneiros.

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, advertiu que só os projetos ambientais viáveis do ponto de vista econômico serão sustentáveis e defendeu uma "economia verde" que reúna proteção do meio ambiente e geração de emprego. "Estou convencido que o meio ambiente só pode ser preservado se incorporamos o valor econômico em nossas decisões como governantes. O que não for viável do ponto de vista econômico, não poderá se sustentar, e ao mesmo tempo algo que não for sustentável, não será útil economicamente", disse Rajoy. Após os discursos, acontecerá uma recepção oficial para os presidentes e a apresentação do espetáculo "Um Brasil para iniciantes", que faz um passeio pelas tradições musicais brasileiras.

   A Rio+20, realizada no vigésimo aniversário da Cúpula da Terra (ECO-92), que também ocorreu no Rio de Janeiro, prosseguirá nesta quinta-feira com os pronunciamentos das autoridades que não falaram hoje, entre elas a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Fonte: R7 Noticias

sábado, 16 de junho de 2012

Ministra do Meio Ambiente fala sobre as expectativas de Dilma Roussef na Cerimônia de Abertura do Congresso Mundial ICLEI 2012

Compromissos inadiáveis com a sustentabilidade e a responsabilidade política marcaram a noite de abertura, que foi encerrada com o talento de Milton Nascimento.
A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, marcou a Cerimônia de Abertura do Congresso Mundial ICLEI 2012, ontem à noite, em Belo Horizonte. O evento acontecerá até domingo com as expectativas do Governo Federal sobre o encontro global de governos locais pela sustentabilidade. Além dela, o discurso do presidente do ICLEI, David Cadman, foi contundente sobre a responsabilidade dos governos para agirem agora. No dia 15 de junho (sexta-feira), pela manhã, o coordenador executivo da Rio+20, Brice Lalonde, diretamente do Rio de Janeiro, enviou sua mensagem sobre a importância da participação dos governos locais nas políticas de sustentabilidade.
A Ministra salientou que espera “que o ICLEI nos ofereça alternativas mais objetivas em torno de soluções concretas onde o bem feito, a ética e os princípios de sustentabilidade tragam soluções das gerações presentes para uma vida melhor das gerações futuras”. Para a Ministra, o congresso acontece em “um momento de uma nova inflexão política, desde que o mundo apontou, na Rio-92 há 20 anos, a necessidade de mudança de modelos de desenvolvimento. A Rio+20 é uma conferência de partida, coloca na agenda a pauta da necessidade de agir com pragmatismo ambiental, com pragmatismo político”.
David Cadman falou sobre a necessidade de os governos locais, estaduais e nacionais transformarem suas agendas em ações sobre o que está sendo feito, deixando para trás a agenda do que pode ser feito. “Não podemos, além do legado da dívida financeira, deixar para as gerações futuras o legado de um meio ambiente destruído” – disse ele.
Já Brice Lalonde, coordenador executivo da Rio+20, falou hoje durante a plenária de abertura do Congresso, em que foi feito um balanço das ações locais pós Rio92 até Rio+20. “Os governos locais têm papel fundamental nas discussões de sustentabilidade. Falar sobre sustentabilidade é falar sobre bem-estar. É preciso pensar como vamos lidar com isso”, afirmou. Com o nome “Do Rio ao Rio”, nessa plenária foi apresentado o estudo que traz uma revisão de 20 anos de ação local para a sustentabilidade global. O documento “Sustentabilidade local 2012” completo está disponível no link: www.local2012.iclei.org/local-sustainability-study.
Outra palestra de destaque foi a de Sebástien Duyck, membro da Comissão Executiva, Rio+20es, da França, que discute a sustentabilidade com as gerações futuras. Para ele “os governos locais precisam reconhecer o papel da juventude como empreendedores sociais e ter a juventude a bordo das discussões. É necessário considerar os interesses das gerações futuras”. Duyck ainda reforçou que “a juventude sofre a falta de decisões reais para o futuro”. Com isso, o presidente do ICLEI, David Cadman, enfatizou o discurso de Duyck, dizendo “que é imprescindível contar com jovens nessas discussões”.
O evento continua e agora, conforme a ministra do Meio Ambiente espera, o Congresso Mundial do ICLEI pretende redigir até domingo a “Mensagem para o Rio”, um documento que representará a intenção dos Governos Locais com seus compromissos de sustentabilidade que será apresentado na Rio+20. No domingo, das 16h às 17h30, na plenária final do evento, diversos prefeitos darão a sua visão para o futuro. Entre eles, Park Won Son, prefeito de Seoul, Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro e Marcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte.
Esse será o grande dia de importantes trocas de experiências entre as cidades e momento de decisões. Entre os temas estão, “Crescimento rápido – crescimento verde”, “Sistemas Alimentares nas Cidades”, entre outros.
Durante todo o evento, são apresentados casos de sucesso de ações em sustentabilidade no mundo todo. Entre eles, o trabalho em gestão de resíduos desenvolvido por cidades, como Dunkerque, na França, Salta, na Argentina, Belo Horizonte, entre outras
Fonte: Brasil Fator

Brasil desistiu de liderar agenda ambiental, diz Marina

Ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva diz que o país tem vivido um acelerado retrocesso no setor e que abriu mão de liderar as discussões globais sobre o meio-ambiente

Embora avalie que o Brasil avançou na proteção ambiental desde a Eco-92, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva diz que o país tem vivido um acelerado retrocesso no setor e que abriu mão de liderar as discussões globais sobre o meio-ambiente. "O Brasil nem busca mais essa liderança, ainda que reúna as melhores condições para fazer isso", diz Marina.
Em entrevista à BBC Brasil às vésperas da Rio+20, a ex-ministra critica a atuação do governo na reforma do Código Florestal e cita duas iniciativas que, segundo ela, ameaçam os avanços conquistados: a Medida Provisória 558, que reduziu oito unidades de conservação na Amazônia; e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 213, que tramita no Congresso e busca transferir do Executivo para o Legislativo a responsabilidade de demarcar Terras Indígenas. "A base legal que fez com que, desde 2004, se conseguisse reduzir a pobreza e o desmatamento agora está sendo abolida", afirma Marina.
Veja a cobertura completa da Rio+20
BBC Brasil - A Rio+20 poderá ter resultados equivalentes aos da Eco-92?
Marina Silva - A Eco-92 teve um esforço virtuoso, mas a agenda de implementação dos aspectos de mitigação não aconteceu porque não foi priorizada. A pauta continuou a ser o desenvolvimento no velho padrão, os recursos não foram mobilizados, e o Pnuma (Programa da ONU para o Meio-Ambiente) não supervisionou o processo. Após 20 anos, chegamos aqui com aumento significativo de governança ambiental nos Estados nacionais, mas com fragilidade na governança ambiental global. Por isso defendo a criação de um órgão na ONU para o meio ambiente, a exemplo dos que existem para o comércio, saúde, cultura. Chegamos também com problemas graves em termos de prioridade política, porque percebemos que os países - sobretudo da Europa, em crise, mas também a China e os Estados Unidos - não estão priorizando essa agenda. Como são sujeitos muito importantes, se não se mobilizam, fica difícil ter resultado positivo.

BBC Brasil - Como avalia o papel que o Brasil tem desempenhado nas discussões?
Marina Silva - O governo brasileiro, que deveria ter tido papel de líder para que a Rio+20 permitisse revisitar os compromissos da Eco-92, fez questão de tirar o tema ambiental do debate. Estamos chegando à conferência, em que pese o avanço da consciência da população, com governos em posição totalmente refratária. Houve também um exílio da ciência, por pressão de interesses econômicos, que domesticaram boa parte das lideranças políticas. Se líderes políticos não querem falar, que pelo menos os líderes morais, a comunidade científica, possam dizer qual a avaliação desses vinte anos, quais os desafios.
BBC Brasil - Então o Brasil, na sua opinião, não exerce mais uma liderança na área ambiental?
Marina Silva - O Brasil nem busca mais essa liderança, ainda que reúna as melhores condições para fazer isso. Se buscasse, não estaria promovendo o atual retrocesso em relação ao que já alcançamos, a menos que ache que terá liderança por marketing. A base legal que fez com que, desde 2004, se conseguisse reduzir a pobreza e o desmatamento, agora está sendo abolida nas ações do Código Florestal, no movimento do Congresso sobre as Terras Indígenas, na pressão para diminuir unidades de conservação protegidas. Assim como no Velho Mundo uma mulher (a chanceler alemã, Angela Merkel) tenta segurar a crise do velho modelo do século 21, no Novo Mundo poderíamos ter uma mulher buscando a nova economia do século 21. Obviamente, se quiser corrigir rumos o governo tem condições, mas hoje o que prevalece é a hegemonia do pensamento atrasado de pequena parte do agronegócio, em que pese 80% da população ser contrária.
BBC Brasil - Boa parte das discussões sobre economia verde, um dos focos da Rio+20, se centram na busca de precificar (atribuir preço a) recursos ambientais e no papel dos mecanismos de compensação, como o REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). Essa ênfase é correta?
Marina Silva - Correta seria uma discussão sobre o desenvolvimento sustentável. Confinar a discussão ao debate econômico não levará a lugar nenhum, assim como se fizermos um debate puramente ambiental. É preciso integrar economia e ecologia numa mesma equação. A sustentabilidade não pode ser uma nova métrica, mas uma força ética a orientar a maneira de ser. A partir desse ideal é que vamos reorientar nossa maneira de fazer as coisas e, ao mesmo tempo, preservar.
BBC Brasil - A senhora acredita, conforme dizem muitos governantes, que a proteção do meio ambiente só ocorrerá se for lucrativa?
Marina Silva - Não há como ter desenvolvimento se não houver água potável ou terra fértil. A proteção desses ativos é que viabiliza a economia. O debate de pôr em métrica (os recursos ambientais) não está levando em conta que corremos o risco de comprometer o equilíbrio da terra. Cuidamos de um idoso não pelo que ele poderá produzir ou nos ofertar, é pelo respeito que temos, por cuidado, amor. O mesmo deveria valer para recursos de milhares de anos que estão sendo sacrificados em nome do lucro de algumas décadas. É preciso ressignificar a nossa experiência civilizatória: como ser feliz e livre num planeta limitado? Não é fácil, mas para resolver precisamos começar a direcionar o desejo de felicidade para outras dimensões que não sejam ter e fazer. A humanidade se orienta para fazer e ter desde o Mercantilismo, mas antes disso as pessoas queriam ser.
BBC Brasil - Temores quanto aos efeitos da crise mundial no Brasil têm feito com que o governo adote ações em busca de garantir o crescimento econômico, como os recentes estímulos fiscais à indústria automobilística. Aumentar o PIB deve ser uma prioridade do governo?
Marina Silva - O Brasil pode se desenvolver sem ser refém do crescimento pelo crescimento. O país tem condições de se desenvolver e gerar riqueza sem precisar de política de terra arrasada sobre a legislação ambiental, mas para isso tem que priorizar investimentos em outras tecnologias, em alternativas energéticas. Com bagaço e palha da cana daria para fazer três "Belo Montes".
BBC Brasil - Por que o governo e parlamentares simpáticos às causas ambientais não têm conseguido fazer frente à bancada ruralista nas discussões sobre o Código Florestal no Congresso?
Marina Silva - Os parlamentares ambientalistas conseguiram muito para a quantidade que são. Obviamente há um descompasso entre o que Congresso faz e a sociedade. Há setores do Congresso que fazem escolhas em posição de minoria conservadora. Por outro lado, há uma omissão do governo, que não quer liderar agenda ambiental, mas mobiliza sua base em vários outros temas, como quando discute o pré-sal ou o salário mínimo. Agora o governo deixou o assunto no comando do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), e 700 emendas foram apresentadas para piorar o que é impossível de ser piorado. Depois da Rio+20 veremos o resultado: será avassalador.
Fonte: Último Segundo

terça-feira, 5 de junho de 2012

Óleo de cozinha: Danos na natureza

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Como minimizar o efeito do óleo de cozinha no ambiente?
Gordura despejada nas pias é considerada uma grande inimiga quando o assunto é tratamento de água e esgoto. Caso o tratamento de caixas de gordura não seja feito rotineiramente, fluxo barrado pela gordura poderá voltar às residências, empresas ou comércios.
Muitas donas de casa, assim como empregadas domésticas, diaristas e, em alguns casos, até homens do lar, tomam algumas medidas no combate à preservação do meio ambiente. Seja separando resíduos de alimentos, ou, então, reciclando o lixo gerado por sua residência. Entretanto, um fato, que para alguns pode parecer simples, faz toda a diferença quando falamos em preservação ambiental: o descarte inadequado de produtos como óleo e gordura nos esgotos das residências.
De acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), estima-se que uma família gere 1,5 litro de óleo de cozinha por mês. Para servir de parâmetro, 1 litro de óleo é responsável pela poluição de 1 milhão de litros de água, segundo a mesma companhia.
Para Franz Souza, diretor de planejamento da Mariano e Souza Ambiental, empresa que realiza tratamento dos efluentes e outros poluentes gerados por diversas instituições, “o óleo e a gordura utilizados em frituras não se misturam com a água, pois são insolúveis. Se o mesmo for despejado na pia ou descartado inadequadamente, os riscos ao meio ambiente são enormes, podendo causar entupimento das tubulações da própria residência ou mesmo das galerias e redes de esgotos”.

Após estes empecilhos causados aos sistemas de esgotos, o problema ambiental se agravará quando este mesmo óleo de fritura chegar aos rios, córregos e lagoas. O especialista explica que “com a formação de uma camada sobre a água, serão aglomerados entulhos e lixos dos mais variados tipos. Assim sendo, o acúmulo dificultará a passagem da luz, evitando a oxigenação e a evaporação da água. Causando imediatamente a morte de qualquer tipo de vida aquática, como a fauna e a flora brasileira dos rios, lagos e lagoas.
No caso do óleo ser despejado diretamente no solo, a impermeabilização da terra é o primeiro resultado. Dificultando, assim, a passagem da água de chuva e propiciando enchentes.
Souza lista seis alternativas para contribuir pela preservação do meio ambiente e fazer o descarte correto do óleo utilizado nas frituras:
  • Utilize-o na fabricação doméstica de sabão. Muitas pessoas fazem este produto e necessitam de doações do produto queimado;
  • Envie-o para uma entidade que o reaproveite. Há muitas delas espalhadas por diversos municípios brasileiros;
  • Realize o tratamento de sua caixa de gordura eventualmente. Isso irá contribuir para que o esgoto gerado por sua residência ou comércio chegue da forma correta aos rios e esgotos;
  • Espere o óleo esfriar e coloque-o em garrafas PET. Quando reunir uma quantidade significativa vá a uma das muitas redes de varejista que fazem a coleta do produto;
  • Também é possível transformar o óleo usado em combustível, mais precisamente em biodiesel. Porém, não é possível fazer isto em casa. Informe-se sobre os locais de descarte adequados;
  • E nunca, em hipótese alguma, despeje o mesmo na pia, ou, mesmo, nos esgotos de sua rua ou avenida
Fonte: UOL