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sábado, 31 de março de 2012

FALTAM AS CAIXAS DE GORDURA


Dois terços dos imóveis vistoriados pela Sanepar não possuem caixa de gordura!
Sem o equipamento, a sujeira que desce pela pia da cozinha vai para as tubulações causando entupimentos e prejudicando o funcionamento do sistema.
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Dois terços das cerca de 1,7 mil residências vistoriadas pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) na área das bacias hidrográficas dos ribeirões Cambé e Lindoia não possuem caixa de gordura. Um relatório com o resultado da fiscalização realizada entre 1º e 15 de março foi enviado esta semana para a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema).
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A gerente regional da Sanepar em Londrina e Cambé, Mara Kalinowski, explicou que a presença da caixa de gordura nas residências contribui para aumentar a vida útil da tubulação de esgoto. Sem o equipamento, a sujeira que desce pela pia da cozinha vai para as tubulações causando entupimentos e prejudicando o funcionamento do sistema. Mara ressaltou que já existe caixa de
gordura pré-fabricada, que pode ser adquirida no comércio.
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Segundo ela, o relatório completo dos resultados, com os endereços dos imóveis, está entre os documentos solicitados pela Sema sobre as ações realizadas pela companhia de saneamento.
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Outras informações enviadas são sobre a vistoria diária realizada pela Sanepar em 110 pontos de fundos de vale no Município, além da lavagem semanal nas redes de esgoto principalmente em
regiões com grande concentração de restaurantes para prevenir a obstrução do sistema.
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A reportagem do JL está tentando contato com o secretário municipal do Ambiente, Gilmar Domingues Pereira
Fonte: JL

SAÚDE E MEIO AMBIENTE

Entenda a responsabilidade da Saúde no meio ambiente!
Segundo levantamento da KPMG, a maioria dos sistemas de saúde do mundo todo não assumiu sua influencia nos impactos negativos ao ecossistema.
Há 20 anos, a ECO-92 colocou de maneira sólida as mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável no mapa político. A crise financeira mundial ocupou com razão as autoridades políticas, mas a Conferência Rio+20, que acontecerá em junho de 2012, dará novamente enfoque aos esforços relacionados ao controle do clima, às emissões de gases e à sustentabilidade. .
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Embora as mudanças climáticas tenham um forte impacto na saúde das pessoas, também é uma verdade desconfortável que a área da saúde precisa fazer mais para auxiliar na sustentabilidade global.
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Por exemplo, nos Estados Unidos, a área de saúde é responsável por 8% do total das emissões de gases de efeito estufa, ficando em segundo lugar entre os setores que mais utilizam energia, seguindo o setor de fast food, enquanto que, na União Europeia, a área da saúde responde por 5% do total de emissões, o que equivale ao total gerado pelos setores de aviação e transporte da região em conjunto. Há, portanto, uma grande oportunidade de melhoria da pegada ecológica
da área de saúde.
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Ao longo dos últimos 20 anos, a globalização alterou o equilíbrio do poder do mundo industrializado para os mercados emergentes. A população mundial passou de 1,5 bilhão para 7 bilhões de pessoas, e a maior parte delas vive nas cidades. Centenas de milhares de pessoas saíram da faixa de pobreza extrema, e observamos números similares de pessoas que ascenderam à classe média.
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Até 2030, a classe média mundial, com estilos de vida com mais recursos, crescerá de uma estimativa de 1,8 bilhão para 4,9 bilhões de pessoas, enquanto a população mundial crescerá para 8,4 bilhões de indivíduos. Até 2030, está previsto o aumento da temperatura média global em 1%, enquanto 39% da população mundial enfrentará a escassez de água. Os países mais pobres sofrerão as consequências mais diretas dessas mudanças.
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Recentemente, um evento realizado pela KPMG sobre mudanças climáticas e sustentabilidade
atraiu cerca de 500 líderes do mundo corporativo, que assistiram a palestras de Ban Ki Moon, Bill Clinton e Michael Bloomberg, prefeito da cidade de Nova York.
A mensagem deles foi clara: os governos não são capazes de resolver sozinhos a crise de sustentabilidade, e as empresas precisam tomar iniciativas. É óbvio nque a área de saúde precisa desempenhar um papel mais importante na condução dessa mudança.
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No recente relatório da KPMG Expect the Unexpected: building business value in a changing world, identificamos dez megaforças em sustentabilidade global (mudanças climáticas, energia, escassez de recursos, escassez de água, aumento da população, urbanização, opulência, segurança dos alimentos, declínio do ecossistema e desmatamento), que estão interligadas e são importantes para os efeitos sobre a saúde.
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Uma matéria da revista “The Lancet”, de 2009, indicava que “os efeitos das mudanças climáticas afetarão a maioria das populações nas próximas décadas e colocarão as vidas e o bem-estar de bilhões de pessoas em grande risco”, e, ao mesmo tempo, concluía que, “possivelmente, as mudanças climáticas são a maior ameaça à saúde mundial do século 21”.
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A maioria dos sistemas de saúde do mundo todo não assumiu sua parcela de responsabilidade. O National Health Service – NHS (Serviço Público de Saúde Britânico) tem uma excelente Unidade de Desenvolvimento de Sustentabilidade, mas sua influência sobre a entidade é limitada. Em poucas palavras, é pequena a quantidade de autoridades políticas, profissionais e gestores que enxergam a sustentabilidade como alta prioridade. Como o quarto maior empregador do mundo
e uma das organizações que mais necessitam de energia, acho que o NHS tem uma excelente oportunidade de progredir, reduzir as emissões, gerar novos empregos e fornecer um exemplo global do que a saúde é capaz de fazer. Vou ilustrar apenas com os três exemplos a seguir.
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A produção, o consumo e a distribuição de energia são altamente fragmentados no NHS. A grande quantidade de hospitais, serviços de ambulância e outras responsabilidades do serviço atuam de maneira independente, o que gera ineficiência. Por exemplo, novos geradores de energia e calor têm uma eficiência energética muito superior e reduzem drasticamente os custos.
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O NHS poderia desenvolver uma das maiores ações no setor público-privado do mundo todo, angariando quantias substanciais de investimentos, criando milhares de empregos e reduzindo em grande volume as emissões. Uma rede nacional de produção combinada de calor e eletricidade de vanguarda, com instalações para o tratamento de resíduos verdes, transformaria o desempenho.
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Segundo, a cadeia de distribuição entre indústrias farmacêuticas e de saúde é antiquada e dispendiosa. Atualmente, as empresas farmacêuticas têm dividido sua cadeia de suprimentos com hospitais, clínicas médicas e pontos de vendas no varejo, com milhões de deslocamentos de veículos no Reino Unido. Trabalhando em conjunto, o NHS e os setores de ciências biológicas podem simplificar os processos de pedido, recebimento e distribuição, reduzindo, assim, a quantidade de entregas, a quantidade de embalagens e o custo.
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O Walmart, gigante norte-americano do setor de varejo, demonstrou resultados extraordinários com a transformação de seus negócios de distribuição e embalagem, e é preciso aprender com isso.
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Finalmente, precisamos redesenhar a maneira do atendimento. Diariamente, há milhares de
visitas ambulatoriais aos hospitais e muitas delas são vitais. No entanto, o NHS tem demorado para adotar novas tecnologias, enquanto o desenvolvimento mais recente de serviços como o e-health, telehealth e telecare (sistemas de monitoramento remoto da saúde) nos oferece uma percepção de como tudo poderia ser melhor. A utilização maior de telecare pode reduzir as emissões e melhorar a saúde. Uma real inovação do NHS poderia auxiliar a gerar mais saúde, riqueza e sustentabilidade, e este know-how poderia ser “exportado” para o resto do mundo.
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À medida que governos buscam novas ideias para o crescimento econômico e a criação de empregos, e a Rio+20 almeja um maior comprometimento com a sustentabilidade, o NHS pode ser uma das lideranças mundiais em relação aos equipamentos avançados de energia, sistemas econômicos de entrega e novas tecnologias.
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Novas parcerias público-privadas poderiam apurar investimentos substanciais, criar milhares de empregos e fazer uma pequena, mas importante, contribuição para salvar o planeta. Precisamos apenas inovar, ser criativos e ter a coragem de atuar em larga escala e com velocidade.
*Mark Britnell é líder global da área de Saúde da KPMG
Fonte: Saúde WEB

DEGRADAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

A acelerada degradação do meio ambiente!
A vida é o nosso bem mais importante, entretanto o homem persiste em sua caminhada rumo a destruição do palco em que ela se desenrola. Desde a Eco 92/Rio 92 (Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento) poucas ações foram executadas em escala mundial de modo a reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera.
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Os EUA se recusaram naquela ocasião a diminuir os efeitos devastadores de sua atividade industrial altamente poluidora, sob a alegação de que causaria desemprego. Imaginem agora, depois da eclosão da crise de 2008, na qual se recuperam lentamente da queda da atividade industrial, causadora da perda de milhares de empregos na nação mais rica do globo?
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A Rio 92 está prestes a completar 20 (vinte) anos, no entanto, novas discussões estarão na pauta em junho na Conferência Rio+20. Um palco semelhante para tratar das questões ambientais, as quais, infelizmente se agravaram ao longo do citado período.
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Será que os países desenvolvidos novamente nada farão para reduzir os danos ao meio ambiente da ação de suas fábricas, de suas siderúrgicas, etc…?
Como sempre, os emergentes e países subdesenvolvidos é que serão obrigados a deixarem suas matas intactas, porque acima da linha do Equador não existem mais.
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A humanidade paga um preço absurdo pelo crescimento industrial das nações. Houve um intenso crescimento da atividade industrial da China e da Índia, principalmente do nascente império chinês, que polui o meio ambiente em escala estratosférica.
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Países emergentes também utilizaram seus recursos naturais em larga escala, na extração de minerais e na utilização do solo para produzir alimentos em escala geométrica. Nessas atividades o consumo de água superou todas as expectativas dos especialistas em Meio Ambiente.
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Além da poluição industrial, os dejetos do esgotamento sanitário sem tratamento vão matando os rios que atravessam as grandes cidades. O drama do Rio Tietê, praticamente morto no Estado de São Paulo, é muito menor do que o do Rio Amarelo na China, que de tão poluído não desemboca mais no mar. Os rios que atravessam as grandes cidades de todo o mundo estão poluídos inapelavelmente.
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Para agravar ainda mais o quadro desalentador, cresce indiscriminadamente o desmatamento de áreas próximas as nascentes e nas cercanias dos rios para dar lugar as pastagens e as plantações agrícolas (soja, milho, café, canaviais), que utilizam defensivos agrícolas extremamente poluidores. Somados aos resíduos químicos das indústrias despejados in natura nos rios e que seguem para os oceanos, temos em consequência a mistura explosiva que abala a fauna marinha e a saúde da população que bebe essa agua de má qualidade.
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A atividade exploratória de petróleo em águas profundas, nos EUA, na Inglaterra, na Noruega e no Brasil, com seus constantes vazamentos de óleo cru, agrava o quadro de poluição dos mares.
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Todas essas questões serão colocadas na mesa de discussões da Conferência RIO +20 ou teremos mais uma reunião turística apenas para inglês ver e lotar os hotéis do Rio de Janeiro?
Fonte: Roberto Nascimento/tribuna da imprensa

MANIFESTO DE CIENTISTAS

Em manifesto, cientistas pedem mais atenção ao meio ambiente!
Cientistas ambientais do mundo inteiro publicaram na última quinta-feira um manifesto
pedindo mais atenção às questões ambientais do nosso planeta.
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A declaração, intitulada de "Declaração do Estado do Planeta" (State of the Planet Declaration), afirma que a contínua funcionalidade da Terra, se não for tratada com cuidado urgentemente, pode nos levar à falta de água, comida, biodiversidade e outras situações críticas. Esta crise, por sua vez, aumentaria ainda mais os riscos econômicos, ecológicos e sociais do planeta.
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Além de cobrar certa agilidade dos políticos contra a crise ambiental, o texto do encontro Planet Under Pressure, uma das últimas reuniões de cientistas antes da Rio+20, mostra que o grande desafio da nossa era é de proteger os processos naturais da Terra para garantir o bem-estar da civilização com a diminuição da pobreza, dos conflitos sociais e também apoiando a saúde humana e do ecossistema.
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"As questões que serão debatidas na Rio+20 são as mesmas que foram debatidas há 20 anos, mas agora é ainda mais urgente enfrenta-las", afirma o documento, que também reforça que o evento no Rio de Janeiro é uma grande oportunidade para avanços na interface entre política e ciência.
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O manifesto diz que "significantes mudanças têm acontecido com a humanidade desde os anos de 1950, e a média está crescendo a cada dia mais. Pesquisadores observam níveis arriscados de poluição e mudanças ecológicas com uma possível consequência catastrófica para a civilização". .
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As pesquisas têm um papel muito importante neste monitoramento do planeta, desenvolvendo novas tecnologias e processos que podem ajudar nos cuidados com o meio ambiente.
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A Rio+20 será de 20 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro.
Fonte: Terra

NOVA NORMA PARA O MEIO AMBIENTE



Diretor no Ministério do Meio Ambiente anuncia nova norma para o setor!
O VII FBEA realiza-se pela primeira vez no Estado da Bahia, no simbólico ano da Rio+20.
No dia em que o Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) focou o debate em torno de um documento-referência para quem é do setor, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidades Globais (29/3), o Diário da Oficial da União publicou uma nova norma, que pode mudar a prática dos licenciamentos ambientais no país. .
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Trata-se da Instrução Normativa n. 2/2012, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que regulamenta os já obrigatórios projetos de educação ambiental nos processos de licenciamento de obras.
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O anúncio foi feito por Nilo Diniz, diretor de educação ambiental do Ministério do Meio Ambiente, na mesa redonda Políticas Públicas de Educação Ambiental no Brasil. O importante, diz ele, é que a norma trata não só da elaboração e implementação da educação ambiental a serem apresentados pelo empreendedor, mas também prevê o monitoramento e avaliação. "Essa regulamentação era um sonho de muitos anos, para quem é do setor", diz o diretor.
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Hoje, prossegue ele, ainda persiste uma ideia numa parcela de empreendedores de que o licenciamento é mais uma obrigação burocrática a cumprir, uma espécie de carimbo que a obra tem de ter para ser realizada, quando de fato é um instrumento de sustentabilidade. Nessa perspectiva da sustentabilidade, o fator educativo é fundamental, e agora temos uma referência de como implementar.
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Presidente da Câmara Técnica de Educação Ambiental no Conselho Nacional do Meio Ambiente
(Conama), Nilo Diniz adianta que o próximo passo é apresentar a norma aos demais conselheiros, com a proposta de torná-la uma Resolução Conama, com força de lei.
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Edital para EA na Agricultura Familiar
Impressionado com o número de participantes da Roda de Conversa Uma conexão entre a Educação Ambiental e Agricultura Familiar, apresentada por Adriana Chaves, também do
MMA, Nilo Diniz também comentou o lançamento de um novo edital do ministério que pode motivar entidades de todo o país a apresentarem suas experiencias em Educação Ambiental em agricultura, que poderão se tornar referencias nacionais como boas práticas desta área na agricultura familiar.
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O principio é simples: de todos projetos apresentados, somente 30 serão selecionados para compor um livro produzido e distribuido pelo MMA em todo o país, apontando-os como os exemplos nacionais de boas práticas nessa área.
Destes, sete experiencias - uma por bioma brasileiro - receberão um investimento extra na forma de produção de oficinas, de caráter extensionista, para multiplicar os bons resultados.
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Estratégia nacionalizada
Mais dois temas foram trazidos por Diniz aos participantes do VII FBEA. Na semana passada, disse ele, o Conama adotou a Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental para Unidades de Conservação (ENCEA) como recomendação a ser seguida por todo o Sistema Nacional do Meio Ambiente, isto é, todos os órgãos de ambito federal, estadual ou municipal, que têm relação com essa área.
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Como se não bastasse, o diretor de educação Ambiental do MMA avisou sobre o tema da próxima Conferencia Nacional do Meio Ambiente, a se realizar em 2013: produção e consumo sustentáveis focados em resíduos sólidos. A preparação do "passo a passo" da conferência, adianta, já começou.

quinta-feira, 29 de março de 2012

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE


País será sede do Dia do Meio Ambiente!
Neste ano, o Brasil foi escolhido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para receber as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho.
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Como parte das comemorações, o PNUMA lançou um site (unep.org/portuguese/WED) sobre o Brasil e suas iniciativas ambientais, além de trazer conteúdo informativo sobre o tema deste ano - Economia Verde:
Ela te inclui? O visitante também pode cadastrar suas iniciativas para a semana do meio ambiente na agenda internacional do Dia Mundial do Meio Ambiente.
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O Brasil foi sede da comemoração há 20 anos, durante a Cúpula da Terra (Eco-92).
O dia foi criado pela ONU em 1972
Fonte: Estadão.com.br

O EFEITO DO MEIO AMBIENTE NO PIB


Se meio ambiente contasse, PIB do Brasil seria de 3% e não 34% em duas décadas, diz especialista!
LONDRES - O Brasil paga um preço alto por seu rápido desenvolvimento econômico, de acordo
com um novo estudo divulgado ontem na conferência Planeta sob Pressão, em Londres.
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Entre 1990 e 2008, a riqueza do país, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) per capita, aumentou 34%. Mas o foco econômico do índice pode mostrar um quadro não muito fiel da realidade nacional, segundo o trabalho. No mesmo período, o capital natural, ou seja, a soma dos recursos naturais - de florestas a combustíveis fósseis - caiu 46%, como revela o Indicador Inclusivo de Riqueza, um índice criado experimentalmente para se contrapor ao PIB como forma de avaliar o progresso de uma nação.
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Se o capital natural, o humano e o manufaturado fossem considerados em conjunto com o objetivo de se obter um retrato mais real do país, o crescimento, no mesmo período, ficaria em
3%. Na Índia, onde o aumento do PIB per capita entre 1990 e 2008 foi de 120%, no novo índice ficaria em 9%.
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O trabalho no Brasil e na Índia revela por que o PIB é inadequado, e sujeito a interpretações errôneas, como índice de progresso econômico a longo prazo - afirmou o diretor-executivo do Programa Internacional de Dimensões Humanas da Universidade das Nações Unidas, Anantha Duraiappah. - Um país pode exaurir completamente seus recursos naturais e, ainda assim, apresentar um crescimento significativo do PIB.
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Precisamos de um indicador que estime a real riqueza das nações, a natural, a humana, a manufaturada e, idealmente, também a social e a ecológica. Na análise do especialista, a situação do Brasil não é tão ruim quanto pode parecer.
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O crescimento do Brasil foi positivo, não negativo, como em outros países - explicou. - Isso significa está em um caminho sustentável. Os números relativos a Brasil e Índia divulgados ontem fazem parte de um estudo mais abrangente, feito com 20 países que respondem por 72% do PIB mundial e 56% da população global. O relatório completo será lançado na Rio+20.
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Nosso objetivo é apresentar o novo índice a cada dois anos, como forma de dar aos governos
subsídios para a transição para a chamada economia verde, criando bases econômicas produtivas e sustentáveis para o futuro - disse Duraiappah.
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A necessidade de se ter outras formas de medir o crescimento de um país que não seja apenas pela acumulação de riquezas foi um tema central ontem na conferência.
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A Rio+20 marcará o aniversário do reconhecimento da exaustão desse modelo econômico construído após a II Guerra Mundial - afirmou a diretora do Centro de Desenvolvimento
Sustentável da Sciences Po, em Paris, e professora da Universidade de Columbia, nos EUA, Laurence Tibiana.
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Precisamos começar a entender prosperidade como equidade, não como acúmulo de dinheiro, crescimento do PIB.
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Opinião compartilhada pela antropóloga Mamphela Ramphele, do Banco Mundial.
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Para um país ser sustentável ele precisa ter equidade social - afirmou. - Os países pobres querem crescer, mas querem ter equidade. Saúde e educação não são medidos no PIB. Precisamos de índices melhores.
Fonte:Por Roberta Jansen
(roberta.jansen@oglobo.com.br) Agência O Globo

quarta-feira, 28 de março de 2012

VAI HAVER MANUAL DE RESIDUOS SÓLIDOS


Ministério do Meio Ambiente lança manual de resíduos sólidos!
O Ministério do Meio Ambiente lança (MMA), nesta terça-feira (27/03), em parceria com o Conselho Internacional de Iniciativas Locais Ambientais (ICLEI Brasil) e Embaixada Britânica, a publicação Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação. O lançamento acontecerá na abertura oficial do I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável:
pequenos negócios, qualidade urbana e erradicação da miséria, evento organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos.
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Além da publicação, será oferecido curso de ensino a distância. Baseado no manual, de forma simples e didática, tem como finalidade colaborar com cidades e estados no processo de elaboração dos planos de gestão de resíduos sólidos e, portanto, na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010. O evento acontecerá às 19h, no Centro de Convenções Brasil 21 e contará com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do embaixador britânico no Brasil, Alan Charlton, e da a secretária Executiva Regional do ICLEI para a América do Sul, Florence Laloë.
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A publicação sugere passos metodológicos que garantem participação e controle social e que busquem o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Ela faz parte da coleção Apoiando a Implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos: do Nacional ao Local.
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O curso de ensino a distância, que terá as inscrições para a primeira turma abertas durante o evento, abordará o conteúdo do manual.
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FORTALECIMENTO
Essas ferramentas fazem parte do programa de capacitação do Projeto GeRes - Gestão de Resíduos Sólidos, iniciativa do MMA que vem contribuindo com estados e municípios, na implementação da PNRS, promovendo o fortalecimento institucional através da capacitação técnica dos tomadores de decisão e gestores públicos envolvidos na elaboração dos planos. O GeRes soma-se ao movimento nacional de transformação do cenário e padrões de produção, tratamento e destinação dos resíduos sólidos no Brasil, a fim de encontrar soluções sustentáveis e permanentes, otimizando a gestão e contribuindo para uma economia verde, de baixo carbono e inclusiva.
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Os prazos estão definidos por lei. Após agosto de 2012, estados e municípios que não tiverem seus planos não poderão mais acessar os recursos da União. Após agosto de 2014, os lixões deverão estar encerrados e os aterros sanitários só poderão receber os rejeitos (resíduos sem capacidade de aproveitamento).
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As coletas seletivas dos diversos resíduos são agora obrigatórias e devem ser responsabilidade compartilhada entre o poder público e o setor privado envolvido em todo o ciclo de vida dos materiais.
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Após esse lançamento, o projeto iniciará algumas fases de treinamento aos gestores públicos. A meta é ter, até julho de 2012, dois Estados e dois consórcios municipais com seus planos de resíduos sólidos desenvolvidos, de acordo com a Política Nacional de Resíduos sólidos; capacitar, pelo menos, 2 mil servidores públicos de todo o Brasil, disseminando conhecimento sobre a gestão de resíduos sólidos e tecnologias disponíveis por meio de publicações, cursos à distância e
encontros presenciais, entre outros. Ao término do evento, o manual de
orientação estará disponível no site do Ministério do Meio Ambiente: http://www.mma.gov.br/.
Fonte: aqui acontece.com.br